No dia a dia
O que é, em palavras simples
Por que um país que industrializou pode voltar a depender de matérias-primas? Essa é a pergunta da mudança estrutural, e o estruturalismo latino-americano que este dicionário percorre (de Prebisch e Furtado à CEPAL) é uma das tradições que a enfrentam. Marcelo Arend, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada nesse campo: pesquisa economia política, mudança estrutural e desenvolvimento econômico, juntando o estruturalismo a uma leitura neoschumpeteriana da indústria.
No seu bolso
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01
Estrutura produtiva
O que se produz define o futuro
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02
Estruturalismo da CEPAL
A herança de Prebisch e Furtado
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03
Motor neoschumpeteriano
Inovação muda a estrutura
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04
Desindustrialização
O risco da regressão precoce
Indo mais fundo
Como funciona
Estrutura produtiva como destino
Para o estruturalismo, o que um país produz importa mais do que quanto produz: a composição da estrutura produtiva define se ele aprende, inova e escapa da periferia, ou se permanece exportando commodities e importando tecnologia. A linha de pesquisa documentada (economia política, mudança estrutural e desenvolvimento econômico) trabalha exatamente essa engrenagem, com a desindustrialização brasileira como problema central: o risco de perder indústria antes de completar a transição para uma economia de alta renda.
Quando estruturalismo encontra Schumpeter
A novidade da abordagem documentada é o cruzamento: ao estruturalismo da CEPAL soma-se a teoria neoschumpeteriana, que trata a inovação e a destruição criativa como motor da mudança. As duas tradições convergem numa tese, a de que desenvolver é mudar de estrutura, migrando para setores de maior conteúdo tecnológico, e que perder esse caminho (a doença holandesa, a desindustrialização precoce) trava o país. É o encontro dos termos de estruturalismo, destruição criativa e doença holandesa do nosso acervo.
Visão técnica
A leitura da escola Estruturalista
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a articulação entre economia política, mudança estrutural e desenvolvimento posiciona a pesquisa na confluência de duas linhagens que este portal mapeia, o estruturalismo latino-americano de Prebisch e Furtado e a tradição neoschumpeteriana de Schumpeter, Nelson e Winter. A marca distintiva é tratar a desindustrialização não como conjuntura, mas como problema de estrutura e de trajetória tecnológica: a tese de que o desenvolvimento exige sustentar a mudança da composição produtiva rumo a setores intensivos em inovação, sob pena de regressão. É o cruzamento exato dos termos de estruturalismo, destruição criativa, doença holandesa e desenvolvimento econômico deste dicionário.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra a continuidade viva da tradição estruturalista no Brasil: não apenas leitura dos clássicos da CEPAL, mas pesquisa aplicada ao problema industrial brasileiro contemporâneo.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Confundir crescer com desenvolver
Tratar estruturalismo e Schumpeter como rivais
Veja também
Conceitos conectados
Estruturalismo
A corrente latino-americana de Prebisch e Celso Furtado: o subdesenvolvimento não é atraso a ser vencido pelo tempo, mas uma condição estrutural ligada à posição na economia mundial.
Destruição criativa
O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.
Centro-periferia
O conceito de Raúl Prebisch e da CEPAL: a economia mundial se divide entre um centro industrial e uma periferia que exporta matérias-primas, e essa estrutura tende a se reproduzir.
Doença holandesa
O paradoxo em que a exportação de recursos naturais valoriza tanto o câmbio que sufoca a indústria do país: a riqueza do subsolo empobrecendo a da fábrica.
Dominik Hartmann
O professor da UFSC que mede o que uma economia sabe fazer: complexidade econômica e como inovação, mudança estrutural e desigualdade se entrelaçam no desenvolvimento.
Lauro Francisco Mattei
O professor titular da UFSC que estuda o desenvolvimento por dentro do território: economia agrária, desenvolvimento regional e rural e políticas de erradicação da pobreza.
Eva Yamila Amanda da Silva Catela
A professora da UFSC que pesquisa complexidade econômica, inovação e crescimento na tradição estruturalista neoschumpeteriana: o que um país produz define o quanto ele cresce.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Marcelo Arend? +
Economia política, mudança estrutural e desenvolvimento econômico, com foco na desindustrialização e no cruzamento entre o estruturalismo latino-americano e a teoria neoschumpeteriana. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, segundo o perfil público.
Como essa pesquisa dialoga com o dicionário do portal? +
Liga os termos de estruturalismo (Prebisch, Furtado), destruição criativa (Schumpeter) e doença holandesa: a tese de que desenvolver é mudar de estrutura produtiva, e perder indústria cedo demais trava esse caminho.
Fontes e referências
- Acadêmica Marcelo Arend: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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