No dia a dia
O que é, em palavras simples
A economia não para nas fronteiras: moeda, dívida e finança circulam pelo mundo e distribuem poder de forma desigual. Luiza Peruffo, professora adjunta do Departamento de Economia e Relações Internacionais (DERI) da UFRGS, é um nome brasileiro documentado nessa fronteira: pesquisa economia política internacional numa chave pós-keynesiana e estruturalista, com doutorado em economia política internacional pela Universidade de Cambridge, e estuda como as economias emergentes se inserem no sistema monetário-financeiro global.
No seu bolso
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01
Economia e poder mundial
O dinheiro como instrumento entre países
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02
Pesquisa na UFRGS
Economia política internacional
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03
Hierarquia de moedas
O dólar no topo, as emergentes embaixo
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04
Autonomia nacional
O que a finança global deixa decidir
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
A ficha oficial da FCE/UFRGS registra as áreas de Economia Internacional e Economia Política Internacional; a pesquisadora integra núcleos de estudos do BRICS. É o território em que economia e relações internacionais se encontram: o dinheiro lido também como instrumento de poder entre países, e não só como meio de troca neutro.
Moeda e poder
A obra documentada inclui a análise da moeda digital do banco central da China numa chave de relações de dinheiro e poder (2023) e estudos sobre regulação de conta de capital e autonomia nacional. É a economia política internacional levada ao concreto: como a hierarquia de moedas (com o dólar no topo) condiciona o que países emergentes podem ou não fazer, conectando os termos de moeda, globalização e a relação centro-periferia deste dicionário.
Visão técnica
A leitura da escola Pós-keynesiana
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a atuação em Economia Internacional e Economia Política Internacional, com doutorado em Cambridge no campo da EPI, posiciona a pesquisa no encontro entre economia e poder mundial, o terreno que este portal toca em globalização, dependência e centro-periferia. A marca distintiva, segundo a obra documentada (moeda digital e poder, regulação de capital e autonomia), é tratar a finança internacional como estrutura hierárquica: a posição subordinada das moedas emergentes e os graus de liberdade que isso deixa para a política econômica nacional, o cruzamento dos nossos termos de moeda, globalização e centro-periferia aplicado ao sistema monetário-financeiro.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: a filiação pós-keynesiana, com raiz estruturalista, é sustentada pelo arcabouço declarado nas próprias obras (que partem de um marco pós-keynesiano e estruturalista), pelo veículo (o Journal of Post Keynesian Economics) e pelas coautorias na tradição da hierarquia de moedas, não por rótulo na ficha institucional. Cobre a obra pública documentada (ficha institucional, periódicos com DOI), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que finança internacional é campo neutro
Achar que economia internacional é sempre ortodoxa
Veja também
Conceitos conectados
Globalização
A integração crescente das economias do mundo, pelo comércio, capital, tecnologia e pessoas: encurta distâncias e acirra interdependências.
Dependência
A teoria de que o subdesenvolvimento da periferia não é um atraso a ser superado, mas o produto histórico da sua relação subordinada com os países centrais.
Centro-periferia
O conceito de Raúl Prebisch e da CEPAL: a economia mundial se divide entre um centro industrial e uma periferia que exporta matérias-primas, e essa estrutura tende a se reproduzir.
John Maynard Keynes
O economista inglês (1883-1946) que respondeu à Grande Depressão: mercados podem travar em desemprego, e cabe à política econômica sustentar a demanda. Fundou a macroeconomia.
Moeda
O que uma sociedade aceita como meio de troca, unidade de conta e reserva de valor. O papel não vale nada; a confiança de que todos o aceitarão vale tudo.
Henrique Morrone
O professor da UFRGS que pesquisa crescimento pós-keynesiano e macroeconomia estruturalista: a demanda como motor, lida com insumo-produto e redes.
Maurício Andrade Weiss
O professor da UFRGS que pesquisa fluxos de capitais, câmbio e finanças internacionais na chave pós-keynesiana: a vulnerabilidade externa dos emergentes, em produção documentada.
Samuel Costa Peres
O professor da UFRGS que pesquisa crescimento, integração financeira internacional e (sub)desenvolvimento: Furtado e a dependência relidos com dados, em produção documentada.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Luiza Peruffo? +
Economia política internacional numa chave pós-keynesiana e estruturalista, com foco nas economias emergentes no sistema monetário-financeiro global. É professora adjunta do DERI/UFRGS, com doutorado em economia política internacional pela Universidade de Cambridge, e obra sobre moeda digital e poder e regulação de conta de capital.
Qual a filiação teórica de Luiza Peruffo? +
A obra parte de um arcabouço pós-keynesiano e estruturalista, declarado nos próprios artigos (publicados em veículos como o Journal of Post Keynesian Economics), aplicado à economia política internacional: hierarquia de moedas, poder monetário e a autonomia das economias emergentes.
Fontes e referências
- Acadêmica Luiza Peruffo: ficha docente e áreas (FCE/DERI, UFRGS) - UFRGS
- Acadêmica China's central bank digital currency (CBDC): an assessment of money and power relations - L. Peruffo et al. (2023)
- Acadêmica International financial integration and economic growth in developing and emerging economies (Journal of Post Keynesian Economics) - S. C. Peres; A. M. Cunha; L. Peruffo (2023)
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