No dia a dia
O que é, em palavras simples
O institucionalismo que este dicionário percorre tem duas faces que costumam andar juntas: a tradição original, de Veblen e Commons, e a economia evolucionária, de Nelson e Winter, que estuda como hábitos, rotinas e seleção movem a economia no tempo. José Felipe Araujo de Almeida, professor do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nesse cruzamento: a área pública dele reúne economia institucional, economia evolucionária, história do pensamento econômico e microeconomia heterodoxa.
No seu bolso
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01
Veblen e a AFEE
O institucionalismo original
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02
Hábito e seleção
A ponte com a economia evolucionária
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03
Pesquisa na UFPR
Microeconomia heterodoxa
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04
História do pensamento
A memória das alternativas
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta uma agenda heterodoxa articulada: o institucionalismo original (a vertente da Association for Evolutionary Economics, herdeira direta de Veblen, que vê a economia como processo movido por hábitos e instituições, não como equilíbrio mecânico), a economia evolucionária (a dinâmica de rotinas e seleção que o termo de Nelson e Winter descreve), a história do pensamento econômico e a microeconomia heterodoxa, a tentativa de fundar a análise do comportamento fora dos axiomas neoclássicos.
A vertente original do institucionalismo
Distinguir o institucionalismo original do novo institucionalismo importa: enquanto a vertente de Williamson parte da racionalidade e dos custos de transação, a tradição vebleniana, ligada a AFEE, parte do hábito e da evolução cultural, vendo a instituição como padrão de pensamento e ação sedimentado, não como contrato eficiente. É a linhagem que o nosso termo de economia institucional descreve em sua raiz, e que se cruza naturalmente com a economia evolucionária.
Visão técnica
A leitura da escola Institucional
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de economia institucional, economia evolucionária, história do pensamento e microeconomia heterodoxa posiciona a pesquisa na vertente original do institucionalismo, a herança de Thorstein Veblen organizada hoje em torno da Association for Evolutionary Economics, em diálogo direto com a economia evolucionária de Nelson e Winter. As duas tradições compartilham a mesma intuição de fundo, a economia é processo histórico movido por hábitos, rotinas e seleção, não sistema que retorna ao equilíbrio, e a microeconomia heterodoxa é a tentativa de dar a essa intuição fundamento analítico próprio. A história do pensamento econômico no perfil não é acessório: é a disciplina que mantém viva a memória das alternativas a ortodoxia, exatamente o trabalho que este pilar faz por outro caminho.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, premiação internacional noticiada pela UFPR, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a vertente original do institucionalismo, a mais antiga e a menos divulgada no Brasil, tem agenda viva e endereço nacional.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Confundir as duas escolas institucionais
Tratar evolucionário como metáfora vaga
Veja também
Conceitos conectados
Instituições
As regras do jogo de uma sociedade, formais (leis) e informais (costumes), que moldam incentivos e ajudam a explicar por que alguns países prosperam.
Economia institucional
A escola que põe as instituições, as regras formais e informais que organizam a sociedade, no centro da explicação de por que alguns países prosperam e outros não.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Thorstein Veblen
O americano (1857-1929) que fundou o institucionalismo rindo: o consumo conspícuo, a classe ociosa e a demolição satírica do homem econômico calculador.
Adriana Sbicca
A economista da UFPR que pesquisa decisão, heurísticas e racionalidade limitada: a tradição de Simon e Kahneman em produção brasileira, da sala de aula à simulação.
Maríndia Brites
A economista formada no corredor UFSM-UFPR que pesquisa escolas heterodoxas e metodologia econômica, e vice-coordena a graduação em Economia da UFPR.
Huascar Fialho Pessali
O economista da UFPR que cruza economia institucional com a retórica da economia: como argumentos, e não só dados, decidem o que conta como verdade no campo.
Walter Tadahiro Shima
O professor titular da UFPR que pesquisa economia das tecnologias de informação, política industrial e defesa da concorrência: a fronteira onde inovação, mercado e regra se encontram.
Marco Antônio Ribas Cavalieri
O economista da UFPR que pesquisa história do pensamento econômico e metodologia: como as ideias da economia nasceram, mudaram e por que aceitamos umas e descartamos outras.
Wellington da Silva Pereira
O economista da UFPR que faz a crítica do desenvolvimento e do neoliberalismo: a economia política do comércio internacional vista da periferia, não do centro.
Fernando Cavalheiro Krauzer
O professor da UFPR que pesquisa economia institucional original e história do pensamento econômico: a tradição de Veblen e dos institucionalistas evolucionários, em produção brasileira.
Victor Nunes Leal Cruz e Silva
O professor da UFPR que pesquisa história do pensamento econômico, metodologia e o pensamento econômico no Brasil: dos números-índice a Gudin e Keynes, em produção internacionalizada.
Perguntas frequentes
O que pesquisa José Felipe Almeida? +
Economia institucional, economia evolucionária, história do pensamento econômico e microeconomia heterodoxa, conforme a área pública registrada na UFPR: o cruzamento entre o institucionalismo de tradição vebleniana e a dinâmica evolucionária de rotinas e seleção. É professor do Departamento de Economia da UFPR.
Qual a diferença entre institucionalismo original e novo institucionalismo? +
O original, ligado a Veblen e a Association for Evolutionary Economics, vê a instituição como hábito e padrão cultural sedimentado; o novo, de Williamson, parte da racionalidade e dos custos de transação para explicar contratos e organizações. A pesquisa documentada se filia a vertente original.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
- Fonte Professor José Felipe Almeida conquista premiação internacional de economia - UFPR
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