No dia a dia
O que é, em palavras simples
Abrir a economia ao capital estrangeiro faz um país crescer mais, ou o prende numa posição subordinada? É uma pergunta clássica do desenvolvimento latino-americano. Samuel Costa Peres, docente do Programa de Pós-Graduação em Economia (PPGE) da UFRGS, é um nome brasileiro documentado nessa fronteira: pesquisa crescimento e desenvolvimento, integração financeira internacional e (sub)desenvolvimento e dependência, com doutorado em Economia pela UFRGS.
No seu bolso
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01
Furtado e dependência
O subdesenvolvimento relido
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02
Pesquisa na UFRGS
Crescimento e finanças globais
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03
Integração financeira
Abrir ajuda ou trava?
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04
Teste com dados
A dependência no terreno empírico
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
A obra documentada trata da relação entre integração financeira internacional e crescimento em economias em desenvolvimento, da desindustrialização e do (sub)desenvolvimento relido a partir de Celso Furtado e da teoria da dependência. É a economia do desenvolvimento na chave estruturalista, com coautoria com André Moreira Cunha e com Luiza Peruffo (do próprio acervo).
Furtado, dependência e finanças
A marca do trabalho é revisitar a dependência e o subdesenvolvimento com ferramentas contemporâneas: testar, com dados, se a abertura financeira ajuda ou trava o crescimento da periferia. É o cruzamento dos termos de crescimento econômico, dependência e a obra de Celso Furtado deste dicionário, no diálogo entre estruturalismo e pós-keynesianismo.
Visão técnica
A leitura da escola Estruturalista
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de crescimento, integração financeira internacional e (sub)desenvolvimento e dependência posiciona a pesquisa na tradição estruturalista e desenvolvimentista latino-americana, a linhagem que este portal percorre de Raúl Prebisch e Celso Furtado ao debate contemporâneo, com diálogo pós-keynesiano. A marca distintiva, segundo a obra documentada (a integração financeira e o crescimento em economias emergentes no Journal of Post Keynesian Economics, a releitura de Furtado e Fernando Henrique Cardoso sobre dependência), é trazer a teoria da dependência ao terreno empírico, o cruzamento dos nossos termos de crescimento econômico, dependência e desenvolvimento.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: a filiação estruturalista é sustentada pelos temas e veículos da obra (a tradição de Furtado e da dependência, o periódico pós-keynesiano), e onde houver dúvida prevalece a régua de não atribuir além das fontes. Cobre a obra pública documentada (página institucional, periódicos com DOI), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que abertura financeira sempre acelera o crescimento
Tratar dependência como tese só teórica
Veja também
Conceitos conectados
Crescimento econômico
O aumento da produção de bens e serviços de uma economia ao longo do tempo: o que faz o bolo crescer, medido em geral pela variação do PIB.
Dependência
A teoria de que o subdesenvolvimento da periferia não é um atraso a ser superado, mas o produto histórico da sua relação subordinada com os países centrais.
Estruturalismo
A corrente latino-americana de Prebisch e Celso Furtado: o subdesenvolvimento não é atraso a ser vencido pelo tempo, mas uma condição estrutural ligada à posição na economia mundial.
Centro-periferia
O conceito de Raúl Prebisch e da CEPAL: a economia mundial se divide entre um centro industrial e uma periferia que exporta matérias-primas, e essa estrutura tende a se reproduzir.
Celso Furtado
O paraibano (1920-2004) que explicou o Brasil pela economia: o subdesenvolvimento não é atraso na fila, é uma formação histórica própria. Fundador da SUDENE, expoente da CEPAL.
Pedro Cezar Dutra Fonseca
O professor titular da UFRGS e referência em desenvolvimentismo brasileiro: a economia do Brasil e as interpretações do país, na tradição estruturalista da CEPAL.
Ronaldo Herrlein Júnior
O professor da UFRGS que pesquisa economia política, Estado e desenvolvimento: o papel do Estado na trajetória econômica, lido pela história e pela tradição estruturalista.
Ricardo Dathein
O professor do PPGE da UFRGS que pesquisa economia do desenvolvimento e desenvolvimentismo: a tradição estruturalista e da inovação aplicada ao desenvolvimento brasileiro, organizada em obra de referência.
Luiza Peruffo
A professora do DERI da UFRGS que pesquisa economia política internacional na chave pós-keynesiana e estruturalista: moeda, poder e a hierarquia monetária que limita as economias emergentes, em produção brasileira.
Andrés Ernesto Ferrari Haines
O professor da UFRGS que pesquisa desenvolvimento, a economia argentina e a geopolítica internacional: história do pensamento e relações econômicas globais, em produção documentada.
Elisangela Luzia Araújo
A professora da UEM que pesquisa indústria, leis de Kaldor e crescimento na chave pós-keynesiana: a desindustrialização brasileira e o que ela faz com o desenvolvimento.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Samuel Peres? +
Crescimento e desenvolvimento, integração financeira internacional e (sub)desenvolvimento e dependência, relendo Celso Furtado com dados. É docente do PPGE/UFRGS, com doutorado em Economia pela UFRGS e coautoria com André Moreira Cunha e Luiza Peruffo.
Onde essa pesquisa encontra o dicionário do portal? +
Na tradição estruturalista e da dependência que liga Celso Furtado aos termos de crescimento econômico, dependência e desenvolvimento, com a integração financeira da periferia no centro.
Fontes e referências
- Acadêmica Samuel Costa Peres: corpo docente do PPGE (UFRGS) - UFRGS
- Acadêmica International financial integration and economic growth in developing and emerging economies (com A. M. Cunha e L. Peruffo, Journal of Post Keynesian Economics) - S. C. Peres; A. M. Cunha; L. Peruffo (2022)
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