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Brena Paula Magno Fernandez

também conhecido como: Brena Fernandez, Brena Magno Fernandez

A professora da UFSC que une economia feminista e epistemologia: questiona a noção de racionalidade econômica e recupera as mulheres na história do pensamento econômico.

Redação Blog do Brasil atualizado em 16 de junho de 2026 escola Feminista

No dia a dia

O que é, em palavras simples

A economia feminista que este dicionário percorre (de Marilyn Waring a Nancy Folbre) faz duas perguntas incômodas: por que o trabalho de cuidado, em grande parte feito por mulheres, fica de fora das contas, e por que a própria teoria econômica nasceu com pressupostos masculinos. Brena Paula Magno Fernandez, professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada nesse campo: pesquisa economia feminista, epistemologia e metodologia da economia, racionalidade econômica e as mulheres na história do pensamento econômico, e coordena o núcleo NEEF-CNPq.

No seu bolso

O tempo gasto cuidando de filhos e da casa não entra no PIB, mas sustenta quem trabalha por salário. Essa invisibilidade contábil é um dos pontos que a economia feminista desta linha de pesquisa expõe.
Anatomia do conceito
  1. 01

    O agente racional

    O pressuposto sob escrutínio

  2. 02

    Epistemologia

    Que visão de humano está embutida

  3. 03

    Trabalho de cuidado

    O que o método deixa de fora

  4. 04

    Mulheres no pensamento

    Recuperar a memória apagada

Indo mais fundo

Como funciona

A crítica ao agente racional

Boa parte da economia se apoia em um agente que maximiza interesse próprio com informação completa. A linha de pesquisa documentada questiona esse pressuposto pela via da epistemologia e da metodologia: que visão de ser humano está embutida na noção de racionalidade econômica, e o que essa visão deixa de fora. A economia feminista mostra que o modelo do agente autônomo e calculista ignora a interdependência, o cuidado e o trabalho não remunerado que sustentam a própria economia de mercado.

As mulheres apagadas da história

A segunda frente documentada é recuperar as mulheres na história do pensamento econômico: pensadoras cujas contribuições foram esquecidas ou atribuídas a outros, e cuja redescoberta muda a narrativa do campo. É um trabalho de método e de memória ao mesmo tempo, que conversa diretamente com os termos de economia feminista e economia do cuidado do nosso acervo, e com a tradição de Marilyn Waring de tornar visível o que a contabilidade econômica apaga.

Visão técnica

A leitura da escola Feminista

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de economia feminista, epistemologia e metodologia da economia, crítica da racionalidade econômica e recuperação das mulheres na história do pensamento posiciona a pesquisa no núcleo teórico do campo feminista, não na sua aplicação setorial. A marca distintiva é a profundidade metodológica: questionar a racionalidade econômica como construção epistemológica, e não apenas reivindicar inclusão de temas de gênero, é levar a crítica feminista aos fundamentos da disciplina. É o cruzamento exato dos termos de economia feminista, economia do cuidado e Marilyn Waring deste dicionário, com a coordenação do NEEF-CNPq como infraestrutura de pesquisa documentada.

Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandida conforme a obra. A presença neste pilar registra a frente epistemológica da economia feminista brasileira: não só a economia do cuidado como tema, mas a crítica aos pressupostos do método e a recuperação da memória das pensadoras.

No mercado

Quando um modelo econômico supõe que todos agem por interesse próprio e cálculo frio, ele já fez uma escolha de método: a pesquisa documentada nesta linha examina exatamente que pressupostos esse modelo esconde.

Atenção

Mitos e erros comuns

Achar que economia feminista é só falar de mulheres

Na agenda documentada nesta linha, é também crítica de método: questiona a noção de racionalidade econômica e os pressupostos da disciplina. Mexe nos fundamentos, não apenas na pauta.

Tratar o método econômico como neutro

A epistemologia feminista mostra que escolher o agente racional, autônomo e calculista já é uma decisão carregada de pressupostos. Nenhum método é uma janela transparente para a realidade.

Veja também

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

O que pesquisa Brena Paula Magno Fernandez? +

Economia feminista, epistemologia e metodologia da economia, a noção de racionalidade econômica e as mulheres na história do pensamento econômico. É professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e coordena o NEEF-CNPq, segundo o perfil público.

O que a economia feminista acrescenta ao método econômico? +

Mostra que o agente racional e autônomo dos modelos não é neutro: ele ignora a interdependência e o trabalho de cuidado que sustentam a economia. A crítica feminista questiona esses pressupostos nos próprios fundamentos da disciplina.

Fontes e referências

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