No dia a dia
O que é, em palavras simples
Como se compara o que as escolas de economia afirmam, e com que régua se julga método contra método? Essa pergunta, que é a espinha do protocolo pluralista desta casa, é também área de pesquisa documentada de Maríndia Brites: graduada em Economia pela UFSM (2015), mestre em Economia e Desenvolvimento pela mesma casa (2017) e doutora em Desenvolvimento Econômico pela UFPR (2021), onde atua e vice-coordena o curso de graduação em Economia, com áreas declaradas em escolas heterodoxas e metodologia econômica.
No seu bolso
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01
UFSM (2015-2017)
A formação na linha de Santa Maria
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02
Doutorado UFPR (2021)
Desenvolvimento Econômico
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03
Heterodoxia + método
As réguas do debate entre escolas
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04
Coordenação
O currículo como metodologia aplicada
Indo mais fundo
Como funciona
A trajetória documentada
O percurso registra por inteiro o corredor formador que esta leva do pilar descreve: a graduação e o mestrado na linha heterodoxa de Santa Maria, o doutorado no Desenvolvimento Econômico da UFPR (o programa que abriga, entre outras, a linha comportamental do termo de Adriana Sbicca), e a docência com função de coordenação na graduação paranaense, a posição exata onde a formação da próxima geração se decide.
O objeto raro
Metodologia econômica é a especialidade mais subestimada da disciplina: é ela que pergunta o que conta como evidência, o que cada escola assume sem dizer e quando um modelo responde ou só reformula a pergunta, o eixo que os nossos termos de econometria, homo economicus e micro x macro tangenciam por dentro. Pesquisar escolas heterodoxas com essa lente é fazer o controle de qualidade do pluralismo: não basta listar correntes, é preciso saber compará-las com rigor.
Visão técnica
A leitura da escola Institucional
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação declarada (escolas heterodoxas + metodologia) posiciona a pesquisa no campo que a literatura chama de história e metodologia do pensamento econômico, o andar de cima do pluralismo: enquanto as escolas debatem o mundo, a metodologia debate as réguas do debate, da demarcação entre programas de pesquisa (a herança de Lakatos no campo) aos critérios de comparação entre paradigmas que manuais pluralistas como o de Schneider (resenhado nesta casa) pressupõem sem sempre explicitar. A posição institucional (vice-coordenação da graduação da UFPR) soma a dimensão prática: currículo é metodologia aplicada, e quem o desenha decide quais perguntas a próxima geração aprende a fazer.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a trajetória e as áreas publicamente documentadas, sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra localizável.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Tratar metodologia como filosofice
Esquecer onde o pluralismo se decide
Veja também
Conceitos conectados
Instituições
As regras do jogo de uma sociedade, formais (leis) e informais (costumes), que moldam incentivos e ajudam a explicar por que alguns países prosperam.
Desenvolvimento econômico
A transformação que melhora de forma duradoura a vida de uma população: mais do que crescer o PIB, é mudar a estrutura econômica e ampliar liberdades.
Economia institucional
A escola que põe as instituições, as regras formais e informais que organizam a sociedade, no centro da explicação de por que alguns países prosperam e outros não.
Microeconomia e macroeconomia
As duas lentes da disciplina: a micro olha indivíduos, empresas e mercados um a um; a macro, os agregados do país inteiro. O termo-mapa deste dicionário.
Joan Robinson
A inglesa (1903-1983) que reescreveu a teoria dos mercados reais: concorrência imperfeita, monopsônio e a ala pós-keynesiana. A maior ausência da história do Nobel.
Huascar Fialho Pessali
O economista da UFPR que cruza economia institucional com a retórica da economia: como argumentos, e não só dados, decidem o que conta como verdade no campo.
José Felipe Araujo de Almeida
O economista da UFPR que une institucionalismo original e economia evolucionária: a leitura de Veblen somada a história do pensamento e a microeconomia heterodoxa.
Marco Antônio Ribas Cavalieri
O economista da UFPR que pesquisa história do pensamento econômico e metodologia: como as ideias da economia nasceram, mudaram e por que aceitamos umas e descartamos outras.
Eduardo Angeli
O professor do Departamento de Economia da UFPR que pesquisa história do pensamento econômico e metodologia, com a Escola Austríaca como área declarada: Hayek, Kirzner e o pluralismo metodológico em produção brasileira.
Marcelo Luiz Curado
O professor da UFPR que pesquisa desenvolvimentismo brasileiro e latino-americano, macroeconomia e história do pensamento econômico brasileiro: a tradição estruturalista do desenvolvimento em produção nacional.
Fernando Cavalheiro Krauzer
O professor da UFPR que pesquisa economia institucional original e história do pensamento econômico: a tradição de Veblen e dos institucionalistas evolucionários, em produção brasileira.
Victor Nunes Leal Cruz e Silva
O professor da UFPR que pesquisa história do pensamento econômico, metodologia e o pensamento econômico no Brasil: dos números-índice a Gudin e Keynes, em produção internacionalizada.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Maríndia Brites? +
Escolas heterodoxas de economia e metodologia econômica: as réguas com que se comparam programas de pesquisa rivais, o andar de cima do pluralismo. Formada na UFSM (graduação e mestrado) e doutora pela UFPR, onde atua e vice-coordena a graduação em Economia.
O que faz um metodólogo da economia? +
Pergunta o que cada escola assume sem dizer, o que conta como evidência para cada uma e quando um modelo responde de verdade: é o controle de qualidade do debate entre correntes, que manuais pluralistas pressupõem e que esta casa pratica como protocolo.
Fontes e referências
- Acadêmica Curso de Ciências Econômicas da UFPR - UFPR
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
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