No dia a dia
O que é, em palavras simples
A microeconomia ortodoxa parte de um agente que otimiza com informação completa. A linhagem evolucionária que este dicionário percorre (de Schumpeter a Nelson e Winter e Dosi) parte de outro lugar: agentes que decidem com racionalidade limitada, em ambientes que mudam. Ronivaldo Steingraber, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada dessa micro heterodoxa: pesquisa a microeconomia do desenvolvimento com modelos neoschumpeterianos, economia institucional e a herança de Herbert Simon no centro.
No seu bolso
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01
Racionalidade limitada
O agente de Simon, não o otimizador
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02
Modelos neoschumpeterianos
Firma como processo, não equilíbrio
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03
Economia institucional
Regras moldam a decisão
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04
Microeconomia do desenvolvimento
Inovação explica o crescimento
Indo mais fundo
Como funciona
A microeconomia que muda de fundamento
Trocar o agente otimizador pelo agente de racionalidade limitada não é um detalhe técnico: muda o que a microeconomia consegue explicar. A linha de pesquisa documentada (microeconomia do desenvolvimento e microeconomia heterodoxa, com modelos neoschumpeterianos, institucionais e evolucionários) reúne as três tradições que o portal mapeia: a destruição criativa de Schumpeter, as rotinas de Nelson e Winter e a racionalidade limitada de Simon. O ponto comum é tratar a firma e a decisão como processos em ambiente real, não como pontos de equilíbrio.
Inovação como objeto microeconômico
Quando a micro adota esses fundamentos, a inovação deixa de ser ruído externo e vira o centro: sistemas de inovação, aprendizado e mudança técnica passam a explicar por que firmas e regiões crescem em ritmos diferentes. É a ponte entre a microeconomia da decisão e a macroeconomia do desenvolvimento, território em que o termo de sistemas de inovação do nosso acervo encontra a pesquisa brasileira documentada.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de microeconomia do desenvolvimento, modelos neoschumpeterianos, economia institucional e racionalidade limitada posiciona a pesquisa no núcleo da tradição evolucionária aplicada à micro, a mesma linhagem de Nelson e Winter e Dosi que este pilar registra. A particularidade é o nível de análise: não a história das escolas, mas a reconstrução dos microfundamentos, a tese de que substituir o agente otimizador pelo agente de racionalidade limitada reorganiza a teoria da firma, da decisão e do desenvolvimento. É o cruzamento exato dos termos de destruição criativa, racionalidade limitada e economia institucional deste dicionário, levado ao plano microeconômico.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra o que raramente se diz: a microeconomia heterodoxa não é só crítica da ortodoxia, é programa de pesquisa positivo, com endereços, modelos e formação no Brasil.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que microeconomia é só o agente otimizador
Separar microeconomia de desenvolvimento
Veja também
Conceitos conectados
Racionalidade limitada
O conceito de Herbert Simon: como mente, tempo e informação são limitados, não buscamos a decisão ótima, mas uma que seja boa o suficiente (o satisficing).
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Jaylson Jair da Silveira
O professor da UFSC que modela a economia como população de agentes que aprendem: jogos evolucionários, macrodinâmica de ciclos e crescimento e simulação computacional.
Dominik Hartmann
O professor da UFSC que mede o que uma economia sabe fazer: complexidade econômica e como inovação, mudança estrutural e desigualdade se entrelaçam no desenvolvimento.
Pablo Felipe Bittencourt
O professor da UFSC que estuda como a inovação se organiza em rede: sistemas nacionais de inovação, arranjos produtivos locais e a relação universidade-empresa.
Silvio Antônio Ferraz Cário
O professor do PPGEco da UFSC que pesquisa economia da inovação, reestruturação produtiva e aglomerações produtivas: o paradigma microdinâmico neo-schumpeteriano em produção brasileira.
Gilson Geraldino da Silva Júnior
O professor da UFSC que pesquisa economia da inovação, estrutura de mercado e produtividade: como a concorrência e a tecnologia afetam salários e firmas, em produção empírica.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Ronivaldo Steingraber? +
A microeconomia do desenvolvimento e a microeconomia heterodoxa, com modelos neoschumpeterianos, economia institucional e evolucionários, e a racionalidade limitada como fundamento. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, segundo o perfil público.
Por que um pesquisador em atividade entra no pilar de autores? +
Porque o pilar registra também a economia em construção, com a régua da casa: obra pública documentada, fontes verificadas e nada além delas. Os termos de pesquisadores em atividade são sóbrios por desenho e crescem conforme a obra.
Fontes e referências
- Acadêmica Ronivaldo Steingraber: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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