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Domínio do dicionário

Pensadores

Os economistas que moldaram as ideias: vidas, obras e a rede de influências entre as escolas.

104 termos

Pensadores nível 4

Abba Lerner

O economista russo-britânico (1903-1982) que propôs julgar o orçamento público pelos seus efeitos, não por regras de bom senso doméstico: as finanças funcionais, raiz distante da Teoria Monetária Moderna.

Pensadores nível 2

Abhijit Banerjee

O indiano (1961-) que trocou as grandes teorias da pobreza por perguntas pequenas e respondíveis: cofundador do J-PAL, coautor de Poor Economics e Nobel de 2019 com Esther Duflo e Michael Kremer.

Pensadores nível 1

Adam Smith

O filósofo escocês (1723-1790) que fundou a economia moderna: em A Riqueza das Nações, mostrou a ordem que emerge quando cada um busca o próprio interesse sob concorrência.

Pensadores nível 3

Albert Hirschman

O alemão-americano (1915-2012) impossível de classificar: saída e voz, os encadeamentos do desenvolvimento e a retórica da intransigência. O economista das possibilidades.

Pensadores nível 2

Alfred Marshall

O inglês (1842-1924) que deu à economia sua caixa de ferramentas: oferta e demanda em tesoura, elasticidade, curto e longo prazo. O professor de quem todos descendem.

Pensadores nível 4

Alice Amsden

A americana (1943-2012) que estudou de perto como a Coreia do Sul saiu da pobreza: subsídio em troca de meta de exportação, proteção com cobrança, e a tese de que industrializar tarde é aprender, não inventar.

Pensadores nível 3

Amartya Sen

O indiano (1933-) que redefiniu pobreza e desenvolvimento: não falta de renda, mas de capacidades e liberdades. Pai intelectual do IDH, Nobel de 1998.

Pensadores nível 2

Amos Tversky

O psicólogo israelense (1937-1996) que, com Daniel Kahneman, mostrou que a mente humana decide por atalhos sistemáticos. Morreu antes do Nobel que coroou o trabalho de ambos, e que o prêmio não dá a quem já partiu.

Pensadores nível 3

André Gunder Frank

O economista teuto-americano (1929-2005) que cunhou a frase mais provocadora da teoria da dependência: o subdesenvolvimento não é falta de desenvolvimento, é produto ativo do mesmo processo que desenvolveu o centro.

Pensadores nível 4

Antonio Gramsci

O italiano (1891-1937) que explicou por que as classes dominantes governam mais pelo consenso do que pela força: a hegemonia cultural faz a ordem vigente parecer natural e desejável, até para quem ela prejudica.

Pensadores nível 3

Arthur Pigou

O inglês (1877-1959) que fundou a economia do bem-estar: externalidades, o imposto pigouviano e a fatura do poluidor. O alvo de Keynes e de Coase, e o vencedor silencioso do século.

Pensadores nível 3

Bresser-Pereira

O paulista (1934-) que renovou o estruturalismo para a era global: câmbio no centro, doença holandesa, novo desenvolvimentismo. Ministro três vezes, professor sempre.

Pensadores nível 4

Carl Menger

O austríaco (1840-1921) que fundou a escola de Viena: o valor é subjetivo, nasce na margem e nas escolhas individuais. Um dos três pais da revolução marginalista.

Pensadores nível 3

Carlota Perez

A venezuelana (1939-) que mostrou um padrão na história: cada revolução tecnológica vem com uma bolha financeira na entrada e uma era de ouro depois, se a política souber redirecionar o capital.

Pensadores nível 3

Celso Furtado

O paraibano (1920-2004) que explicou o Brasil pela economia: o subdesenvolvimento não é atraso na fila, é uma formação histórica própria. Fundador da SUDENE, expoente da CEPAL.

Pensadores nível 3

Charles Kindleberger

O americano (1910-2003) que catalogou quatro séculos de bolhas e quebras, ajudou a desenhar o Plano Marshall e deixou a tese que ainda assombra a geopolítica: o mundo precisa de um estabilizador.

