No dia a dia
O que é, em palavras simples
A economia feminista que este dicionário percorre (de Marilyn Waring a Nancy Folbre) faz duas perguntas incômodas: por que o trabalho de cuidado, em grande parte feito por mulheres, fica de fora das contas, e por que a própria teoria econômica nasceu com pressupostos masculinos. Brena Paula Magno Fernandez, professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada nesse campo: pesquisa economia feminista, epistemologia e metodologia da economia, racionalidade econômica e as mulheres na história do pensamento econômico, e coordena o núcleo NEEF-CNPq.
No seu bolso
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01
O agente racional
O pressuposto sob escrutínio
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02
Epistemologia
Que visão de humano está embutida
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03
Trabalho de cuidado
O que o método deixa de fora
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04
Mulheres no pensamento
Recuperar a memória apagada
Indo mais fundo
Como funciona
A crítica ao agente racional
Boa parte da economia se apoia em um agente que maximiza interesse próprio com informação completa. A linha de pesquisa documentada questiona esse pressuposto pela via da epistemologia e da metodologia: que visão de ser humano está embutida na noção de racionalidade econômica, e o que essa visão deixa de fora. A economia feminista mostra que o modelo do agente autônomo e calculista ignora a interdependência, o cuidado e o trabalho não remunerado que sustentam a própria economia de mercado.
As mulheres apagadas da história
A segunda frente documentada é recuperar as mulheres na história do pensamento econômico: pensadoras cujas contribuições foram esquecidas ou atribuídas a outros, e cuja redescoberta muda a narrativa do campo. É um trabalho de método e de memória ao mesmo tempo, que conversa diretamente com os termos de economia feminista e economia do cuidado do nosso acervo, e com a tradição de Marilyn Waring de tornar visível o que a contabilidade econômica apaga.
Visão técnica
A leitura da escola Feminista
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de economia feminista, epistemologia e metodologia da economia, crítica da racionalidade econômica e recuperação das mulheres na história do pensamento posiciona a pesquisa no núcleo teórico do campo feminista, não na sua aplicação setorial. A marca distintiva é a profundidade metodológica: questionar a racionalidade econômica como construção epistemológica, e não apenas reivindicar inclusão de temas de gênero, é levar a crítica feminista aos fundamentos da disciplina. É o cruzamento exato dos termos de economia feminista, economia do cuidado e Marilyn Waring deste dicionário, com a coordenação do NEEF-CNPq como infraestrutura de pesquisa documentada.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandida conforme a obra. A presença neste pilar registra a frente epistemológica da economia feminista brasileira: não só a economia do cuidado como tema, mas a crítica aos pressupostos do método e a recuperação da memória das pensadoras.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que economia feminista é só falar de mulheres
Tratar o método econômico como neutro
Veja também
Conceitos conectados
Economia feminista
A corrente que põe o gênero no centro da análise: torna visível o trabalho não remunerado que sustenta a economia e revisa conceitos que se diziam neutros.
Economia do cuidado
O conjunto do trabalho, pago e não pago, que sustenta a vida: criar crianças, cuidar de doentes e idosos, manter a casa. Sem ele, nenhum outro setor funciona.
Marilyn Waring
A neozelandesa (1952-) que expôs o ângulo cego do PIB: o trabalho não pago, sobretudo de mulheres, vale zero nas contas nacionais, enquanto destruir a natureza conta como riqueza.
Solange Regina Marin
A professora da UFSC que pesquisa desenvolvimento pela ótica das capacitações de Amartya Sen: economia institucional, desigualdade, pobreza e economia feminista no mesmo programa.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Brena Paula Magno Fernandez? +
Economia feminista, epistemologia e metodologia da economia, a noção de racionalidade econômica e as mulheres na história do pensamento econômico. É professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e coordena o NEEF-CNPq, segundo o perfil público.
O que a economia feminista acrescenta ao método econômico? +
Mostra que o agente racional e autônomo dos modelos não é neutro: ele ignora a interdependência e o trabalho de cuidado que sustentam a economia. A crítica feminista questiona esses pressupostos nos próprios fundamentos da disciplina.
Fontes e referências
- Acadêmica Brena Paula Magno Fernandez: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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