No dia a dia
O que é, em palavras simples
Inovação não brota de um gênio isolado: nasce de redes que ligam empresas, universidades, governo e fornecedores. Essa é a tese dos sistemas de inovação, herança da tradição neoschumpeteriana de Christopher Freeman e parente da economia empreendedora de Mariana Mazzucato, que este dicionário percorre. Pablo Felipe Bittencourt, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada desse campo: pesquisa economia da inovação, economia industrial, sistemas nacionais de inovação, arranjos produtivos locais, a relação universidade-empresa e a política de inovação, e coordena o núcleo NEIITEC.
No seu bolso
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01
Inovação em rede
Não o gênio isolado
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02
Sistema de inovação
Empresas, universidade, Estado
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03
Arranjos locais
Aprender juntos no território
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04
Universidade-empresa
Conhecimento que vira produção
Indo mais fundo
Como funciona
Inovação como sistema
O conceito de sistema nacional de inovação, central na obra de Christopher Freeman, diz que a capacidade de inovar de um país depende menos de cada empresa isolada e mais das conexões entre elas, as universidades, os institutos de pesquisa e as políticas públicas. A linha de pesquisa documentada trabalha essa moldura no nível nacional e também no local, pelos arranjos produtivos locais: concentrações de empresas de um mesmo setor que aprendem e inovam juntas, território onde a economia industrial encontra a geografia.
A ponte universidade-empresa
Um elo decisivo desses sistemas é a relação universidade-empresa: como o conhecimento gerado na pesquisa acadêmica chega à produção, e como a empresa devolve problemas que orientam a ciência. A agenda documentada estuda essa conexão e a política de inovação que a sustenta, dialogando com os termos de destruição criativa e da economia empreendedora de Mazzucato, em que o Estado e as instituições de pesquisa não são figurantes, mas protagonistas da mudança técnica.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de economia da inovação, economia industrial, sistemas nacionais de inovação, arranjos produtivos locais, relação universidade-empresa e política de inovação posiciona a pesquisa no centro da tradição neoschumpeteriana dos sistemas de inovação, a linhagem de Christopher Freeman que este pilar registra. A marca distintiva é o foco no nível sistêmico e na política: a inovação como fenômeno de rede e de instituições, não de firma isolada, e a relação universidade-empresa como engrenagem concreta da mudança técnica. É o cruzamento exato dos termos de destruição criativa, Christopher Freeman e Mariana Mazzucato deste dicionário, com a coordenação do NEIITEC como infraestrutura de pesquisa documentada.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra a economia da inovação feita no Brasil no nível sistêmico: o estudo das redes, arranjos locais e políticas que decidem se um país aprende a inovar ou apenas importa tecnologia pronta.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que inovação é mérito de uma empresa só
Ver universidade e empresa como mundos separados
Veja também
Conceitos conectados
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Mariana Mazzucato
A ítalo-americana (1968-) que virou o debate sobre inovação: o Estado como investidor de primeira hora, das tecnologias do iPhone às missões. A economista mais influente da política industrial atual.
Christopher Freeman
O britânico (1921-2010) que mostrou que a inovação não é obra de gênios isolados, e sim de um sistema: empresas, universidades, governo e bancos que aprendem juntos. Fundador dos estudos de inovação.
Ronivaldo Steingraber
O professor da UFSC que pesquisa a microeconomia do desenvolvimento por dentro: modelos neoschumpeterianos, economia institucional e racionalidade limitada como base de uma micro heterodoxa.
Jaylson Jair da Silveira
O professor da UFSC que modela a economia como população de agentes que aprendem: jogos evolucionários, macrodinâmica de ciclos e crescimento e simulação computacional.
Dominik Hartmann
O professor da UFSC que mede o que uma economia sabe fazer: complexidade econômica e como inovação, mudança estrutural e desigualdade se entrelaçam no desenvolvimento.
Silvio Antônio Ferraz Cário
O professor do PPGEco da UFSC que pesquisa economia da inovação, reestruturação produtiva e aglomerações produtivas: o paradigma microdinâmico neo-schumpeteriano em produção brasileira.
Gilson Geraldino da Silva Júnior
O professor da UFSC que pesquisa economia da inovação, estrutura de mercado e produtividade: como a concorrência e a tecnologia afetam salários e firmas, em produção empírica.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Pablo Felipe Bittencourt? +
Economia da inovação, economia industrial, sistemas nacionais de inovação, arranjos produtivos locais, a relação universidade-empresa e a política de inovação. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e coordena o NEIITEC, segundo o perfil público.
O que é um sistema nacional de inovação? +
É a rede de empresas, universidades, institutos de pesquisa e políticas públicas cuja interação determina a capacidade de um país inovar. O conceito, central na obra de Christopher Freeman, desloca o foco da empresa isolada para as conexões entre os atores.
Fontes e referências
- Acadêmica Pablo Felipe Bittencourt: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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