Pensadores nível 4

Christopher Freeman

O britânico (1921-2010) que mostrou que a inovação não é obra de gênios isolados, e sim de um sistema: empresas, universidades, governo e bancos que aprendem juntos. Fundador dos estudos de inovação.

Pensadores nível 3

Claudia Goldin

A americana (1946-) que reconstruiu 200 anos de dados para explicar o hiato de gênero no trabalho: a convergência incompleta e o trabalho ganancioso. Nobel de 2023, sozinha.

Pensadores nível 3

Dani Rodrik

O turco (1957-) que avisou em 1997, no auge da festa, que a globalização tinha ido longe demais: o trilema (hiperglobalização, soberania nacional e democracia: escolha duas), a desindustrialização precoce e a reabilitação da política industrial.

Pensadores nível 2

Daniel Kahneman

O psicólogo israelense (1934-2024) que mapeou, com Amos Tversky, os erros sistemáticos da mente humana, e ganhou o Nobel de economia (2002) sem nunca ter cursado economia.

Pensadores nível 3

Daron Acemoglu

O turco-americano (1967-) que levou North aos dados: instituições inclusivas contra extrativas, identificadas por experimentos naturais da história. Nobel de 2024.

Pensadores nível 3

David Harvey

O britânico (1935-) que renovou o marxismo trazendo a geografia: o capital resolve suas crises se espalhando pelo espaço, e acumula tomando o que era comum, a acumulação por espoliação. O marxista mais lido hoje.

Pensadores nível 2

David Ricardo

O inglês (1772-1823) que deu à economia seu primeiro teorema: a vantagem comparativa. Corretor milionário virado teórico, rigoroso até contra as próprias teses.

Pensadores nível 3

Douglass North

O americano (1920-2015) que respondeu por que nações fracassam antes do best-seller: instituições, as regras do jogo, decidem quem prospera. Nobel de 1993.

Pensadores nível 4

Edith Penrose

A americana (1914-1996) que abriu a caixa-preta da empresa: firmas são coleções de recursos e conhecimento, e crescem pelo que aprendem. Mãe da visão baseada em recursos.

Pensadores nível 3

Elinor Ostrom

A cientista política americana (1933-2012) que provou, em campo, que comunidades governam bens comuns sem Estado nem privatização. Primeira mulher com Nobel de economia (2009).

Pensadores nível 2

Esther Duflo

A francesa (1972-) que levou o método experimental ao combate à pobreza: testar políticas como se testam remédios. Nobel de 2019, a mais jovem da história do prêmio.

Pensadores nível 4

Eugen von Böhm-Bawerk

O austríaco (1851-1914) que explicou o juro como o preço do tempo e fez a crítica mais respeitada à teoria do valor de Marx. Mestre de Mises e Schumpeter, e ministro das finanças do império.

Pensadores nível 3

François Quesnay

O médico da corte de Luís XV (1694-1774) que desenhou a economia como um corpo: o Tableau économique de 1758, primeiro modelo de fluxo circular, e a fisiocracia que ensinou o laissez-faire a Smith.

Pensadores nível 3

Frank Knight

O americano (1885-1972) que separou o risco calculável da incerteza radical e fez do lucro o prêmio de quem decide sem mapa. Patriarca da Escola de Chicago e o maior cético dela.

Pensadores nível 3

Friedrich Engels

O alemão (1820-1895) que foi coautor, financiador e editor de Marx: o industrial que sustentou o crítico do capitalismo e organizou os volumes de O Capital que Marx não viveu para terminar.

Pensadores nível 3

Friedrich Hayek

O austríaco (1899-1992) que fez do conhecimento o centro da economia: nenhum planejador reúne a informação que os preços coordenam. Rival de Keynes, Nobel de 1974.

Pensadores nível 3

Gary Becker

O americano (1930-2014) que levou a escolha racional aonde ninguém ousava: discriminação, crime, família, capital humano. Nobel de 1992, o imperialista da economia.

Pensadores nível 3

George Akerlof

O americano (1940-) cujo artigo rejeitado três vezes fundou a economia da informação: os limões, os salários de eficiência e a identidade. Nobel de 2001.

