No dia a dia
O que é, em palavras simples
E se a economia não fosse uma máquina em equilíbrio, mas um sistema vivo, cheio de agentes diferentes que interagem e se adaptam? João Basilio Pereima Neto, professor do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nessa abordagem. A área pública dele reúne macroeconomia, crescimento e desenvolvimento, economia evolucionária e bem-estar, sistemas dinâmicos, complexidade e economia baseada em agentes heterogêneos: a tradição que estuda a economia como processo emergente, em diálogo com a linhagem de Nelson e Winter que este dicionário percorre.
No seu bolso
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01
Schumpeter e Nelson e Winter
A raiz evolucionária
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02
Agentes heterogêneos
Muitos decisores, não uma média
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03
Sistemas dinâmicos
A economia fora do equilíbrio
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04
Crescimento e bem-estar
O macro que emerge do micro
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta uma agenda integrada: a macroeconomia do crescimento e do desenvolvimento (como e por que economias enriquecem ao longo do tempo), a economia evolucionária (rotinas, inovação e seleção como motores da mudança) e os sistemas dinâmicos, a complexidade e a economia baseada em agentes heterogêneos, o método que simula muitos agentes distintos interagindo para ver que padrões macro emergem de baixo para cima.
Agentes heterogêneos e complexidade
A macroeconomia tradicional muitas vezes resume tudo a um agente representativo, uma média que decide pelo todo. A abordagem de complexidade rejeita o atalho: parte de agentes heterogêneos, com regras de decisão diferentes, e estuda como suas interações geram crescimento, crises e ciclos que nenhuma média prevê. É a ponte natural entre a destruição criativa de Schumpeter, o evolucionismo de Nelson e Winter e a modelagem computacional contemporânea.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de crescimento, economia evolucionária, sistemas dinâmicos, complexidade e agentes heterogêneos posiciona a pesquisa na fronteira entre a tradição neo-schumpeteriana e a economia da complexidade. A intuição de fundo é a mesma que organiza este pilar evolucionário: a economia é processo histórico fora do equilíbrio, em que a inovação, a destruição criativa e a heterogeneidade dos agentes produzem dinâmicas que a macroeconomia do agente representativo não captura. Os modelos baseados em agentes (a economia computacional que simula populações de firmas e famílias distintas) são o instrumento que dá a essa visão poder analítico, ligando o crescimento de longo prazo aos micro-comportamentos que o geram.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a macroeconomia da complexidade, ainda pouco divulgada no Brasil, tem agenda viva e endereço nacional, no mesmo departamento que abriga a linhagem evolucionária deste dicionário.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Reduzir a economia ao agente representativo
Achar que complexidade é jargão sem método
Veja também
Conceitos conectados
Crescimento econômico
O aumento da produção de bens e serviços de uma economia ao longo do tempo: o que faz o bolo crescer, medido em geral pela variação do PIB.
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Victor Pelaez
O professor titular da UFPR que pesquisa economia da tecnologia e regulação: da biotecnologia à gestão da inovação, com manual publicado e a ponte ensino-propriedade intelectual.
Felipe Orsolin Teixeira
O professor da UFPR que pesquisa crescimento, economia brasileira e complexidade econômica: o que um país sabe produzir como chave do que ele pode vir a ser.
Ricardo Lobato Torres
O economista da UFPR que pesquisa política industrial e economia da inovação: a dinâmica das indústrias e o papel do Estado na trajetória da tecnologia, na tradição evolucionária.
Walter Tadahiro Shima
O professor titular da UFPR que pesquisa economia das tecnologias de informação, política industrial e defesa da concorrência: a fronteira onde inovação, mercado e regra se encontram.
Carolina Bagattolli
A economista da UFPR que faz a economia política da ciência e tecnologia: uma leitura crítica das políticas de inovação e do desenvolvimento na América Latina.
Wellington da Silva Pereira
O economista da UFPR que faz a crítica do desenvolvimento e do neoliberalismo: a economia política do comércio internacional vista da periferia, não do centro.
Marcos Paulo Fuck
O professor da UFPR que pesquisa economia e tecnologia, inovação e economia agrícola: a tradição neo-schumpeteriana da mudança técnica, da política de ciência e tecnologia à propriedade intelectual, em produção brasileira.
Hermes Yukio Higachi
O professor da UEPG que pesquisa crescimento, ciclo econômico e mudança tecnológica: como a demanda, a inovação e a dinâmica do capitalismo movem a economia ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
O que pesquisa João Basilio Pereima? +
Macroeconomia, crescimento e desenvolvimento, economia evolucionária e bem-estar, sistemas dinâmicos, complexidade e economia baseada em agentes heterogêneos, conforme a área pública registrada na UFPR: a economia vista como sistema dinâmico que emerge da interação de muitos agentes distintos. É professor do Departamento de Economia da UFPR.
O que é economia baseada em agentes? +
É um método que simula populações de agentes heterogêneos, com regras de decisão diferentes, para observar que padrões macroeconômicos emergem de suas interações. Liga o crescimento de longo prazo aos micro-comportamentos que o geram, na tradição evolucionária de Schumpeter e de Nelson e Winter.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
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