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Autores Nível 4 Avançado

José Felipe Araujo de Almeida

também conhecido como: José Felipe Almeida, Almeida

O economista da UFPR que une institucionalismo original e economia evolucionária: a leitura de Veblen somada a história do pensamento e a microeconomia heterodoxa.

Redação Blog do Brasil atualizado em 17 de junho de 2026 escola Institucional

No dia a dia

O que é, em palavras simples

O institucionalismo que este dicionário percorre tem duas faces que costumam andar juntas: a tradição original, de Veblen e Commons, e a economia evolucionária, de Nelson e Winter, que estuda como hábitos, rotinas e seleção movem a economia no tempo. José Felipe Araujo de Almeida, professor do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nesse cruzamento: a área pública dele reúne economia institucional, economia evolucionária, história do pensamento econômico e microeconomia heterodoxa.

No seu bolso

Por que mantemos certos hábitos de consumo mesmo quando deixam de fazer sentido? A tradição vebleniana, área pública da pesquisa, trata o hábito como instituição: padrão sedimentado que a economia herda e reproduz.
Anatomia do conceito
  1. 01

    Veblen e a AFEE

    O institucionalismo original

  2. 02

    Hábito e seleção

    A ponte com a economia evolucionária

  3. 03

    Pesquisa na UFPR

    Microeconomia heterodoxa

  4. 04

    História do pensamento

    A memória das alternativas

Indo mais fundo

Como funciona

As linhas documentadas

O registro institucional aponta uma agenda heterodoxa articulada: o institucionalismo original (a vertente da Association for Evolutionary Economics, herdeira direta de Veblen, que vê a economia como processo movido por hábitos e instituições, não como equilíbrio mecânico), a economia evolucionária (a dinâmica de rotinas e seleção que o termo de Nelson e Winter descreve), a história do pensamento econômico e a microeconomia heterodoxa, a tentativa de fundar a análise do comportamento fora dos axiomas neoclássicos.

A vertente original do institucionalismo

Distinguir o institucionalismo original do novo institucionalismo importa: enquanto a vertente de Williamson parte da racionalidade e dos custos de transação, a tradição vebleniana, ligada a AFEE, parte do hábito e da evolução cultural, vendo a instituição como padrão de pensamento e ação sedimentado, não como contrato eficiente. É a linhagem que o nosso termo de economia institucional descreve em sua raiz, e que se cruza naturalmente com a economia evolucionária.

Visão técnica

A leitura da escola Institucional

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de economia institucional, economia evolucionária, história do pensamento e microeconomia heterodoxa posiciona a pesquisa na vertente original do institucionalismo, a herança de Thorstein Veblen organizada hoje em torno da Association for Evolutionary Economics, em diálogo direto com a economia evolucionária de Nelson e Winter. As duas tradições compartilham a mesma intuição de fundo, a economia é processo histórico movido por hábitos, rotinas e seleção, não sistema que retorna ao equilíbrio, e a microeconomia heterodoxa é a tentativa de dar a essa intuição fundamento analítico próprio. A história do pensamento econômico no perfil não é acessório: é a disciplina que mantém viva a memória das alternativas a ortodoxia, exatamente o trabalho que este pilar faz por outro caminho.

Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, premiação internacional noticiada pela UFPR, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a vertente original do institucionalismo, a mais antiga e a menos divulgada no Brasil, tem agenda viva e endereço nacional.

No mercado

Uma indústria que insiste numa rotina ultrapassada e perde para a concorrente que muda: é a seleção evolucionária em ação, o objeto que une o institucionalismo original ao termo de Nelson e Winter neste dicionário.

Atenção

Mitos e erros comuns

Confundir as duas escolas institucionais

O institucionalismo original (Veblen, AFEE) parte do hábito e da evolução cultural; o novo institucionalismo (Williamson, custos de transação) parte da racionalidade e do contrato eficiente. São linhagens distintas, e a pesquisa documentada se ancora na primeira.

Tratar evolucionário como metáfora vaga

A economia evolucionária é teoria com mecanismo, rotinas como genes, seleção pelo mercado, variação por inovação, e não analogia biológica solta. Cruzada com o institucionalismo, dá conta da mudança economica no tempo.

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Nelson e Winter

A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.

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Thorstein Veblen

O americano (1857-1929) que fundou o institucionalismo rindo: o consumo conspícuo, a classe ociosa e a demolição satírica do homem econômico calculador.

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Perguntas frequentes

O que pesquisa José Felipe Almeida? +

Economia institucional, economia evolucionária, história do pensamento econômico e microeconomia heterodoxa, conforme a área pública registrada na UFPR: o cruzamento entre o institucionalismo de tradição vebleniana e a dinâmica evolucionária de rotinas e seleção. É professor do Departamento de Economia da UFPR.

Qual a diferença entre institucionalismo original e novo institucionalismo? +

O original, ligado a Veblen e a Association for Evolutionary Economics, vê a instituição como hábito e padrão cultural sedimentado; o novo, de Williamson, parte da racionalidade e dos custos de transação para explicar contratos e organizações. A pesquisa documentada se filia a vertente original.

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