Pensadores nível 4

Giovanni Dosi

O italiano (1953-) que mostrou que a inovação não cai do céu nem segue só o preço: ela anda por trajetórias, caminhos abertos por paradigmas tecnológicos que orientam para onde a pesquisa vai e de onde dificilmente sai.

Pensadores nível 3

Gordon Tullock

O americano (1922-2014) que cofundou a escolha pública e descreveu o rent-seeking: os recursos gastos para conseguir privilégios do governo são uma perda pura, e podem custar mais que o privilégio em si.

Pensadores nível 4

Gunnar Myrdal

O sueco (1898-1987) da causação circular cumulativa: vantagens e desvantagens se retroalimentam, e o equilíbrio é a exceção. Dividiu o Nobel de 1974 com Hayek, seu oposto.

Pensadores nível 3

Ha-Joon Chang

O sul-coreano (1963-) que virou o best-seller do desenvolvimento heterodoxo: os países ricos subiram protegendo a indústria e depois chutaram a escada. O caso coreano em pessoa.

Pensadores nível 3

Herbert Simon

O americano (1916-2001) que trocou o maximizador onisciente pelo decisor real: racionalidade limitada e satisficing. Nobel de economia, pioneiro da inteligência artificial.

Pensadores nível 3

Herman Daly

O americano (1938-2022) que transformou a crítica ao crescimento em proposta: a economia de estado estacionário, que mantém um tamanho constante e estável dentro dos limites da biosfera, melhorando sem inchar.

Pensadores nível 4

Hyman Minsky

O americano (1919-1996) que morreu marginal e voltou manchete: a instabilidade financeira endógena, o momento Minsky e o Keynes que a síntese havia aparado.

Pensadores nível 3

Immanuel Wallerstein

O sociólogo americano (1930-2019) que propôs olhar o capitalismo não país por país, mas como um único sistema-mundo, com centro, semiperiferia e periferia desde o século 16.

Pensadores nível 3

Irving Fisher

O americano (1867-1947) que fundou a macroeconomia monetária: equação de trocas, juro real, deflação de dívidas. E o autor da previsão mais infeliz da história das finanças.

Pensadores nível 3

Israel Kirzner

O austríaco-americano (1930-) que devolveu o empreendedor ao centro da economia: empreender é estar alerta a oportunidades que estavam à vista de todos, mas que ninguém tinha percebido.

Pensadores nível 3

James Buchanan

O americano (1919-2013) que aplicou a economia aos políticos: a escolha pública, as falhas de governo e a economia constitucional. Nobel de 1986.

Pensadores nível 4

Jean Tirole

O francês (1953-) que reescreveu a regulação de monopólios e plataformas com teoria dos jogos e informação assimétrica: o manual de domar gigantes. Nobel de 2014.

Pensadores nível 3

Joan Robinson

A inglesa (1903-1983) que reescreveu a teoria dos mercados reais: concorrência imperfeita, monopsônio e a ala pós-keynesiana. A maior ausência da história do Nobel.

Pensadores nível 4

Joe Bain

O americano (1912-1991) que fundou a organização industrial: barreiras à entrada e o paradigma estrutura-conduta-desempenho que moldou o antitruste do século 20.

Pensadores nível 2

John Kenneth Galbraith

O canadense-americano (1908-2006) que levou Veblen às paradas de sucesso: a sociedade afluente, o poder compensatório, a tecnoestrutura e a sabedoria convencional, termo que ele cunhou.

Pensadores nível 2

John Maynard Keynes

O economista inglês (1883-1946) que respondeu à Grande Depressão: mercados podem travar em desemprego, e cabe à política econômica sustentar a demanda. Fundou a macroeconomia.

Pensadores nível 4

John R. Commons

O americano (1862-1945) que tirou a economia institucional do ensaio e a pôs na lei: a transação como unidade de análise e a oficina de Wisconsin que desenhou a proteção social dos EUA.

Pensadores nível 3

John Stuart Mill

O inglês (1806-1873) que fechou a economia clássica e abriu quase tudo o que veio depois: o homem econômico como abstração, a distribuição como escolha e o estado estacionário como destino aceitável.

