No dia a dia
O que é, em palavras simples
A microeconomia que este dicionário apresenta em dupla versão (o modelo de concorrência perfeita e as firmas reais de Penrose, Bain e Nelson e Winter) tem na UFSM um professor dedicado à segunda metade: Orlando Martinelli Junior, titular do Departamento de Economia e Relações Internacionais, com atuação documentada em microeconomia heterodoxa, economia industrial e economia da tecnologia, as áreas que estudam como firmas de verdade competem, inovam e moldam mercados, longe do leilão sem atrito dos manuais.
No seu bolso
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01
Firma real
Organização que aprende, não função
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02
Indústria
Estruturas, condutas, barreiras
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03
Tecnologia
A mudança técnica como trajetória
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04
Sala de aula
O pluralismo virando grade curricular
Indo mais fundo
Como funciona
As áreas documentadas
O tripé declarado no perfil público é coerente com uma tradição inteira deste pilar: microeconomia heterodoxa (a firma como organização que aprende, não como função de produção), economia industrial (estruturas, condutas e barreiras, o vocabulário de Bain) e economia da tecnologia (a mudança técnica como processo, a linhagem neo-schumpeteriana de Nelson e Winter e Dosi). A vinculação documentada ao GEEIN (o grupo de estudos em economia industrial da Unesp) registra a inserção na rede paulista-gaúcha do campo.
A função formadora
Titular do DERI e docente do Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento, Martinelli é parte do núcleo que faz de Santa Maria um polo da heterodoxia microeconômica no sul, o ambiente de formação de onde saíram os pesquisadores do corredor UFSM-UFPR que esta leva registra. Em campo onde os manuais dominantes ensinam só o equilíbrio, a existência de cátedras dedicadas à firma real é infraestrutura de pluralismo.
Visão técnica
A leitura da escola Evolucionária
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação documentada (micro heterodoxa, indústria, tecnologia) corresponde ao programa que este dicionário mapeia de Penrose (a firma como feixe de capacidades) a Bain (as estruturas e barreiras) e à tradição evolucionária (a tecnologia como trajetória, não como choque exógeno), aplicado em docência e pesquisa no DERI e no PPGE&D da UFSM, com a rede GEEIN/Unesp como vínculo documentado à comunidade brasileira de economia industrial. A leitura desta casa: cadeiras assim são onde o pluralismo deixa de ser manifesto e vira grade curricular, o trabalho silencioso que decide o que a próxima geração de economistas considera pergunta legítima.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a atuação pública documentada (página docente da UFSM, vínculos registrados), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra localizável.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Tratar micro heterodoxa como negação da padrão
Subestimar a infraestrutura do pluralismo
Veja também
Conceitos conectados
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Edith Penrose
A americana (1914-1996) que abriu a caixa-preta da empresa: firmas são coleções de recursos e conhecimento, e crescem pelo que aprendem. Mãe da visão baseada em recursos.
Joe Bain
O americano (1912-1991) que fundou a organização industrial: barreiras à entrada e o paradigma estrutura-conduta-desempenho que moldou o antitruste do século 20.
Nelson e Winter
A dupla americana que refundou Schumpeter com Darwin: firmas operam por rotinas, inovam buscando e o mercado seleciona. A bíblia evolucionária é de 1982.
Júlio Eduardo Rohenkohl
O professor da UFSM que pesquisa instituições, inovação e desenvolvimento: a tradição de Schumpeter e dos evolucionários em produção brasileira, da economia industrial à mudança tecnológica.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Orlando Martinelli? +
Microeconomia heterodoxa, economia industrial e economia da tecnologia: a firma como organização que aprende e compete em estruturas reais, na linhagem que este dicionário mapeia de Penrose e Bain a Nelson e Winter. É professor titular do DERI/UFSM e docente do PPGE&D.
Por que microeconomia heterodoxa importa? +
Porque metade das perguntas práticas (por que indústrias concentram, por que tecnologias seguem trajetórias, por que firmas diferem tanto) não cabe no modelo de equilíbrio: exige a caixa de ferramentas da firma real, e cátedras dedicadas a ela são a infraestrutura do pluralismo.
Fontes e referências
- Acadêmica Orlando Martinelli Junior: perfil docente (UFSM Pública) - UFSM
- Acadêmica Docentes do PPGE&D - UFSM
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