No dia a dia
O que é, em palavras simples
Cada um cuidando do próprio interesse acaba, sem planejar, abastecendo a sociedade. O padeiro faz pão para lucrar, e você tem pão na mesa. Esse resultado coletivo não intencional é a mão invisível de Adam Smith.
No seu bolso
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01
Interesse próprio
Cada um busca o próprio ganho.
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02
Produção e troca
Bens e serviços são ofertados.
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03
Preços como sinais
Os preços coordenam quem produz o quê.
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04
Ordem não planejada
A sociedade é abastecida sem comando central.
Indo mais fundo
Como funciona
Coordenação sem comando
Ninguém ordena quanta comida a cidade precisa. Ainda assim, os preços funcionam como sinais: se falta pão, o preço sobe, mais padeiros aparecem, e a falta se corrige. A ordem emerge das decisões descentralizadas.
Visão técnica
A leitura da escola Clássica
A mão invisível é o núcleo da economia clássica e da defesa do mercado como mecanismo de coordenação. Nas palavras de Smith: "Ao perseguir o seu próprio interesse, ele frequentemente promove o da sociedade de modo mais eficaz do que quando realmente pretende promovê-lo." (Adam Smith, A Riqueza das Nações, 1776). Smith, porém, não defendia a ausência de regras: via papel para o Estado em justiça, defesa e bens públicos.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Não significa que o mercado é perfeito
Smith não era contra o Estado
Veja também
Conceitos conectados
Oferta e demanda
A força que forma os preços: a oferta cresce quando o preço sobe, a procura cai, e o encontro das duas define o preço de mercado.
Adam Smith
O filósofo escocês (1723-1790) que fundou a economia moderna: em A Riqueza das Nações, mostrou a ordem que emerge quando cada um busca o próprio interesse sob concorrência.
Conceito oposto
Conceitos conectados
Perguntas frequentes
A mão invisível prova que o mercado é sempre eficiente? +
Não. Ela descreve uma tendência de coordenação, mas há falhas de mercado (externalidades, monopólio, bens públicos) em que o resultado não é ótimo.
Smith usou a expressão muitas vezes? +
Curiosamente, não: a metáfora aparece poucas vezes na sua obra, mas virou símbolo de toda a tradição liberal clássica.
Fontes e referências
- Acadêmica A Riqueza das Nações - Adam Smith (1776)
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