No dia a dia
O que é, em palavras simples
Nem toda economia se reduz a mercado e preço, e essa é uma das teses que atravessa este dicionário, de Polanyi à economia do cuidado. Ednalva Felix das Neves, docente do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, é um nome brasileiro documentado nessa fronteira: pesquisa economia popular, social e solidária, com a tecnologia social, a inovação social, a política social e os estudos da economia brasileira como objetos declarados, e doutorado pela UNICAMP.
No seu bolso
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01
Polanyi e a economia substantiva
O mercado como uma instituição entre outras
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02
Pesquisa na UFSM
Economia popular, social e solidária
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03
Tecnologia e inovação social
Arranjos para problemas coletivos
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04
Política social
A economia solidária como política pública
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O perfil público registra um feixe coerente de linhas: economia popular, social e solidária, tecnologia social, inovação social, política social e estudos da economia brasileira. É o território em que a economia deixa de ser só troca mercantil e passa a ser também reciprocidade, cooperação e provisão pública, as perguntas que os nossos termos de economia mista e Estado de bem-estar social colocam no centro.
A herança de Polanyi
A economia social e solidária dialoga diretamente com a tradição substantiva de Karl Polanyi: a economia como processo encravado na sociedade, em que o mercado é uma instituição entre outras, não o princípio único. A tecnologia social e a inovação social, na chave documentada da pesquisadora, são exemplos concretos dessa leitura: arranjos econômicos pensados para resolver problemas coletivos, não só para maximizar retorno individual.
Visão técnica
A leitura da escola Institucional
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de economia popular, social e solidária, tecnologia social, inovação social e política social posiciona a pesquisa na tradição da economia substantiva, a linhagem que Karl Polanyi sintetiza e que este portal percorre, na qual a economia é processo institucionalizado e o mercado, uma instituição entre formas de reciprocidade e redistribuição. A marca distintiva, segundo as linhas declaradas no perfil, é o entrelaçamento dessa leitura com a política social e com os estudos da economia brasileira: a economia solidária não como nicho, mas como objeto de análise e de política pública, o cruzamento dos nossos termos de economia mista e Estado de bem-estar social aplicado ao caso nacional. O doutorado pela UNICAMP e a docência na UFSM compõem a função formadora do campo no Brasil.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra o que o leitor brasileiro raramente vê dito: a economia social e solidária não é tema marginal, é campo de pesquisa e de política com endereços, linhas e salas de aula nacionais.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Tratar economia solidária como caridade
Achar que o campo não tem produção brasileira
Veja também
Conceitos conectados
Instituições
As regras do jogo de uma sociedade, formais (leis) e informais (costumes), que moldam incentivos e ajudam a explicar por que alguns países prosperam.
Economia institucional
A escola que põe as instituições, as regras formais e informais que organizam a sociedade, no centro da explicação de por que alguns países prosperam e outros não.
Estado de bem-estar social
O arranjo em que o Estado garante proteção social como direito: saúde, educação, previdência e amparo ao desempregado, financiados por impostos de toda a sociedade.
Economia mista
O arranjo que combina mercado e Estado na mesma economia: a iniciativa privada produz, o setor público regula, provê e redistribui. É o sistema de praticamente todo o mundo real.
Karl Polanyi
O húngaro (1886-1964) que historicizou o mercado: a economia sempre esteve enraizada na sociedade, e o laissez-faire do século 19 foi construção estatal deliberada.
Adriano José Pereira
O professor titular da UFSM que pesquisa inovação, instituições e desenvolvimento: o institucionalismo aplicado à economia brasileira, com livro publicado e a escola de Santa Maria.
Carine de Almeida Vieira
A economista formada na UFSM que aplicou o método Alkire-Foster à pobreza gaúcha: a medição multidimensional, herdeira de Sen, com publicação na revista do IPEA.
Rita Inês Paetzhold Pauli
A professora da UFSM que pesquisa desenvolvimento sustentável, desigualdade e segurança alimentar: a tradição da economia ecológica em produção brasileira, da agricultura familiar à economia solidária.
Kalinca Léia Becker
A professora da UFSM que faz economia social e econometria aplicada à avaliação de políticas públicas: educação, criminalidade e o efeito das interações sociais sobre o consumo, medidos com dados, em produção brasileira.
Sibele Vasconcelos de Oliveira
A professora da UFSM que pesquisa economia social, agronegócio e sistemas agroalimentares: o desenvolvimento rural, a agricultura familiar e a pobreza lidos como economia, em produção brasileira.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Ednalva Felix das Neves? +
Economia popular, social e solidária, com tecnologia social, inovação social, política social e estudos da economia brasileira como linhas declaradas: é docente do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, com doutorado pela UNICAMP registrado no perfil público.
Onde essa pesquisa encontra o dicionário do portal? +
Na tradição da economia substantiva que liga Karl Polanyi aos nossos termos de economia mista e Estado de bem-estar social: a tese de que o mercado é uma instituição entre outras e de que reciprocidade e provisão pública também são economia.
Fontes e referências
- Acadêmica Ednalva Felix das Neves: perfil docente (UFSM) - UFSM
- Acadêmica Ednalva Felix das Neves: linhas de pesquisa (UFSM) - UFSM
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