Pensadores nível 2

Joseph Schumpeter

O austríaco (1883-1950) que pôs o empreendedor e a inovação no centro do capitalismo: o sistema avança destruindo o velho, e o monopólio de hoje é a inovação de ontem.

Pensadores nível 3

Joseph Stiglitz

O americano (1943-) que generalizou a falha de informação: rastreamento, racionamento de crédito e salários de eficiência. Nobel de 2001 e crítico interno da globalização.

Pensadores nível 2

Karl Marx

O filósofo alemão (1818-1883) que fez a crítica mais influente do capitalismo: O Capital analisa o sistema pela lente do conflito entre quem trabalha e quem emprega.

Pensadores nível 4

Karl Polanyi

O húngaro (1886-1964) que historicizou o mercado: a economia sempre esteve enraizada na sociedade, e o laissez-faire do século 19 foi construção estatal deliberada.

Pensadores nível 2

Kate Raworth

A britânica (1970-) que desenhou a economia como um donut: um espaço seguro e justo entre o piso social (ninguém abaixo do mínimo) e o teto ecológico (não estourar os limites do planeta).

Pensadores nível 4

Kenneth Arrow

O americano (1921-2017) que provou os dois teoremas que cercam a economia: nenhuma votação é perfeita (impossibilidade) e o mercado completo é eficiente (Arrow-Debreu).

Pensadores nível 4

Knut Wicksell

O sueco (1851-1926) que inventou a bússola dos bancos centrais: o juro natural, e o processo cumulativo quando o juro de mercado se afasta dele. Avô de meio século de macro.

Pensadores nível 4

L. Randall Wray

O americano (1953-) que deu base acadêmica à Teoria Monetária Moderna: a moeda não nasce do mercado, e sim do Estado, que a cria ao cobrar impostos pagáveis nela. Aluno de Minsky e teórico da garantia de emprego.

Pensadores nível 4

Léon Walras

O francês (1834-1910) que matematizou a economia inteira de uma vez: o equilíbrio geral, todos os mercados se resolvendo juntos. O projeto que definiu a teoria do século 20.

Pensadores nível 3

Ludwig von Mises

O austríaco (1881-1973) que, em 1920, lançou o desafio que assombrou o século: sem preços de mercado, a economia planejada não tem como calcular o que produzir. Mestre de Hayek e teórico da ação humana.

Pensadores nível 4

Mancur Olson

O americano (1932-1998) que explicou o lobby com aritmética: grupos pequenos e concentrados se organizam, maiorias difusas não, e nações declinam sob o peso das coalizões.

Pensadores nível 3

Maria da Conceição Tavares

A portuguesa-brasileira (1930-2024) que liderou o pensamento econômico nacional por meio século: da crítica à substituição de importações à hegemonia do dólar.

Pensadores nível 2

Mariana Mazzucato

A ítalo-americana (1968-) que virou o debate sobre inovação: o Estado como investidor de primeira hora, das tecnologias do iPhone às missões. A economista mais influente da política industrial atual.

Pensadores nível 3

Marilyn Waring

A neozelandesa (1952-) que expôs o ângulo cego do PIB: o trabalho não pago, sobretudo de mulheres, vale zero nas contas nacionais, enquanto destruir a natureza conta como riqueza.

Pensadores nível 4

Michal Kalecki

O polonês (1899-1970) que descobriu a demanda efetiva antes de Keynes, partindo de Marx: ciclos, distribuição e a política do pleno emprego. O clássico que faltava conhecer.

Pensadores nível 2

Milton Friedman

O economista americano (1912-2006) que liderou a contrarrevolução ao keynesianismo: a inflação como fenômeno monetário, a taxa natural de desemprego e a defesa do mercado.

Pensadores nível 3

Murray Rothbard

O americano (1926-1995) que radicalizou a escola austríaca até o anarcocapitalismo: um mundo sem Estado, com tudo, até a justiça e a segurança, provido pelo mercado. Sistematizador de Mises e pai do libertarianismo moderno.

