No dia a dia
O que é, em palavras simples
De onde vêm as ideias que os economistas usam, e por que algumas viram consenso enquanto outras somem? Marco Antônio Ribas Cavalieri, professor do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nessa pergunta. A área pública dele reúne história do pensamento econômico e metodologia da economia: o estudo de como as teorias surgiram e mudaram no tempo, e da própria pergunta sobre o que faz da economia uma ciência, o trabalho de fundo que sustenta um dicionário como este.
No seu bolso
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01
De Adam Smith em diante
A genealogia das ideias
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02
Escolas em disputa
Como o consenso se forma
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03
Metodologia
O que conta como explicação válida
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04
Pluralismo informado
A base de um dicionário como este
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta dois campos que andam juntos: a história do pensamento econômico (a reconstrução de como as escolas nasceram, debateram e se transformaram, de Adam Smith aos contemporâneos) e a metodologia da economia (a reflexão sobre como a economia produz conhecimento, que critérios usa, o que conta como explicação válida). É o trabalho que dá memória e autoconsciência ao campo, e que cruza, em particular, a tradição institucional, com sua atenção a como o saber econômico é construído.
Por que a história das ideias importa
Tratar a economia como se tivesse sempre sido a de hoje é perder a noção de que cada conceito tem origem, disputa e contexto. A história do pensamento mostra que a fronteira entre escolas, neoclássica, institucional, evolucionária, é resultado de debates concretos, não de uma marcha linear rumo a verdade. A metodologia complementa: examina os critérios que decidem quem vence esses debates, o mesmo cuidado que a tradição institucional aplica ao próprio campo da economia.
Visão técnica
A leitura da escola Institucional
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a área declarada de história do pensamento econômico e metodologia situa a pesquisa no terreno reflexivo da disciplina, aquele que reconstrói a genealogia das ideias e examina os critérios pelos quais a economia distingue conhecimento de conjectura. Esse trabalho dialoga de perto com a tradição institucional e com a história da própria escola neoclássica: entender como o mainstream se formou, que alternativas foram deixadas de lado e por quê, é condição para um pluralismo informado, não retórico. A metodologia da economia, herdeira de um debate que vem de longe, recusa tanto o cientificismo ingênuo quanto o relativismo: pergunta, com rigor, o que torna uma explicação economica boa. É a infraestrutura intelectual de qualquer projeto que, como este pilar, leve a sério a pluralidade das escolas.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, perfil no programa de pós-graduação, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a história do pensamento e a metodologia, disciplinas que dão consciência crítica a economia, têm endereço e agenda viva no Brasil.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Ler a história da economia como progresso linear
Achar metodologia um luxo abstrato
Veja também
Conceitos conectados
Instituições
As regras do jogo de uma sociedade, formais (leis) e informais (costumes), que moldam incentivos e ajudam a explicar por que alguns países prosperam.
Escola neoclássica
A corrente dominante da economia moderna: o valor vem da utilidade da última unidade consumida (a margem), e o preço nasce do encontro entre oferta e demanda.
Economia institucional
A escola que põe as instituições, as regras formais e informais que organizam a sociedade, no centro da explicação de por que alguns países prosperam e outros não.
Thorstein Veblen
O americano (1857-1929) que fundou o institucionalismo rindo: o consumo conspícuo, a classe ociosa e a demolição satírica do homem econômico calculador.
Adriana Sbicca
A economista da UFPR que pesquisa decisão, heurísticas e racionalidade limitada: a tradição de Simon e Kahneman em produção brasileira, da sala de aula à simulação.
Maríndia Brites
A economista formada no corredor UFSM-UFPR que pesquisa escolas heterodoxas e metodologia econômica, e vice-coordena a graduação em Economia da UFPR.
Huascar Fialho Pessali
O economista da UFPR que cruza economia institucional com a retórica da economia: como argumentos, e não só dados, decidem o que conta como verdade no campo.
José Felipe Araujo de Almeida
O economista da UFPR que une institucionalismo original e economia evolucionária: a leitura de Veblen somada a história do pensamento e a microeconomia heterodoxa.
Eduardo Angeli
O professor do Departamento de Economia da UFPR que pesquisa história do pensamento econômico e metodologia, com a Escola Austríaca como área declarada: Hayek, Kirzner e o pluralismo metodológico em produção brasileira.
Marcelo Luiz Curado
O professor da UFPR que pesquisa desenvolvimentismo brasileiro e latino-americano, macroeconomia e história do pensamento econômico brasileiro: a tradição estruturalista do desenvolvimento em produção nacional.
Fernando Cavalheiro Krauzer
O professor da UFPR que pesquisa economia institucional original e história do pensamento econômico: a tradição de Veblen e dos institucionalistas evolucionários, em produção brasileira.
Victor Nunes Leal Cruz e Silva
O professor da UFPR que pesquisa história do pensamento econômico, metodologia e o pensamento econômico no Brasil: dos números-índice a Gudin e Keynes, em produção internacionalizada.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Marco Cavalieri? +
História do pensamento econômico e metodologia da economia, conforme a área pública registrada na UFPR: como as teorias econômicas nasceram e mudaram no tempo, e por que critérios a economia distingue conhecimento válido. É professor do Departamento de Economia da UFPR.
Por que a história do pensamento importa para entender economia? +
Porque mostra que cada conceito tem origem, contexto e disputa, e que a divisão entre escolas é resultado de debates concretos, não de uma marcha linear. É a base de um pluralismo informado, exatamente o que orienta um dicionário como este.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
- Acadêmica Docentes do PPGECON - UFPR
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