No dia a dia
O que é, em palavras simples
A teoria dos jogos estuda situações em que a sua melhor escolha depende do que os outros vão escolher, e a deles depende da sua. É a matemática da estratégia: do par ou ímpar à guerra de preços, da negociação salarial à corrida armamentista. Sempre que pessoas ou empresas precisam decidir antecipando a reação alheia, há um jogo acontecendo.
No seu bolso
Cooperar ou trair
Ambos cooperam
- ›Melhor para o grupo
- ›Exige confiança
Cada um trai
- ›Racional individualmente
- ›Pior para todos
Indo mais fundo
Como funciona
O dilema do prisioneiro
O exemplo mais famoso: dois suspeitos são interrogados separados. Se ambos ficam calados, pegam pena leve. Se um delata e o outro cala, o delator sai livre e o outro se ferra. Se ambos delatam, os dois pegam pena pesada. O resultado racional, cada um delatando por medo do outro, é pior do que se tivessem cooperado. É a lógica de muitos conflitos reais.
O equilíbrio
A teoria busca prever onde um jogo vai parar: o ponto em que ninguém ganha mudando de estratégia sozinho. Esse ponto, o equilíbrio, nem sempre é o melhor para todos, como mostra o dilema do prisioneiro. Entender isso ajuda a desenhar regras e contratos que levem a resultados melhores.
Visão técnica
Visão técnica
A teoria dos jogos nasceu como disciplina formal em 1944, com a obra de John von Neumann e Oskar Morgenstern, e ganhou sua ferramenta mais influente com John Nash, cujo conceito de equilíbrio descreve a configuração em que nenhum jogador tem incentivo a mudar de estratégia unilateralmente. Mais do que um ramo da economia, virou uma linguagem transversal, aplicada da biologia à ciência política. Na economia, ela é indispensável para analisar oligopólios, leilões, negociações e o desenho de incentivos. A grande lição filosófica é incômoda: a racionalidade individual, somada, pode produzir resultados coletivos ruins, e escapar dessa armadilha costuma exigir instituições, confiança ou a repetição do jogo ao longo do tempo, que abre espaço para a cooperação.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que o equilíbrio é sempre o melhor resultado
Esquecer a repetição
Veja também
Conceitos conectados
Incentivos
As recompensas e punições que moldam as decisões: entender os incentivos é entender por que as pessoas fazem o que fazem.
Oligopólio
O mercado dominado por poucos vendedores grandes, cujas decisões se influenciam mutuamente: o meio do caminho entre a concorrência e o monopólio.
Perguntas frequentes
O que é o equilíbrio de Nash? +
É a situação em que nenhum jogador melhora mudando de estratégia sozinho, dado o que os outros fazem. É o conceito central da teoria dos jogos, formulado por John Nash.
O que o dilema do prisioneiro ensina? +
Que a busca racional do interesse individual pode levar a um resultado pior para todos. Escapar disso costuma exigir confiança, instituições ou a repetição do jogo, que premia a cooperação.
Fontes e referências
- Acadêmica Theory of Games and Economic Behavior - John von Neumann e Oskar Morgenstern (1944)
- Primária Prêmio de Ciências Econômicas de 1994 - NobelPrize.org (1994)
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