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Teoria econômica Nível 3 Intermediário

Marxismo

também conhecido como: marxism, economia marxista

A crítica de Karl Marx ao capitalismo: a história é movida por conflitos de classe, e o lucro nasce do trabalho não pago dos trabalhadores (a mais-valia).

Redação Blog do Brasil atualizado em 16 de junho de 2026 escola Marxista

No dia a dia

O que é, em palavras simples

O marxismo é a mais influente crítica ao capitalismo, formulada por Karl Marx no século 19. Sua tese central é desconfortável: o lucro não vem da esperteza do empresário, mas do trabalho não pago dos trabalhadores. Mais do que economia, é uma teoria da história e da sociedade, que enxerga o conflito entre classes como o motor das transformações sociais.

No seu bolso

Quando se discute se o lucro de uma empresa é fruto do esforço de quem a dirige ou do trabalho de quem a faz funcionar, ressoa a pergunta central do marxismo.
Anatomia do conceito

De onde vem o lucro

Visão de mercado

  • Recompensa pelo risco e pela utilidade
  • Resultado da troca

Visão marxista

  • Trabalho não pago (mais-valia)
  • Resultado da exploração

Indo mais fundo

Como funciona

Mais-valia e exploração

O coração da economia marxista é a mais-valia: a diferença entre o valor que o trabalhador produz e o salário que recebe. Essa diferença, apropriada pelo dono do capital, seria a fonte do lucro e, para Marx, da exploração. O trabalhador produziria mais do que custa, e o excedente ficaria com quem detém os meios de produção.

A história como conflito

Marx via a história como uma sucessão de lutas entre classes: senhores e escravos, nobres e servos, capitalistas e trabalhadores. O capitalismo, para ele, seria uma fase, poderosa mas contraditória, destinada a entrar em crises cada vez mais profundas. Essa previsão é debatida, mas a análise marxista das tensões do capital segue influente.

Visão técnica

A leitura da escola Marxista

O marxismo combina economia, filosofia e história numa crítica integrada do capitalismo. Sua chave de leitura da história foi cravada logo na abertura do Manifesto Comunista (1848), escrito com Friedrich Engels:

"A história de toda sociedade até hoje é a história da luta de classes." (Karl Marx e Friedrich Engels, Manifesto Comunista, 1848)

Na economia, a obra central é O Capital, em que Marx desenvolve a teoria do valor-trabalho e o conceito de mais-valia para explicar a origem do lucro e a dinâmica de acumulação do capital. Muitas de suas previsões específicas não se realizaram, e o marxismo saiu do centro da economia acadêmica dominante. Mas suas perguntas, sobre exploração, concentração de capital, crises e o papel do conflito de classe, seguem ecoando em debates sobre desigualdade e nas correntes críticas da economia.

No mercado

Debates sobre concentração de riqueza e a fatia do lucro frente aos salários reacendem, em linguagem moderna, questões levantadas pela análise marxista.

Atenção

Mitos e erros comuns

Reduzir marxismo a um regime político

O marxismo é, antes de tudo, uma teoria de análise do capitalismo. Confundi-lo com experiências políticas específicas empobrece o entendimento das suas ideias.

Achar que perdeu toda relevância

Saiu do centro da economia dominante, mas suas perguntas sobre exploração, crises e desigualdade seguem vivas no debate crítico.

Veja também

Conceitos conectados

Teoria econômica nível 3

Mais-valia

Na teoria de Marx, o valor que o trabalhador produz além do que recebe em salário e que é apropriado pelo dono do capital: a fonte do lucro.

Teoria econômica nível 3

Teoria do valor

A pergunta que move a economia desde o início: o valor de algo vem do trabalho que custou ou do desejo de quem o quer?

Indicadores econômicos nível 2

Desigualdade

A distribuição desigual de renda ou riqueza numa sociedade, medida por índices como o de Gini: um número entre a igualdade total e a concentração absoluta.

Pensadores nível 2

Karl Marx

O filósofo alemão (1818-1883) que fez a crítica mais influente do capitalismo: O Capital analisa o sistema pela lente do conflito entre quem trabalha e quem emprega.

Autores nível 4

Nildo Ouriques

O professor titular da UFSC e presidente do IELA que mantém viva a teoria marxista da dependência: a crítica latino-americana ao desenvolvimentismo, em registro de combate.

Pensadores nível 3

Friedrich Engels

O alemão (1820-1895) que foi coautor, financiador e editor de Marx: o industrial que sustentou o crítico do capitalismo e organizou os volumes de O Capital que Marx não viveu para terminar.

Autores nível 4

Marcelo Milan

O professor da UFRGS que pesquisa macroeconomia financeira e economia política radical: a finança como fonte de instabilidade, lida na tradição crítica.

Autores nível 4

Luiz Augusto Estrella Faria

O professor titular da UFRGS que pesquisa economia política internacional e do desenvolvimento na tradição marxista: o lugar do Brasil e da América Latina no sistema mundial.

Autores nível 4

Francisco Paulo Cipolla

O economista da UFPR que ensina economia política de tradição marxista e macroeconomia: a leitura de Marx aplicada a análise do valor, do trabalho e da acumulação.

Autores nível 4

Dayani Cris de Aquino

A professora do Departamento de Economia da UFPR que pesquisa economia política e história do pensamento econômico: a tradição marxista da estrutura de classe e da distribuição de renda em produção brasileira.

Autores nível 4

Gabriela Caramuru Teles

A professora de economia política da UFPR que pesquisa a teoria marxista da dependência e a forma jurídica: Marx e Ruy Mauro Marini na interface entre direito e economia, em produção brasileira.

Autores nível 4

Alessandro Donadio Miebach

O professor da UFRGS que pesquisa regimes de crescimento e conflito distributivo na tradição clássico-marxiana: a distribuição funcional da renda no Brasil, em produção documentada.

Autores nível 4

Carlos Eduardo Schonerwald da Silva

O professor da UFRGS que faz economia política da dívida pública, do câmbio e dos juros no Brasil: a macroeconomia heterodoxa com econometria, em produção documentada.

Autores nível 4

Sérgio Alfredo Massen Prieb

O professor da UFSM que pesquisa economia do trabalho na tradição marxista: precarização, centralidade do trabalho e reestruturação produtiva, em produção documentada.

Autores nível 4

Adalmir Antonio Marquetti

O professor da PUCRS que pesquisa taxa de lucro, distribuição e mudança técnica na tradição clássico-marxiana: a dinâmica do capitalismo brasileiro medida com dados.

Perguntas frequentes

O que é mais-valia? +

É a diferença, no marxismo, entre o valor que o trabalhador produz e o salário que recebe. Apropriada pelo dono do capital, seria a fonte do lucro e, para Marx, da exploração do trabalho.

O marxismo ainda importa na economia? +

Saiu do centro da economia acadêmica dominante, mas suas perguntas sobre exploração, concentração de capital, crises e conflito de classe seguem influentes nos debates sobre desigualdade.

Fontes e referências

  • Acadêmica Manifesto Comunista - Karl Marx e Friedrich Engels (1848)
  • Acadêmica O Capital - Karl Marx (1867)

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