No dia a dia
O que é, em palavras simples
Desenvolvimento é renda alta ou é a liberdade real de as pessoas viverem a vida que valorizam? A abordagem das capacitações de Amartya Sen, que este dicionário percorre, escolheu a segunda resposta. Solange Regina Marin, professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada dessa tradição: pesquisa metodologia, filosofia e história do pensamento econômico, economia institucional, desenvolvimento, desigualdade e pobreza e economia feminista, e dirige o núcleo NEEF, trabalhando a abordagem das capacitações de Sen.
No seu bolso
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01
Capacitações de Sen
Liberdade real, não só renda
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02
Pobreza e desigualdade
Privação de capacidades
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03
Instituições
Regras que ampliam ou bloqueiam
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04
Economia feminista
O cuidado no bem-estar
Indo mais fundo
Como funciona
Capacitações, não só renda
Para a abordagem das capacitações, o que importa não é apenas quanto a pessoa tem, mas o que ela consegue de fato ser e fazer: estar bem nutrida, ter educação, participar da vida pública. A linha de pesquisa documentada trabalha essa moldura de Sen para repensar pobreza e desigualdade como privação de capacidades, não só de dinheiro, conectando a economia do desenvolvimento à filosofia moral e à medição do bem-estar.
Instituições e a dimensão feminista
A agenda documentada soma duas frentes a essa base. A economia institucional pergunta como regras, normas e organizações ampliam ou bloqueiam capacitações, ligando Sen às instituições que este portal mapeia. A economia feminista acrescenta uma lente que a métrica de renda costuma ignorar: o trabalho de cuidado e as desigualdades de gênero, território dos nossos termos de economia feminista e economia do cuidado. As três frentes convergem numa pergunta: que instituições e que reconhecimento do cuidado ampliam a liberdade real das pessoas?
Visão técnica
A leitura da escola Institucional
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de metodologia e história do pensamento econômico, economia institucional, desenvolvimento, desigualdade, pobreza e economia feminista, ancorada na abordagem das capacitações de Amartya Sen, posiciona a pesquisa no cruzamento de tradições que este portal trata separadamente e que aqui aparecem articuladas. A marca distintiva é usar Sen como eixo integrador: pobreza e desigualdade lidas como privação de capacitações, instituições avaliadas pelo quanto expandem liberdades reais, e a economia feminista incorporando o cuidado ao cálculo do bem-estar. É o cruzamento exato dos termos de Amartya Sen, economia institucional, pobreza, desigualdade e economia feminista deste dicionário, com a direção do NEEF como infraestrutura documentada.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandida conforme a obra. A presença neste pilar registra a recepção viva da obra de Sen no Brasil: não citação ocasional, mas programa de pesquisa que liga capacitações, instituições e economia feminista.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Medir bem-estar só pela renda
Tratar economia feminista como tema à parte
Veja também
Conceitos conectados
Instituições
As regras do jogo de uma sociedade, formais (leis) e informais (costumes), que moldam incentivos e ajudam a explicar por que alguns países prosperam.
Economia institucional
A escola que põe as instituições, as regras formais e informais que organizam a sociedade, no centro da explicação de por que alguns países prosperam e outros não.
Economia feminista
A corrente que põe o gênero no centro da análise: torna visível o trabalho não remunerado que sustenta a economia e revisa conceitos que se diziam neutros.
Amartya Sen
O indiano (1933-) que redefiniu pobreza e desenvolvimento: não falta de renda, mas de capacidades e liberdades. Pai intelectual do IDH, Nobel de 1998.
Carine de Almeida Vieira
A economista formada na UFSM que aplicou o método Alkire-Foster à pobreza gaúcha: a medição multidimensional, herdeira de Sen, com publicação na revista do IPEA.
Pobreza
A insuficiência de recursos para um padrão mínimo de vida. A pergunta difícil não é essa: é onde traçar a linha que separa quem é pobre de quem não é, e quem traça.
Brena Paula Magno Fernandez
A professora da UFSC que une economia feminista e epistemologia: questiona a noção de racionalidade econômica e recupera as mulheres na história do pensamento econômico.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Solange Regina Marin? +
Metodologia e história do pensamento econômico, economia institucional, desenvolvimento, desigualdade, pobreza e economia feminista, ancorada na abordagem das capacitações de Amartya Sen. É professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC e dirige o NEEF, segundo o perfil público.
O que é a abordagem das capacitações? +
Uma forma de avaliar bem-estar e desenvolvimento, proposta por Amartya Sen, que olha não para a renda, mas para o que as pessoas de fato conseguem ser e fazer: a liberdade real de viver a vida que valorizam.
Fontes e referências
- Acadêmica Solange Regina Marin: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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