No dia a dia
O que é, em palavras simples
A economia como ciência nasce com a escola clássica, no fim do século 18, e seu marco é A Riqueza das Nações, de Adam Smith (1776). A ideia revolucionária: uma sociedade pode prosperar não apesar de cada um buscar o próprio interesse, mas justamente por causa disso, desde que haja mercados livres. É a semente de quase tudo o que veio depois na economia.
No seu bolso
A virada clássica
Antes
- ›Riqueza vista como ouro e metais
- ›Comércio como soma zero
Com a escola clássica
- ›Riqueza vem da produção
- ›Mercado coordena interesses
Indo mais fundo
Como funciona
As grandes ideias
Da escola clássica vêm pilares que ainda usamos: a mão invisível, que coordena o mercado sem comando central; a divisão do trabalho, que multiplica a produção; o valor baseado no trabalho de produzir; e a defesa do livre comércio, com a vantagem comparativa de David Ricardo. Era uma economia otimista quanto ao poder dos mercados de gerar riqueza.
Limites e herança
Os clássicos acreditavam que a economia tendia ao pleno emprego e que crises seriam passageiras, uma visão que Keynes contestaria no século 20. Ainda assim, a escola clássica fundou o vocabulário da disciplina, e suas intuições sobre mercado, comércio e interesse próprio seguem no centro do debate.
Visão técnica
A leitura da escola Clássica
O fundamento da escola clássica é a ideia de que a ordem econômica emerge da interação de interesses individuais, não de um plano. A formulação mais célebre é de Adam Smith, em A Riqueza das Nações:
"Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo próprio interesse." (Adam Smith, A Riqueza das Nações, 1776)
A partir daí, Smith e David Ricardo construíram um sistema: o mercado como mecanismo de coordenação, a divisão do trabalho como fonte de produtividade, a teoria do valor-trabalho e a defesa do livre comércio. A escola clássica dominou o pensamento econômico por quase um século, até ser transformada pela revolução marginalista, que daria origem à neoclássica, e desafiada pela crítica de Marx e, mais tarde, pela de Keynes.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Confundir clássica com neoclássica
Achar que Smith pregava egoísmo
Veja também
Conceitos conectados
Mão invisível
A metáfora de Adam Smith para a ideia de que indivíduos buscando o próprio interesse podem, sem querer, produzir uma ordem que beneficia a todos.
Vantagem comparativa
O princípio de Ricardo: vale a pena cada país se especializar no que produz com menor custo relativo e trocar o resto, mesmo sendo pior em tudo.
Teoria do valor
A pergunta que move a economia desde o início: o valor de algo vem do trabalho que custou ou do desejo de quem o quer?
Adam Smith
O filósofo escocês (1723-1790) que fundou a economia moderna: em A Riqueza das Nações, mostrou a ordem que emerge quando cada um busca o próprio interesse sob concorrência.
Karl Marx
O filósofo alemão (1818-1883) que fez a crítica mais influente do capitalismo: O Capital analisa o sistema pela lente do conflito entre quem trabalha e quem emprega.
John Maynard Keynes
O economista inglês (1883-1946) que respondeu à Grande Depressão: mercados podem travar em desemprego, e cabe à política econômica sustentar a demanda. Fundou a macroeconomia.
David Ricardo
O inglês (1772-1823) que deu à economia seu primeiro teorema: a vantagem comparativa. Corretor milionário virado teórico, rigoroso até contra as próprias teses.
Perguntas frequentes
Quem fundou a escola clássica? +
O marco é Adam Smith, com A Riqueza das Nações (1776), seguido por David Ricardo. Eles fundaram a economia como ciência, com ideias como a mão invisível, a divisão do trabalho e o livre comércio.
O que diferencia a escola clássica da neoclássica? +
A clássica baseava o valor no trabalho de produzir e veio primeiro. A neoclássica, surgida após 1870 com a revolução marginalista, baseia o valor na utilidade da última unidade consumida.
Fontes e referências
- Acadêmica A Riqueza das Nações - Adam Smith (1776)
- Acadêmica Princípios de Economia Política e Tributação - David Ricardo (1817)
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