Pensadores nível 4

Nancy Folbre

A americana (1952-) que estudou a economia do cuidado: criar a próxima geração é um trabalho de valor incalculável, mal pago ou não pago, cujo custo recai sobre as mulheres e o benefício recai sobre todos.

Pensadores nível 4

Nelson e Winter

A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.

Pensadores nível 4

Nicholas Georgescu-Roegen

O romeno-americano (1906-1994) que ligou a economia à física: toda produção consome recursos de baixa entropia e devolve calor e lixo, e por isso o crescimento eterno num planeta finito é impossível. Fundador da economia ecológica.

Pensadores nível 4

Nicholas Kaldor

O húngaro-britânico (1908-1986) que mostrou por que a indústria, e não qualquer setor, puxa o crescimento: ela tem retornos crescentes, e quem cresce nela cresce mais rápido, num círculo que se retroalimenta.

Pensadores nível 4

Oliver Williamson

O americano (1932-2020) que operacionalizou Coase: custos de transação, contratos incompletos e a escolha entre mercado e hierarquia. Nobel de 2009 com Ostrom.

Pensadores nível 4

Oskar Lange

O polonês (1904-1965) que deu a resposta mais engenhosa ao desafio de Mises: um planejador poderia simular o mercado por tentativa e erro, ajustando preços como um leiloeiro até a oferta igualar a procura.

Pensadores nível 4

Paul Baran e Paul Sweezy

A dupla americana (Baran, 1909-1964; Sweezy, 1910-2004) que atualizou Marx para a era das grandes corporações: o problema do capitalismo monopolista não é a falta de lucro, e sim achar onde despejar o excedente que sobra.

Pensadores nível 4

Paul Davidson

O americano (1930-2024) que defendeu o Keynes radical contra a versão domesticada dos manuais: o futuro econômico é incerto de um jeito que nenhuma probabilidade captura, e é por isso que a moeda e os contratos importam tanto.

Pensadores nível 2

Paul Krugman

O americano (1953-) que explicou por que países parecidos comerciam entre si (escala, não diferença) e virou o colunista de economia mais lido do mundo. Nobel de 2008.

Pensadores nível 5

Piero Sraffa

O italiano (1898-1983) de obra mínima e impacto máximo: demoliu Marshall aos 27, editou Ricardo por 20 anos e armou Cambridge na controvérsia do capital.

Pensadores nível 3

Raúl Prebisch

O argentino (1901-1986) que fundou o estruturalismo latino-americano: o mundo dividido em centro e periferia, e a tese de que exportar matéria-prima empobrece relativamente.

Pensadores nível 2

Richard Thaler

O americano (1945-) que transformou as anomalias humanas em programa econômico: contabilidade mental, nudges e a economia comportamental aplicada. Nobel de 2017.

Pensadores nível 5

Robert Lucas

O americano (1937-2023) da crítica de Lucas e das expectativas racionais: se o público antecipa a política, os modelos antigos quebram. Nobel de 1995, refundador do método.

Pensadores nível 3

Robert Shiller

O americano (1946-) que provou que os mercados oscilam mais do que os fundamentos permitem: exuberância irracional, índices de imóveis e narrativas. Nobel de 2013.

Pensadores nível 3

Robert Solow

O americano (1924-2023) que deu à economia o modelo de crescimento e a descoberta incômoda: o grosso do progresso vem da tecnologia, o resíduo que o modelo não explica.

Pensadores nível 3

Ronald Coase

O inglês (1910-2013) que fez as duas perguntas mais férteis da economia institucional: por que empresas existem? E se os direitos fossem negociáveis? Nobel de 1991.

Pensadores nível 4

Rosa Luxemburgo

A polaco-alemã (1871-1919) que levou Marx ao mercado mundial: A Acumulação do Capital de 1913, a tese de que o capitalismo precisa de um fora não capitalista, e a liberdade de quem pensa diferente.

Pensadores nível 4

Rudolf Hilferding

O austríaco-alemão (1877-1941) que cunhou o conceito de capital financeiro, a fusão entre bancos e grandes indústrias, e teorizou o capitalismo organizado dos monopólios. Marxista que virou ministro das finanças.

