No dia a dia
O que é, em palavras simples
E se a economia não fosse um agente representativo que calcula tudo, mas uma multidão de agentes diferentes que imitam, erram e aprendem uns com os outros? Essa é a aposta da teoria dos jogos evolucionários, parente da racionalidade limitada e da tradição de Nelson e Winter que este dicionário percorre. Jaylson Jair da Silveira, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada dessa fronteira: pesquisa jogos evolucionários, macrodinâmica dos ciclos e do crescimento e economia computacional baseada em agentes.
No seu bolso
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01
Agentes heterogêneos
Muitos diferentes, não um só
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02
Jogos evolucionários
Estratégias que se selecionam
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03
Simulação em computador
Modelos baseados em agentes
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04
Macrodinâmica
Ciclos e crescimento emergem
Indo mais fundo
Como funciona
Do equilíbrio ao processo
Na teoria dos jogos clássica, os jogadores são perfeitamente racionais e calculam o equilíbrio. Nos jogos evolucionários, eles apenas seguem estratégias que vêm dando certo na população, e as estratégias bem-sucedidas se espalham, como na seleção natural. A linha de pesquisa documentada usa esse instrumental, somado às heterogeneidades comportamentais (agentes que não são todos iguais), para estudar como o agregado se move no tempo: ciclos e crescimento como resultado da interação de muitos, não da decisão de um.
O laboratório computacional
Quando os agentes são heterogêneos e interagem, a matemática fechada nem sempre dá conta, e entra a economia computacional baseada em agentes: simular a população no computador e observar que padrões macroeconômicos emergem. É a ponte entre a microdecisão e a macrodinâmica, o território em que os termos de teoria dos jogos, racionalidade limitada e ciclo econômico do nosso acervo se encontram com a pesquisa brasileira documentada.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de jogos evolucionários, macrodinâmica dos ciclos e do crescimento, economia computacional baseada em agentes e heterogeneidades comportamentais posiciona a pesquisa no cruzamento das linhagens que este pilar mapeia, a evolucionária (Nelson e Winter) e a da decisão sob racionalidade limitada (Simon). A marca distintiva é o método: substituir o agente representativo otimizador por populações heterogêneas que aprendem e se selecionam, e derivar daí a dinâmica agregada por simulação. É o cruzamento exato dos termos de teoria dos jogos, racionalidade limitada e ciclo econômico deste dicionário, no nível da modelagem.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra uma frente menos visível da economia heterodoxa brasileira: a modelagem formal e computacional rigorosa, que mostra que abandonar o agente representativo não significa abandonar o método, e sim trocá-lo por outro.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que jogo evolucionário exige agente racional
Confundir heterodoxia com falta de método
Veja também
Conceitos conectados
Teoria dos jogos
O estudo das decisões em que o resultado de cada um depende do que os outros fazem: a lógica por trás de conflitos, cooperação e estratégia.
Racionalidade limitada
O conceito de Herbert Simon: como mente, tempo e informação são limitados, não buscamos a decisão ótima, mas uma que seja boa o suficiente (o satisficing).
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Ronivaldo Steingraber
O professor da UFSC que pesquisa a microeconomia do desenvolvimento por dentro: modelos neoschumpeterianos, economia institucional e racionalidade limitada como base de uma micro heterodoxa.
Dominik Hartmann
O professor da UFSC que mede o que uma economia sabe fazer: complexidade econômica e como inovação, mudança estrutural e desigualdade se entrelaçam no desenvolvimento.
Pablo Felipe Bittencourt
O professor da UFSC que estuda como a inovação se organiza em rede: sistemas nacionais de inovação, arranjos produtivos locais e a relação universidade-empresa.
Silvio Antônio Ferraz Cário
O professor do PPGEco da UFSC que pesquisa economia da inovação, reestruturação produtiva e aglomerações produtivas: o paradigma microdinâmico neo-schumpeteriano em produção brasileira.
Gilson Geraldino da Silva Júnior
O professor da UFSC que pesquisa economia da inovação, estrutura de mercado e produtividade: como a concorrência e a tecnologia afetam salários e firmas, em produção empírica.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Jaylson Jair da Silveira? +
Jogos evolucionários, macrodinâmica dos ciclos e do crescimento, economia computacional baseada em agentes e heterogeneidades comportamentais. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, segundo o perfil público.
O que são jogos evolucionários, em uma frase? +
Modelos em que agentes não calculam o equilíbrio, mas adotam estratégias que vêm dando certo na população: as bem-sucedidas se espalham por seleção, e a dinâmica agregada emerge dessa interação, frequentemente estudada por simulação computacional.
Fontes e referências
- Acadêmica Jaylson Jair da Silveira: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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