No dia a dia
O que é, em palavras simples
Por que algumas indústrias decolam e outras estagnam, e que papel o Estado tem nisso? A economia da inovação que este dicionário percorre (Schumpeter, Nelson e Winter, Mazzucato) tem no Brasil seus pesquisadores, e Ricardo Lobato Torres, professor do Departamento de Economia da UFPR, é um nome documentado nessa fronteira. A área pública dele reúne política industrial, economia da inovação, dinâmica industrial e economia evolucionária: o estudo de como setores nascem, mudam e competem ao longo do tempo.
No seu bolso
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01
Schumpeter e Nelson e Winter
A raiz evolucionária
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02
Economia da inovação
Como a técnica entra no mercado
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03
Política industrial
O Estado orientando setores
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04
Dinâmica industrial
Setores nascendo e mudando
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta uma agenda articulada em torno da indústria e da técnica: a política industrial (o conjunto de decisões com que o Estado tenta orientar quais setores crescem), a economia da inovação (a análise de como o conhecimento novo entra no mercado e redesenha a concorrência), a dinâmica industrial (a evolução de setores e firmas ao longo do tempo) e a economia evolucionária, a teoria que dá a tudo isso fundamento, com rotinas, inovação e seleção no centro.
O Estado e a trajetória da técnica
A tradição evolucionária recusa a ideia de que a tecnologia surge sozinha, por mérito espontâneo do mercado. A política industrial entra aí: a trajetória de um setor depende de escolhas públicas, de financiamento e de instituições, a tese que o termo de Mariana Mazzucato leva ao limite com o Estado empreendedor. Estudar dinâmica industrial é mapear esse encontro entre a inovação das firmas e a orientação da política, o objeto da linha de pesquisa documentada.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de política industrial, economia da inovação, dinâmica industrial e economia evolucionária ancora a pesquisa na tradição neo-schumpeteriana aplicada, aquela que liga a destruição criativa de Schumpeter a teoria evolucionária de Nelson e Winter e ao debate contemporâneo sobre o papel do Estado na inovação, associado a Mariana Mazzucato. A dinâmica industrial é o terreno onde essas ideias viram análise concreta: como setores se transformam, por que a inovação se concentra em certas firmas, que arranjos institucionais e que políticas sustentam ou travam a mudança tecnológica. É economia da inovação com a dimensão do desenvolvimento, a pergunta de fundo da economia brasileira sobre como o país escala na cadeia da técnica.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, perfil no programa de pós-graduação, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a tradição neo-schumpeteriana e o debate sobre política industrial têm endereço e agenda viva no Brasil.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que inovação dispensa política
Confundir política industrial com mero protecionismo
Veja também
Conceitos conectados
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Joseph Schumpeter
O austríaco (1883-1950) que pôs o empreendedor e a inovação no centro do capitalismo: o sistema avança destruindo o velho, e o monopólio de hoje é a inovação de ontem.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Mariana Mazzucato
A ítalo-americana (1968-) que virou o debate sobre inovação: o Estado como investidor de primeira hora, das tecnologias do iPhone às missões. A economista mais influente da política industrial atual.
Victor Pelaez
O professor titular da UFPR que pesquisa economia da tecnologia e regulação: da biotecnologia à gestão da inovação, com manual publicado e a ponte ensino-propriedade intelectual.
Felipe Orsolin Teixeira
O professor da UFPR que pesquisa crescimento, economia brasileira e complexidade econômica: o que um país sabe produzir como chave do que ele pode vir a ser.
João Basilio Pereima Neto
O economista da UFPR que estuda crescimento, economia evolucionária e complexidade: a macroeconomia vista como sistema dinâmico de agentes heterogêneos, não como média sem atrito.
Walter Tadahiro Shima
O professor titular da UFPR que pesquisa economia das tecnologias de informação, política industrial e defesa da concorrência: a fronteira onde inovação, mercado e regra se encontram.
Carolina Bagattolli
A economista da UFPR que faz a economia política da ciência e tecnologia: uma leitura crítica das políticas de inovação e do desenvolvimento na América Latina.
Wellington da Silva Pereira
O economista da UFPR que faz a crítica do desenvolvimento e do neoliberalismo: a economia política do comércio internacional vista da periferia, não do centro.
Marcos Paulo Fuck
O professor da UFPR que pesquisa economia e tecnologia, inovação e economia agrícola: a tradição neo-schumpeteriana da mudança técnica, da política de ciência e tecnologia à propriedade intelectual, em produção brasileira.
Larissa Naves de Deus Dornelas
A professora do Departamento de Economia da UFPR que pesquisa macroeconomia e economia monetária: a moeda em Keynes e a relação entre Banco Central e Tesouro, numa leitura pós-keynesiana, em produção brasileira.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Ricardo Lobato Torres? +
Política industrial, economia da inovação, dinâmica industrial e economia evolucionária, conforme a área pública registrada na UFPR: como setores nascem, mudam e competem, e que papel o Estado tem na trajetória da tecnologia. É professor do Departamento de Economia da UFPR.
Como essa pesquisa se conecta ao dicionário do portal? +
Pela tradição neo-schumpeteriana: a destruição criativa de Schumpeter, o evolucionismo de Nelson e Winter e o debate de Mariana Mazzucato sobre o Estado e a inovação convergem na análise de política e dinâmica industrial, o foco da linha de pesquisa documentada.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
- Acadêmica Docentes do PPGECON - UFPR
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