No dia a dia
O que é, em palavras simples
O que uma economia consegue produzir revela o que ela sabe fazer, e isso prevê o quanto pode crescer. Essa é a ideia da complexidade econômica, herdeira direta da tradição evolucionária e schumpeteriana que este dicionário percorre. Dominik Hartmann, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada desse campo: pesquisa complexidade econômica e as relações entre inovação, mudança estrutural e desigualdade, com foco em crescimento inclusivo, mobilidade social e pobreza, e lidera o núcleo NECODE.
No seu bolso
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01
Conhecimento produtivo
O que a economia sabe fazer
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02
Complexidade econômica
Medir capacidades e trajetórias
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03
Mudança estrutural
Migrar para o que é mais complexo
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04
Inclusão
Crescer reduzindo desigualdade
Indo mais fundo
Como funciona
O que um país sabe fazer
A complexidade econômica parte de uma intuição simples: economias que produzem muitos bens diferentes, e bens que poucos outros conseguem produzir, acumularam mais conhecimento produtivo, e tendem a crescer mais. A linha de pesquisa documentada usa esse instrumental para mapear capacidades produtivas e trajetórias de desenvolvimento, conectando a mudança estrutural (o que a economia passa a produzir) com a inovação (o conhecimento que torna isso possível).
A virada para a desigualdade
O acréscimo distintivo da agenda documentada é cruzar complexidade com desigualdade: nem toda estrutura produtiva complexa distribui renda da mesma forma, e a pergunta passa a ser que tipo de complexidade gera crescimento inclusivo, mobilidade social e redução de pobreza. É onde a tradição evolucionária encontra os termos de desigualdade e desenvolvimento econômico do nosso acervo: não basta crescer e inovar, importa quem participa e quem fica para trás.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a articulação entre complexidade econômica, inovação, mudança estrutural e desigualdade posiciona a pesquisa na fronteira contemporânea da economia do desenvolvimento de raiz evolucionária, a linhagem que liga Schumpeter à medição empírica das capacidades produtivas. A marca distintiva é o cruzamento entre a métrica de complexidade e a questão distributiva: a tese de que a composição do que se produz condiciona não só o crescimento, mas a inclusão, e de que crescimento, inovação e desigualdade precisam ser pensados juntos. É o cruzamento exato dos termos de destruição criativa, desigualdade e desenvolvimento econômico deste dicionário, com a liderança do NECODE como infraestrutura de pesquisa documentada.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra uma fronteira em que a economia evolucionária deixa de ser só teoria da firma e passa a dialogar com a agenda de inclusão, com dados e núcleo de pesquisa no Brasil.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que crescer já resolve a desigualdade
Reduzir desenvolvimento a quanto se produz
Veja também
Conceitos conectados
Desenvolvimento econômico
A transformação que melhora de forma duradoura a vida de uma população: mais do que crescer o PIB, é mudar a estrutura econômica e ampliar liberdades.
Desigualdade
A distribuição desigual de renda ou riqueza numa sociedade, medida por índices como o de Gini: um número entre a igualdade total e a concentração absoluta.
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Ronivaldo Steingraber
O professor da UFSC que pesquisa a microeconomia do desenvolvimento por dentro: modelos neoschumpeterianos, economia institucional e racionalidade limitada como base de uma micro heterodoxa.
Marcelo Arend
O professor da UFSC que cruza estruturalismo latino-americano e teoria neoschumpeteriana para investigar mudança estrutural, desindustrialização e desenvolvimento.
Jaylson Jair da Silveira
O professor da UFSC que modela a economia como população de agentes que aprendem: jogos evolucionários, macrodinâmica de ciclos e crescimento e simulação computacional.
Pablo Felipe Bittencourt
O professor da UFSC que estuda como a inovação se organiza em rede: sistemas nacionais de inovação, arranjos produtivos locais e a relação universidade-empresa.
Silvio Antônio Ferraz Cário
O professor do PPGEco da UFSC que pesquisa economia da inovação, reestruturação produtiva e aglomerações produtivas: o paradigma microdinâmico neo-schumpeteriano em produção brasileira.
Gilson Geraldino da Silva Júnior
O professor da UFSC que pesquisa economia da inovação, estrutura de mercado e produtividade: como a concorrência e a tecnologia afetam salários e firmas, em produção empírica.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Dominik Hartmann? +
Complexidade econômica e as relações entre inovação, mudança estrutural e desigualdade, com foco em crescimento inclusivo, mobilidade social e pobreza. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e lidera o núcleo NECODE, segundo o perfil público.
O que é complexidade econômica, em uma frase? +
Uma forma de medir o conhecimento produtivo de uma economia a partir do que ela consegue produzir: economias que fabricam mais bens, e bens que poucas outras fabricam, acumularam mais capacidades e tendem a crescer mais.
Fontes e referências
- Acadêmica Dominik Hartmann: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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