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Autores Nível 4 Avançado

Marcelo Arend

também conhecido como: Arend

O professor da UFSC que cruza estruturalismo latino-americano e teoria neoschumpeteriana para investigar mudança estrutural, desindustrialização e desenvolvimento.

Redação Blog do Brasil atualizado em 17 de junho de 2026 escola Estruturalista

No dia a dia

O que é, em palavras simples

Por que um país que industrializou pode voltar a depender de matérias-primas? Essa é a pergunta da mudança estrutural, e o estruturalismo latino-americano que este dicionário percorre (de Prebisch e Furtado à CEPAL) é uma das tradições que a enfrentam. Marcelo Arend, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada nesse campo: pesquisa economia política, mudança estrutural e desenvolvimento econômico, juntando o estruturalismo a uma leitura neoschumpeteriana da indústria.

No seu bolso

Quando um país passa a exportar mais soja e minério e menos manufaturas, sua estrutura produtiva está mudando, e nem toda mudança é progresso: é o tipo de processo que esta linha de pesquisa investiga.
Anatomia do conceito
  1. 01

    Estrutura produtiva

    O que se produz define o futuro

  2. 02

    Estruturalismo da CEPAL

    A herança de Prebisch e Furtado

  3. 03

    Motor neoschumpeteriano

    Inovação muda a estrutura

  4. 04

    Desindustrialização

    O risco da regressão precoce

Indo mais fundo

Como funciona

Estrutura produtiva como destino

Para o estruturalismo, o que um país produz importa mais do que quanto produz: a composição da estrutura produtiva define se ele aprende, inova e escapa da periferia, ou se permanece exportando commodities e importando tecnologia. A linha de pesquisa documentada (economia política, mudança estrutural e desenvolvimento econômico) trabalha exatamente essa engrenagem, com a desindustrialização brasileira como problema central: o risco de perder indústria antes de completar a transição para uma economia de alta renda.

Quando estruturalismo encontra Schumpeter

A novidade da abordagem documentada é o cruzamento: ao estruturalismo da CEPAL soma-se a teoria neoschumpeteriana, que trata a inovação e a destruição criativa como motor da mudança. As duas tradições convergem numa tese, a de que desenvolver é mudar de estrutura, migrando para setores de maior conteúdo tecnológico, e que perder esse caminho (a doença holandesa, a desindustrialização precoce) trava o país. É o encontro dos termos de estruturalismo, destruição criativa e doença holandesa do nosso acervo.

Visão técnica

A leitura da escola Estruturalista

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a articulação entre economia política, mudança estrutural e desenvolvimento posiciona a pesquisa na confluência de duas linhagens que este portal mapeia, o estruturalismo latino-americano de Prebisch e Furtado e a tradição neoschumpeteriana de Schumpeter, Nelson e Winter. A marca distintiva é tratar a desindustrialização não como conjuntura, mas como problema de estrutura e de trajetória tecnológica: a tese de que o desenvolvimento exige sustentar a mudança da composição produtiva rumo a setores intensivos em inovação, sob pena de regressão. É o cruzamento exato dos termos de estruturalismo, destruição criativa, doença holandesa e desenvolvimento econômico deste dicionário.

Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, Google Scholar, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra a continuidade viva da tradição estruturalista no Brasil: não apenas leitura dos clássicos da CEPAL, mas pesquisa aplicada ao problema industrial brasileiro contemporâneo.

No mercado

O debate sobre a desindustrialização brasileira (perder indústria antes de enriquecer) é o objeto documentado desta linha, no cruzamento entre estruturalismo e teoria da inovação.

Atenção

Mitos e erros comuns

Confundir crescer com desenvolver

Crescer pode ser só vender mais commodities. Desenvolver, na leitura estruturalista, é mudar a estrutura produtiva rumo a setores de maior conteúdo tecnológico. A composição importa, não só o volume.

Tratar estruturalismo e Schumpeter como rivais

A abordagem desta linha mostra que se complementam: o estruturalismo aponta para onde a estrutura deve migrar, e a teoria neoschumpeteriana explica o motor, a inovação que move essa migração.

Veja também

Conceitos conectados

Teoria econômica nível 4

Estruturalismo

A corrente latino-americana de Prebisch e Celso Furtado: o subdesenvolvimento não é atraso a ser vencido pelo tempo, mas uma condição estrutural ligada à posição na economia mundial.

Teoria econômica nível 3

Destruição criativa

O conceito de Joseph Schumpeter: o capitalismo se renova destruindo o que existe, quando inovações varrem produtos, empresas e empregos antigos para criar novos.

Comércio internacional nível 4

Centro-periferia

O conceito de Raúl Prebisch e da CEPAL: a economia mundial se divide entre um centro industrial e uma periferia que exporta matérias-primas, e essa estrutura tende a se reproduzir.

Comércio internacional nível 3

Doença holandesa

O paradoxo em que a exportação de recursos naturais valoriza tanto o câmbio que sufoca a indústria do país: a riqueza do subsolo empobrecendo a da fábrica.

Autores nível 4

Dominik Hartmann

O professor da UFSC que mede o que uma economia sabe fazer: complexidade econômica e como inovação, mudança estrutural e desigualdade se entrelaçam no desenvolvimento.

Autores nível 4

Lauro Francisco Mattei

O professor titular da UFSC que estuda o desenvolvimento por dentro do território: economia agrária, desenvolvimento regional e rural e políticas de erradicação da pobreza.

Autores nível 4

Eva Yamila Amanda da Silva Catela

A professora da UFSC que pesquisa complexidade econômica, inovação e crescimento na tradição estruturalista neoschumpeteriana: o que um país produz define o quanto ele cresce.

Perguntas frequentes

O que pesquisa Marcelo Arend? +

Economia política, mudança estrutural e desenvolvimento econômico, com foco na desindustrialização e no cruzamento entre o estruturalismo latino-americano e a teoria neoschumpeteriana. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, segundo o perfil público.

Como essa pesquisa dialoga com o dicionário do portal? +

Liga os termos de estruturalismo (Prebisch, Furtado), destruição criativa (Schumpeter) e doença holandesa: a tese de que desenvolver é mudar de estrutura produtiva, e perder indústria cedo demais trava esse caminho.

Fontes e referências

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