No dia a dia
O que é, em palavras simples
O comércio internacional beneficia a todos por igual, como diz a teoria clássica das vantagens, ou reparte ganhos de modo desigual entre centro e periferia? Wellington da Silva Pereira, professor do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nessa pergunta. A área pública dele reúne perspectivas críticas sobre o desenvolvimento socioeconômico, economia política do comércio internacional e Estado e políticas públicas: uma leitura que examina o desenvolvimento e o neoliberalismo a partir da posição dos países periféricos.
No seu bolso
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01
Comércio internacional
Quem ganha e quem perde
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02
Centro e periferia
A troca desigual
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03
Crítica do neoliberalismo
Liberalização como escolha política
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04
Desenvolvimento
Não há caminho único
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta uma agenda crítica articulada: as perspectivas críticas sobre o desenvolvimento socioeconômico (a recusa em tratar desenvolvimento como receita única e universal), a economia política do comércio internacional (a análise de quem ganha e quem perde nas trocas globais, para além do modelo idealizado) e o Estado e as políticas públicas, o ator que pode tanto sustentar quanto desmontar projetos de desenvolvimento.
A crítica ao neoliberalismo
Ler o comércio internacional pela economia política é perguntar como as regras globais foram desenhadas e a quem favorecem, em vez de tomá-las como leis naturais. O neoliberalismo, nesse enfoque, não é só um conjunto de medidas, é um arranjo de poder com vencedores definidos, a tese que o nosso termo de neoliberalismo discute e que a tradição da dependência e do centro e periferia ajuda a fundamentar. A crítica do desenvolvimento recusa a ideia de um único caminho e devolve a pergunta ao terreno político.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de perspectivas críticas sobre o desenvolvimento e economia política do comércio internacional ancora a pesquisa na tradição crítica latino-americana, herdeira do estruturalismo da CEPAL e da teoria da dependência, que lê as trocas globais não pela harmonia das vantagens comparativas, mas pela assimetria entre centro e periferia. O comércio, nessa leitura, transmite tanto valor quanto subordinação: a especialização que a teoria clássica celebra pode aprisionar economias periféricas em posições de baixo valor agregado. A crítica ao neoliberalismo completa o quadro, tratando a liberalização não como destino técnico, mas como escolha de política com efeitos distributivos concretos, internos e entre nações. É a economia do desenvolvimento lida pela lente do poder.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, área de pesquisa declarada, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a crítica do desenvolvimento e do comércio internacional, na linhagem da dependência e do centro e periferia, tem agenda viva e endereço nacional.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Tratar o livre comércio como ganho automático para todos
Achar que existe um único caminho de desenvolvimento
Veja também
Conceitos conectados
Dependência
A teoria de que o subdesenvolvimento da periferia não é um atraso a ser superado, mas o produto histórico da sua relação subordinada com os países centrais.
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Centro-periferia
O conceito de Raúl Prebisch e da CEPAL: a economia mundial se divide entre um centro industrial e uma periferia que exporta matérias-primas, e essa estrutura tende a se reproduzir.
Neoliberalismo
O rótulo, hoje disputado, para a agenda de mercados livres, privatização, abertura e disciplina fiscal que ganhou o mundo a partir dos anos 1980.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Victor Pelaez
O professor titular da UFPR que pesquisa economia da tecnologia e regulação: da biotecnologia à gestão da inovação, com manual publicado e a ponte ensino-propriedade intelectual.
Felipe Orsolin Teixeira
O professor da UFPR que pesquisa crescimento, economia brasileira e complexidade econômica: o que um país sabe produzir como chave do que ele pode vir a ser.
José Felipe Araujo de Almeida
O economista da UFPR que une institucionalismo original e economia evolucionária: a leitura de Veblen somada a história do pensamento e a microeconomia heterodoxa.
João Basilio Pereima Neto
O economista da UFPR que estuda crescimento, economia evolucionária e complexidade: a macroeconomia vista como sistema dinâmico de agentes heterogêneos, não como média sem atrito.
Ricardo Lobato Torres
O economista da UFPR que pesquisa política industrial e economia da inovação: a dinâmica das indústrias e o papel do Estado na trajetória da tecnologia, na tradição evolucionária.
Walter Tadahiro Shima
O professor titular da UFPR que pesquisa economia das tecnologias de informação, política industrial e defesa da concorrência: a fronteira onde inovação, mercado e regra se encontram.
Carolina Bagattolli
A economista da UFPR que faz a economia política da ciência e tecnologia: uma leitura crítica das políticas de inovação e do desenvolvimento na América Latina.
Marcos Paulo Fuck
O professor da UFPR que pesquisa economia e tecnologia, inovação e economia agrícola: a tradição neo-schumpeteriana da mudança técnica, da política de ciência e tecnologia à propriedade intelectual, em produção brasileira.
Larissa Naves de Deus Dornelas
A professora do Departamento de Economia da UFPR que pesquisa macroeconomia e economia monetária: a moeda em Keynes e a relação entre Banco Central e Tesouro, numa leitura pós-keynesiana, em produção brasileira.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Wellington Silva Pereira? +
Perspectivas críticas sobre o desenvolvimento socioeconômico, economia política do comércio internacional e Estado e políticas públicas, conforme a área pública registrada na UFPR: uma leitura do desenvolvimento e do neoliberalismo a partir da posição dos países periféricos. É professor do Departamento de Economia da UFPR.
Como essa pesquisa se conecta ao dicionário do portal? +
Pela tradição da dependência e do centro e periferia: a economia política do comércio internacional lê as trocas globais pela assimetria, não pela harmonia das vantagens comparativas, e trata o neoliberalismo como arranjo de poder com efeitos distributivos, temas que o dicionário já cobre.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
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