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Nildo Ouriques

também conhecido como: Ouriques

O professor titular da UFSC e presidente do IELA que mantém viva a teoria marxista da dependência: a crítica latino-americana ao desenvolvimentismo, em registro de combate.

Redação Blog do Brasil atualizado em 17 de junho de 2026 escola Marxista

No dia a dia

O que é, em palavras simples

A teoria da dependência que este dicionário apresenta tem uma ala que o debate público brasileiro conhece pela voz: Nildo Ouriques, professor titular de Economia e Relações Internacionais da UFSC e presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), doutor pela Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM, 1995). Sua bandeira documentada: a vertente marxista da dependência (a de Ruy Mauro Marini e Theotônio dos Santos), para a qual o subdesenvolvimento latino-americano não se resolve por modernização nem por bom governo, porque é função que a região cumpre no capitalismo mundial, e a crítica vale também para os desenvolvimentismos que prometem o contrário.

No seu bolso

Quando o debate pergunta por que cada ciclo de modernização brasileira termina em frustração, a resposta dependentista de Ouriques está em circulação pública: porque moderniza a dependência, não a supera.
Anatomia do conceito
  1. 01

    UNAM (1995)

    A casa do exílio dependentista

  2. 02

    Marini e a superexploração

    A ala marxista da dependência

  3. 03

    UFSC e IELA

    O pensamento latino-americano como projeto

  4. 04

    A tribuna

    A crítica que não poupa nem aliados

Indo mais fundo

Como funciona

A posição no mapa

O termo de dependência deste dicionário distingue as duas alas: a reformista (Cardoso: dependência administrável) e a marxista (Marini: superexploração e impossibilidade do desenvolvimento dependente). Ouriques pertence documentadamente à segunda, com a marca própria do registro: a crítica ao que chama de colonialismo intelectual das universidades latino-americanas (a formação econômica que importa pergunta e régua do centro) e a defesa do pensamento crítico latino-americano como tradição própria, o programa do IELA que preside.

O polemista público

Como Galbraith e Varoufakis neste pilar, Ouriques é também tribuna: palestras, entrevistas e polêmicas que circulam amplamente, com ataques que não poupam a esquerda desenvolvimentista (a crítica documentada de que cada onda modernizadora amplia o subdesenvolvimento). O protocolo da casa registra o gênero: a tribuna tem régua própria, e o leitor separa a tese (a dependência como estrutura) do calor de cada polêmica.

Visão técnica

A leitura da escola Marxista

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas (página institucional da UFSC, IELA): formação na UNAM nos anos do exílio intelectual latino-americano (a casa de Marini), pesquisa declarada na relação entre marxismo e nacionalismo e nas transformações do capitalismo contemporâneo sob a lente da dependência, com passagens documentadas por Tucumán, pela Universidade Bolivariana e por Padova, e estágio na divisão de pesquisa do Banco Central da Venezuela, trajetória que o posiciona como o elo brasileiro ativo da rede dependentista continental. A função institucional completa o retrato: o IELA como projeto de descolonização da formação universitária, com a tese documentada de que a periferia precisa formular as próprias perguntas, o eco contemporâneo do que Furtado e Prebisch reivindicavam por outras vias neste pilar.

Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a posição pública documentada, sem biografia além das fontes, e registra o contraditório que o próprio mapa do dicionário oferece: a ala reformista da dependência, o estruturalismo da CEPAL que Ouriques critica pela esquerda e o desenvolvimentismo de Bresser que ele critica de frente estão todos a um clique, no grafo, para o leitor julgar com as escolas abertas, como manda a casa.

No mercado

A crítica ao colonialismo intelectual (currículos de economia que importam perguntas do centro) é a frente documentada do IELA: a disputa pela formação dos economistas como questão econômica.

Atenção

Mitos e erros comuns

Confundir as alas da dependência

A vertente marxista (Marini, à qual Ouriques pertence) sustenta a impossibilidade do desenvolvimento dependente; a reformista (Cardoso) o vê administrável. São programas distintos com o mesmo nome, e o termo de dependência separa os dois.

Julgar a tese pelo calor da tribuna

Como em Galbraith e Varoufakis, o gênero polemista tem régua própria: a estrutura teórica (dependência, superexploração) se avalia nos textos e no contraditório do grafo, não no recorte viral de cada palestra.

Veja também

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

Qual é a posição de Nildo Ouriques no debate econômico? +

A teoria marxista da dependência, na linha de Ruy Mauro Marini: o subdesenvolvimento latino-americano como função estrutural do capitalismo mundial, insolúvel por modernização ou desenvolvimentismo. Professor titular da UFSC, preside o IELA e defende a descolonização da formação econômica.

Onde encontrar o contraditório a essa posição? +

No próprio grafo do dicionário: o termo de dependência separa as alas, o estruturalismo da CEPAL (Prebisch, Furtado) oferece a via reformista que Ouriques critica, e Bresser-Pereira, o desenvolvimentismo que ele ataca de frente. As escolas ficam abertas para o leitor julgar.

Fontes e referências

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