Pensadores nível 4

Ruy Mauro Marini

O brasileiro (1932-1997) que deu à teoria da dependência sua versão marxista mais rigorosa: a periferia compensa a troca desigual superexplorando o próprio trabalhador, e isso não é atraso, é o modo de funcionar do capitalismo dependente.

Pensadores nível 4

Samir Amin

O economista egípcio-francês (1931-2018) que mediu a sangria da periferia pela troca desigual e propôs a saída mais radical: a desconexão, romper com o sistema mundial em vez de tentar subir nele.

Pensadores nível 3

Stephanie Kelton

A americana (1969-) que levou a Teoria Monetária Moderna ao grande público: um governo que emite a própria moeda não é como uma família, e o limite do gasto não é o caixa, e sim a inflação.

Pensadores nível 4

Theotônio dos Santos

O brasileiro (1936-2018) que deu à dependência sua definição mais citada e mostrou que a fase industrial não a supera: a nova dependência troca a sujeição comercial pela tecnológica e financeira.

Pensadores nível 2

Thomas Malthus

O clérigo inglês (1766-1834) que previu fome eterna na véspera da maior explosão de abundância da história: descreveu corretamente dez mil anos de mundo e errou justamente o futuro.

Pensadores nível 3

Thomas Piketty

O francês (1971-) que pôs a desigualdade de volta no centro da economia com três séculos de dados fiscais: quando o retorno do capital supera o crescimento, a riqueza concentra.

Pensadores nível 3

Thorstein Veblen

O americano (1857-1929) que fundou o institucionalismo rindo: o consumo conspícuo, a classe ociosa e a demolição satírica do homem econômico calculador.

Pensadores nível 5

Tommaso Ciarli

O economista italiano da linhagem evolucionária (SPRU/UNU-MERIT) que modela a mudança estrutural com agentes: crescimento, distribuição e transições sustentáveis em simulação.

Pensadores nível 4

Vânia Bambirra

A brasileira (1940-2015) que organizou a teoria da dependência por dentro: classificou os tipos de capitalismo dependente latino-americano e foi uma das três fundadoras da escola, num campo dominado por homens.

Pensadores nível 3

Vladimir Lenin

O russo (1870-1924) cuja contribuição à economia política foi a teoria do imperialismo: o capitalismo maduro vira monopólio, funde banco e indústria e disputa o mundo em busca de onde investir o capital excedente.

Pensadores nível 4

Walter Eucken

O alemão (1891-1950) que fundou a escola de Freiburg e a ideia da economia social de mercado: o Estado não deve dirigir a economia nem se ausentar dela, mas garantir uma moldura de regras forte que mantenha a concorrência.

Pensadores nível 3

Warren Mosler

O americano (1949-) que, operando no mercado financeiro, deduziu a Teoria Monetária Moderna na prática: um país que emite a própria moeda nunca é insolvente nela, só pode escolher não pagar.

Pensadores nível 4

Wilhelm Röpke

O alemão (1899-1966) que deu ao ordoliberalismo uma alma humanista: o mercado é o melhor sistema, mas só funciona bem sobre uma base de comunidade, moral e propriedade espalhada que ele não produz sozinho.

Pensadores nível 4

William Niskanen

O americano (1933-2011) que aplicou a lógica do interesse próprio à burocracia: o gestor público tende a maximizar o orçamento da sua repartição, o que empurra o Estado a crescer além do necessário.

Pensadores nível 3

William Stanley Jevons

O inglês (1835-1882) que disparou a revolução marginalista: o valor depende inteiramente da utilidade, a economia em linguagem matemática e o paradoxo do carvão que leva seu nome.

Pensadores nível 4

Wynne Godley

O britânico (1926-2010) que mostrou uma verdade contábil incontornável: o superávit de um setor da economia é, necessariamente, o déficit de outro. Com isso, previu desequilíbrios que os modelos da moda não viam.

Pensadores nível 3

Yanis Varoufakis

O grego (1961-) que levou a teoria dos jogos ao confronto real: ministro das Finanças na crise de 2015, crítico da arquitetura do euro e divulgador raro de economia.

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