No dia a dia
O que é, em palavras simples
As políticas de inovação que os países adotam servem mesmo ao desenvolvimento, ou repetem fórmulas importadas que não cabem na periferia? Carolina Bagattolli, professora do Departamento de Economia da UFPR, é uma economista brasileira documentada nessa pergunta. A área pública dela reúne economia brasileira contemporânea, economia da América Latina, Estado e políticas públicas, políticas de inovação e economia e tecnologia: uma leitura crítica de como ciência, tecnologia e Estado se articulam, ou deixam de se articular, no desenvolvimento.
No seu bolso
-
01
Políticas de inovação
O objeto da pesquisa
-
02
Estado e C&T
Quem financia e orienta a ciência
-
03
Lente crítica
A quem a política serve
-
04
Centro e periferia
A inovação no desenvolvimento desigual
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta uma agenda que cruza tecnologia e desenvolvimento: a economia brasileira contemporânea e a economia da América Latina (o foco regional que conecta o tema a tradição do centro e da periferia), o Estado e as políticas públicas (o ator que financia e orienta a ciência) e as políticas de inovação somadas a economia e tecnologia, o objeto central, examinado com lente crítica.
A crítica das políticas de inovação
A economia política da ciência e tecnologia não pergunta só se uma política de inovação funciona, mas a quem ela serve e de onde vêm suas premissas. Muitas políticas latino-americanas importam modelos do centro, supondo que a inovação se difunde igual em qualquer contexto, a suposição que a tradição da dependência, presente neste dicionário, contesta. Olhar a inovação pela economia política é perguntar se o discurso da competitividade não esconde a reprodução da assimetria entre centro e periferia.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de economia da América Latina, Estado, políticas públicas e políticas de inovação posiciona a pesquisa na economia política da ciência e tecnologia, uma leitura crítica que dialoga, por um lado, com o debate contemporâneo sobre o papel do Estado na inovação (associado a Mariana Mazzucato e a tradição neo-schumpeteriana) e, por outro, com a tradição estruturalista latino-americana, que pergunta se as políticas de C&T da periferia não reproduzem premissas do centro. A tensão é produtiva: o Estado pode ser motor de inovação, mas em economias dependentes a política de tecnologia carrega o risco de importar agendas que não correspondem a sua estrutura produtiva. É a economia da inovação lida com a consciência do desenvolvimento desigual.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, perfil de pesquisa, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a crítica latino-americana das políticas de inovação tem agenda viva e endereço nacional, no cruzamento entre tecnologia e dependência.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Supor que política de inovação é neutra
Confundir crítica com rejeição do Estado
Veja também
Conceitos conectados
Dependência
A teoria de que o subdesenvolvimento da periferia não é um atraso a ser superado, mas o produto histórico da sua relação subordinada com os países centrais.
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Mariana Mazzucato
A ítalo-americana (1968-) que virou o debate sobre inovação: o Estado como investidor de primeira hora, das tecnologias do iPhone às missões. A economista mais influente da política industrial atual.
Victor Pelaez
O professor titular da UFPR que pesquisa economia da tecnologia e regulação: da biotecnologia à gestão da inovação, com manual publicado e a ponte ensino-propriedade intelectual.
Felipe Orsolin Teixeira
O professor da UFPR que pesquisa crescimento, economia brasileira e complexidade econômica: o que um país sabe produzir como chave do que ele pode vir a ser.
João Basilio Pereima Neto
O economista da UFPR que estuda crescimento, economia evolucionária e complexidade: a macroeconomia vista como sistema dinâmico de agentes heterogêneos, não como média sem atrito.
Ricardo Lobato Torres
O economista da UFPR que pesquisa política industrial e economia da inovação: a dinâmica das indústrias e o papel do Estado na trajetória da tecnologia, na tradição evolucionária.
Walter Tadahiro Shima
O professor titular da UFPR que pesquisa economia das tecnologias de informação, política industrial e defesa da concorrência: a fronteira onde inovação, mercado e regra se encontram.
Wellington da Silva Pereira
O economista da UFPR que faz a crítica do desenvolvimento e do neoliberalismo: a economia política do comércio internacional vista da periferia, não do centro.
Marcos Paulo Fuck
O professor da UFPR que pesquisa economia e tecnologia, inovação e economia agrícola: a tradição neo-schumpeteriana da mudança técnica, da política de ciência e tecnologia à propriedade intelectual, em produção brasileira.
Larissa Naves de Deus Dornelas
A professora do Departamento de Economia da UFPR que pesquisa macroeconomia e economia monetária: a moeda em Keynes e a relação entre Banco Central e Tesouro, numa leitura pós-keynesiana, em produção brasileira.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Carolina Bagattolli? +
Economia brasileira contemporânea, economia da América Latina, Estado e políticas públicas, políticas de inovação e economia e tecnologia, conforme a área pública registrada na UFPR: uma leitura crítica de como ciência, tecnologia e Estado se articulam no desenvolvimento. É professora do Departamento de Economia da UFPR.
O que é a economia política da ciência e tecnologia? +
É a abordagem que examina as políticas de inovação não só pela eficácia, mas pelas premissas e interesses que carregam: pergunta a quem a política serve e se modelos importados do centro cabem na estrutura produtiva da periferia, dialogando com a tradição da dependência.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
- Acadêmica Carolina Bagattolli: área de pesquisa no corpo docente (DEPECON/UFPR) - UFPR
Sua conta gratuita
Salve termos, marque trechos e acompanhe seu progresso.
Crie uma conta grátis para favoritar conceitos, guardar trechos e ganhar pontos enquanto aprende economia.
Receba o dicionário no e-mail
Um conceito de economia explicado por semana.
Confirmação por e-mail (double opt-in). Sem spam, cancele quando quiser.