No dia a dia
O que é, em palavras simples
A teoria da dependência que este dicionário apresenta tem uma ala que o debate público brasileiro conhece pela voz: Nildo Ouriques, professor titular de Economia e Relações Internacionais da UFSC e presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), doutor pela Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM, 1995). Sua bandeira documentada: a vertente marxista da dependência (a de Ruy Mauro Marini e Theotônio dos Santos), para a qual o subdesenvolvimento latino-americano não se resolve por modernização nem por bom governo, porque é função que a região cumpre no capitalismo mundial, e a crítica vale também para os desenvolvimentismos que prometem o contrário.
No seu bolso
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01
UNAM (1995)
A casa do exílio dependentista
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02
Marini e a superexploração
A ala marxista da dependência
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03
UFSC e IELA
O pensamento latino-americano como projeto
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04
A tribuna
A crítica que não poupa nem aliados
Indo mais fundo
Como funciona
A posição no mapa
O termo de dependência deste dicionário distingue as duas alas: a reformista (Cardoso: dependência administrável) e a marxista (Marini: superexploração e impossibilidade do desenvolvimento dependente). Ouriques pertence documentadamente à segunda, com a marca própria do registro: a crítica ao que chama de colonialismo intelectual das universidades latino-americanas (a formação econômica que importa pergunta e régua do centro) e a defesa do pensamento crítico latino-americano como tradição própria, o programa do IELA que preside.
O polemista público
Como Galbraith e Varoufakis neste pilar, Ouriques é também tribuna: palestras, entrevistas e polêmicas que circulam amplamente, com ataques que não poupam a esquerda desenvolvimentista (a crítica documentada de que cada onda modernizadora amplia o subdesenvolvimento). O protocolo da casa registra o gênero: a tribuna tem régua própria, e o leitor separa a tese (a dependência como estrutura) do calor de cada polêmica.
Visão técnica
A leitura da escola Marxista
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas (página institucional da UFSC, IELA): formação na UNAM nos anos do exílio intelectual latino-americano (a casa de Marini), pesquisa declarada na relação entre marxismo e nacionalismo e nas transformações do capitalismo contemporâneo sob a lente da dependência, com passagens documentadas por Tucumán, pela Universidade Bolivariana e por Padova, e estágio na divisão de pesquisa do Banco Central da Venezuela, trajetória que o posiciona como o elo brasileiro ativo da rede dependentista continental. A função institucional completa o retrato: o IELA como projeto de descolonização da formação universitária, com a tese documentada de que a periferia precisa formular as próprias perguntas, o eco contemporâneo do que Furtado e Prebisch reivindicavam por outras vias neste pilar.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a posição pública documentada, sem biografia além das fontes, e registra o contraditório que o próprio mapa do dicionário oferece: a ala reformista da dependência, o estruturalismo da CEPAL que Ouriques critica pela esquerda e o desenvolvimentismo de Bresser que ele critica de frente estão todos a um clique, no grafo, para o leitor julgar com as escolas abertas, como manda a casa.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Confundir as alas da dependência
Julgar a tese pelo calor da tribuna
Veja também
Conceitos conectados
Mais-valia
Na teoria de Marx, o valor que o trabalhador produz além do que recebe em salário e que é apropriado pelo dono do capital: a fonte do lucro.
Dependência
A teoria de que o subdesenvolvimento da periferia não é um atraso a ser superado, mas o produto histórico da sua relação subordinada com os países centrais.
Marxismo
A crítica de Karl Marx ao capitalismo: a história é movida por conflitos de classe, e o lucro nasce do trabalho não pago dos trabalhadores (a mais-valia).
Centro-periferia
O conceito de Raúl Prebisch e da CEPAL: a economia mundial se divide entre um centro industrial e uma periferia que exporta matérias-primas, e essa estrutura tende a se reproduzir.
Perguntas frequentes
Qual é a posição de Nildo Ouriques no debate econômico? +
A teoria marxista da dependência, na linha de Ruy Mauro Marini: o subdesenvolvimento latino-americano como função estrutural do capitalismo mundial, insolúvel por modernização ou desenvolvimentismo. Professor titular da UFSC, preside o IELA e defende a descolonização da formação econômica.
Onde encontrar o contraditório a essa posição? +
No próprio grafo do dicionário: o termo de dependência separa as alas, o estruturalismo da CEPAL (Prebisch, Furtado) oferece a via reformista que Ouriques critica, e Bresser-Pereira, o desenvolvimentismo que ele ataca de frente. As escolas ficam abertas para o leitor julgar.
Fontes e referências
- Acadêmica Nildo Domingos Ouriques: perfil docente - UFSC
- Acadêmica IELA: Instituto de Estudos Latino-Americanos - UFSC
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