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Autores Nível 4 Avançado

Carine de Almeida Vieira

também conhecido como: Carine Vieira

A economista formada na UFSM que aplicou o método Alkire-Foster à pobreza gaúcha: a medição multidimensional, herdeira de Sen, com publicação na revista do IPEA.

Redação Blog do Brasil atualizado em 17 de junho de 2026 escola Institucional

No dia a dia

O que é, em palavras simples

Uma família pode estar acima da linha de renda e sem saneamento, escola ou saúde ao alcance: é pobre? A abordagem das capacidades de Amartya Sen (termo deste pilar) diz que sim, e o método Alkire-Foster é a régua que converte a tese em número, medindo a pobreza em várias dimensões ao mesmo tempo. No Brasil, a aplicação documentada dessa régua tem nomes, e Carine de Almeida Vieira, economista formada na UFSM (graduação e mestrado em Economia e Desenvolvimento), assina uma delas: a medição da pobreza multidimensional no Rio Grande do Sul (2000-2010), publicada na revista Planejamento e Políticas Públicas, do IPEA.

No seu bolso

O bairro onde a renda subiu e o esgoto não chegou é invisível para a linha de pobreza e visível para o método Alkire-Foster: a diferença entre as réguas decide quem aparece no mapa.
Anatomia do conceito
  1. 01

    Sen e as capacidades

    Pobreza é privação, não só renda

  2. 02

    Alkire-Foster

    A régua multidimensional decomponível

  3. 03

    RS 2000-2010

    A aplicação publicada no IPEA

  4. 04

    Política social

    Medir decide quem o Estado enxerga

Indo mais fundo

Como funciona

O método e o estudo

O Alkire-Foster (da Oxford Poverty and Human Development Initiative, a oficina de Sabina Alkire ligada à tradição de Sen) identifica quem é pobre por privações simultâneas (educação, saúde, padrão de vida) e agrega num índice decomponível: dá para saber não só quantos são pobres, mas em quê, e onde. A aplicação ao Rio Grande do Sul na década 2000-2010, documentada no artigo do IPEA e na dissertação da UFSM, é exemplo do trabalho que converte censo em mapa de privações, a matéria-prima de qualquer política social séria.

A trajetória

O percurso documentado segue o padrão desta leva: a formação na linha de desenvolvimento de Santa Maria, a pesquisa aplicada com publicação em veículo institucional de primeira linha, e o doutorado em curso (Ciências Humanas e Sociais, UFABC), com atuação registrada em análise de dados, a ponte entre a economia do desenvolvimento e a prática quantitativa que o mercado e a política pública disputam.

Visão técnica

A leitura da escola Institucional

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a aplicação do Alkire-Foster ao caso gaúcho insere a pesquisa na linhagem mais operacional da abordagem das capacidades, a que vai de Sen e ul Haq (o IDH do nosso acervo) ao Índice de Pobreza Multidimensional global do PNUD e às versões nacionais que países como México e Colômbia adotaram como régua oficial de política social, debate vivo no Brasil, onde a medição oficial ainda é majoritariamente de renda e o Cadastro Único opera, na prática, como proxy multidimensional sem o nome. Estudos subnacionais como o publicado no PPP/IPEA são a infraestrutura desse debate: demonstram a viabilidade da régua com dados brasileiros e expõem o que a linha de renda esconde, privações que persistem onde a renda sobe.

Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (artigo no PPP/IPEA, repositório da UFSM, perfis públicos), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. Fecha a leva do corredor UFSM-UFPR com a ponta aplicada: da metodologia (Brites) e da firma (Martinelli) à medição que decide quem a política social enxerga.

No mercado

Países como o México adotaram a pobreza multidimensional como medida oficial: os estudos brasileiros documentados nessa linha são a base técnica do mesmo debate por aqui.

Atenção

Mitos e erros comuns

Achar que medir pobreza é detalhe técnico

A régua escolhida define o público das políticas: linha de renda e índice multidimensional enxergam populações diferentes, e a divergência entre eles é exatamente onde mora a privação que o dinheiro sozinho não conta.

Opor renda e multidimensional

As medidas são complementares: a renda capta o meio, as dimensões captam os fins (na gramática de Sen). A política madura usa as duas, e os estudos aplicados existem para calibrar a combinação.

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Conceitos conectados

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As regras do jogo de uma sociedade, formais (leis) e informais (costumes), que moldam incentivos e ajudam a explicar por que alguns países prosperam.

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A distribuição desigual de renda ou riqueza numa sociedade, medida por índices como o de Gini: um número entre a igualdade total e a concentração absoluta.

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Perguntas frequentes

O que pesquisou Carine de Almeida Vieira? +

A medição multidimensional da pobreza pelo método Alkire-Foster, aplicada ao Rio Grande do Sul (2000-2010), com publicação na revista Planejamento e Políticas Públicas do IPEA: a régua herdeira de Amartya Sen que identifica privações simultâneas além da renda. Formação em Economia pela UFSM.

O que é o método Alkire-Foster? +

A metodologia da Oxford Poverty and Human Development Initiative que mede pobreza por privações simultâneas (educação, saúde, padrão de vida) num índice decomponível por dimensão e região: é a abordagem das capacidades de Sen convertida em estatística operacional, base do IPM global do PNUD.

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