No dia a dia
O que é, em palavras simples
Quem controla as redes, os dados e as plataformas digitais, e com que regras? Walter Tadahiro Shima, professor titular do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nessa fronteira. A área pública dele reúne economia das tecnologias da informação e comunicação (TIC), política industrial e defesa da concorrência e regulação economica: o estudo de como a economia digital se organiza, concentra e precisa de regras, em diálogo com a tradição evolucionária que este dicionário percorre.
No seu bolso
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01
Economia das TIC
Redes, dados e plataformas
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02
Tendência a concentração
Custos fixos e escala geram oligopólio
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03
Defesa da concorrência
A regra contra o poder de mercado
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04
Política industrial
Que setores digitais sustentar
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta tres eixos que conversam: a economia das TIC (a análise economica das telecomunicações, das redes e da infraestrutura digital, setores marcados por altos custos fixos e fortes economias de escala), a política industrial (a orientação pública de setores estratégicos) e a defesa da concorrência somada a regulação economica, o conjunto de regras que tenta conter o poder de mercado onde a concentração é natural.
Redes, concentração e regra
Setores de rede tendem ao oligopólio: a infraestrutura é cara, e poucos a controlam. É aí que a defesa da concorrência e a regulação entram, para que mercados onde a falha de mercado é estrutural não virem feudos. A economia das TIC é o caso contemporâneo por excelência, com plataformas que concentram dados e atenção, e a pesquisa documentada se situa exatamente nesse cruzamento entre dinâmica tecnológica, estrutura de mercado e desenho institucional.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de economia das TIC, política industrial e defesa da concorrência situa a pesquisa no encontro entre a tradição evolucionária da inovação e a economia da organização industrial. Setores de infraestrutura digital são o laboratório ideal dessa abordagem: a inovação rápida convive com forte tendência a concentração, e a estrutura de oligopólio levanta a pergunta clássica da falha de mercado, quando deixar o mercado decidir produz poder excessivo, e quando a regra (concorrencial ou setorial) precisa intervir. A política industrial fecha o triângulo: que setores de TIC um país deve sustentar, e como, é decisão estratégica de desenvolvimento, não detalhe técnico. É a economia da inovação encontrando a economia política da regulação.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, condição de professor titular, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a economia digital, a concorrência e a política industrial têm, no Brasil, agenda viva e endereço institucional.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Tratar a economia digital como mercado comum
Opor inovação e regra
Veja também
Conceitos conectados
Falha de mercado
Situações em que o mercado, por si só, não aloca os recursos de forma eficiente: externalidades, bens públicos, monopólios e assimetria de informação.
Oligopólio
O mercado dominado por poucos vendedores grandes, cujas decisões se influenciam mutuamente: o meio do caminho entre a concorrência e o monopólio.
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Victor Pelaez
O professor titular da UFPR que pesquisa economia da tecnologia e regulação: da biotecnologia à gestão da inovação, com manual publicado e a ponte ensino-propriedade intelectual.
Felipe Orsolin Teixeira
O professor da UFPR que pesquisa crescimento, economia brasileira e complexidade econômica: o que um país sabe produzir como chave do que ele pode vir a ser.
José Felipe Araujo de Almeida
O economista da UFPR que une institucionalismo original e economia evolucionária: a leitura de Veblen somada a história do pensamento e a microeconomia heterodoxa.
João Basilio Pereima Neto
O economista da UFPR que estuda crescimento, economia evolucionária e complexidade: a macroeconomia vista como sistema dinâmico de agentes heterogêneos, não como média sem atrito.
Ricardo Lobato Torres
O economista da UFPR que pesquisa política industrial e economia da inovação: a dinâmica das indústrias e o papel do Estado na trajetória da tecnologia, na tradição evolucionária.
Carolina Bagattolli
A economista da UFPR que faz a economia política da ciência e tecnologia: uma leitura crítica das políticas de inovação e do desenvolvimento na América Latina.
Wellington da Silva Pereira
O economista da UFPR que faz a crítica do desenvolvimento e do neoliberalismo: a economia política do comércio internacional vista da periferia, não do centro.
Marcos Paulo Fuck
O professor da UFPR que pesquisa economia e tecnologia, inovação e economia agrícola: a tradição neo-schumpeteriana da mudança técnica, da política de ciência e tecnologia à propriedade intelectual, em produção brasileira.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Walter Shima? +
Economia das tecnologias da informação e comunicação, política industrial e defesa da concorrência e regulação economica, conforme a área pública registrada na UFPR: como a economia digital se organiza, concentra e precisa de regras. É professor titular do Departamento de Economia da UFPR.
Por que setores de TIC concentram tanto? +
Porque combinam custos fixos altos, economias de escala e efeitos de rede, o que empurra o mercado a poucos players: é uma falha de mercado estrutural, próxima do oligopólio, que justifica a defesa da concorrência e a regulação, o foco da linha de pesquisa documentada.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
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