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Autores Nível 4 Avançado

Dominik Hartmann

também conhecido como: Hartmann

O professor da UFSC que mede o que uma economia sabe fazer: complexidade econômica e como inovação, mudança estrutural e desigualdade se entrelaçam no desenvolvimento.

Redação Blog do Brasil atualizado em 19 de julho de 2026 escola Evolucionária

No dia a dia

O que é, em palavras simples

O que uma economia consegue produzir revela o que ela sabe fazer, e isso prevê o quanto pode crescer. Essa é a ideia da complexidade econômica, herdeira direta da tradição evolucionária e schumpeteriana que este dicionário percorre. Dominik Hartmann, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada desse campo: pesquisa complexidade econômica e as relações entre inovação, mudança estrutural e desigualdade, com foco em crescimento inclusivo, mobilidade social e pobreza, e lidera o núcleo NECODE.

No seu bolso

Um país que só exporta uma commodity e outro que exporta milhares de produtos distintos sabem coisas muito diferentes: a complexidade econômica desta linha de pesquisa transforma essa intuição em medida.
Anatomia do conceito
  1. 01

    Conhecimento produtivo

    O que a economia sabe fazer

  2. 02

    Complexidade econômica

    Medir capacidades e trajetórias

  3. 03

    Mudança estrutural

    Migrar para o que é mais complexo

  4. 04

    Inclusão

    Crescer reduzindo desigualdade

Indo mais fundo

Como funciona

O que um país sabe fazer

A complexidade econômica parte de uma intuição simples: economias que produzem muitos bens diferentes, e bens que poucos outros conseguem produzir, acumularam mais conhecimento produtivo, e tendem a crescer mais. A linha de pesquisa documentada usa esse instrumental para mapear capacidades produtivas e trajetórias de desenvolvimento, conectando a mudança estrutural (o que a economia passa a produzir) com a inovação (o conhecimento que torna isso possível).

A virada para a desigualdade

O acréscimo distintivo da agenda documentada é cruzar complexidade com desigualdade: nem toda estrutura produtiva complexa distribui renda da mesma forma, e a pergunta passa a ser que tipo de complexidade gera crescimento inclusivo, mobilidade social e redução de pobreza. É onde a tradição evolucionária encontra os termos de desigualdade e desenvolvimento econômico do nosso acervo: não basta crescer e inovar, importa quem participa e quem fica para trás.

Visão técnica

A leitura da escola Evolucionária

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a articulação entre complexidade econômica, inovação, mudança estrutural e desigualdade posiciona a pesquisa na fronteira contemporânea da economia do desenvolvimento de raiz evolucionária, a linhagem que liga Schumpeter à medição empírica das capacidades produtivas. A marca distintiva é o cruzamento entre a métrica de complexidade e a questão distributiva: a tese de que a composição do que se produz condiciona não só o crescimento, mas a inclusão, e de que crescimento, inovação e desigualdade precisam ser pensados juntos. É o cruzamento exato dos termos de destruição criativa, desigualdade e desenvolvimento econômico deste dicionário, com a liderança do NECODE como infraestrutura de pesquisa documentada.

Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra uma fronteira em que a economia evolucionária deixa de ser só teoria da firma e passa a dialogar com a agenda de inclusão, com dados e núcleo de pesquisa no Brasil.

No mercado

Por que dois países que crescem no mesmo ritmo distribuem renda de formas tão diferentes? A agenda documentada cruza complexidade produtiva e desigualdade justamente para responder a esse tipo de pergunta.

Atenção

Mitos e erros comuns

Achar que crescer já resolve a desigualdade

A pesquisa documentada nesta linha mostra que não basta: o tipo de estrutura produtiva e de inovação condiciona se o crescimento é inclusivo ou concentrador. Crescimento e distribuição precisam ser pensados juntos.

Reduzir desenvolvimento a quanto se produz

A complexidade econômica mede o que e quão diverso se produz, não só o volume. Duas economias com o mesmo PIB podem ter capacidades produtivas e perspectivas de futuro completamente distintas.

Veja também

Conceitos conectados

Teoria econômica nível 3

Desenvolvimento econômico

A transformação que melhora de forma duradoura a vida de uma população: mais do que crescer o PIB, é mudar a estrutura econômica e ampliar liberdades.

Indicadores econômicos nível 2

Desigualdade

A distribuição desigual de renda ou riqueza numa sociedade, medida por índices como o de Gini: um número entre a igualdade total e a concentração absoluta.

Teoria econômica nível 3

Destruição criativa

O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.

Pensadores nível 4

Nelson e Winter

A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.

Autores nível 4

Ronivaldo Steingraber

O professor da UFSC que pesquisa a microeconomia do desenvolvimento por dentro: modelos neoschumpeterianos, economia institucional e racionalidade limitada como base de uma micro heterodoxa.

Autores nível 4

Marcelo Arend

O professor da UFSC que cruza estruturalismo latino-americano e teoria neoschumpeteriana para investigar mudança estrutural, desindustrialização e desenvolvimento.

Autores nível 4

Jaylson Jair da Silveira

O professor da UFSC que modela a economia como população de agentes que aprendem: jogos evolucionários, macrodinâmica de ciclos e crescimento e simulação computacional.

Autores nível 4

Pablo Felipe Bittencourt

O professor da UFSC que estuda como a inovação se organiza em rede: sistemas nacionais de inovação, arranjos produtivos locais e a relação universidade-empresa.

Autores nível 4

Silvio Antônio Ferraz Cário

O professor do PPGEco da UFSC que pesquisa economia da inovação, reestruturação produtiva e aglomerações produtivas: o paradigma microdinâmico neo-schumpeteriano em produção brasileira.

Autores nível 4

Gilson Geraldino da Silva Júnior

O professor da UFSC que pesquisa economia da inovação, estrutura de mercado e produtividade: como a concorrência e a tecnologia afetam salários e firmas, em produção empírica.

Perguntas frequentes

O que pesquisa Dominik Hartmann? +

Complexidade econômica e as relações entre inovação, mudança estrutural e desigualdade, com foco em crescimento inclusivo, mobilidade social e pobreza. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e lidera o núcleo NECODE, segundo o perfil público.

O que é complexidade econômica, em uma frase? +

Uma forma de medir o conhecimento produtivo de uma economia a partir do que ela consegue produzir: economias que fabricam mais bens, e bens que poucas outras fabricam, acumularam mais capacidades e tendem a crescer mais.

Fontes e referências

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