No dia a dia
O que é, em palavras simples
O que faz uma economia crescer: cortar gastos e esperar o mercado, ou aquecer a demanda e a indústria? A tradição pós-keynesiana que este dicionário percorre responde pela demanda, e Henrique Morrone, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (doutorado pela University of Utah), é um nome brasileiro documentado nessa linha: pesquisa crescimento econômico pós-keynesiano, macroeconomia estruturalista, economia do insumo-produto e redes, juntando a herança de Keynes a ferramentas que mapeiam como os setores se conectam.
No seu bolso
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01
A herança de Keynes
A demanda puxa a economia
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02
Kaldor e estrutura
Importa o que se produz
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03
Insumo-produto
A matriz dos setores
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04
Pesquisa na UFRGS
Demanda e rede em chave brasileira
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O perfil público registra quatro frentes articuladas: crescimento econômico pós-keynesiano, macroeconomia estruturalista, economia do insumo-produto e redes, com doutorado pela University of Utah. O eixo é a visão pós-keynesiana de que o crescimento é puxado pela demanda agregada, combinada com o olhar estruturalista para a composição setorial da economia. A economia do insumo-produto e a análise de redes entram como instrumento: mapear como cada setor compra e vende dos outros, revelando onde o estímulo se propaga e onde a economia tem gargalos.
Demanda e estrutura
A macroeconomia pós-keynesiana, na linha de Kaldor e Kalecki, sustenta que a produção responde ao gasto: investimento, consumo e exportação puxam a economia, não o contrário. O lado estruturalista acrescenta que não basta crescer, importa o quê se produz e como os setores se encadeiam. O insumo-produto traduz isso em matriz: um real gasto em um setor reverbera por toda a cadeia. É o encontro dos termos de demanda agregada e estruturalismo deste dicionário com a tradição de Kaldor.
Visão técnica
A leitura da escola Pós-keynesiana
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de crescimento pós-keynesiano, macroeconomia estruturalista e economia do insumo-produto filia a pesquisa à tradição da demanda efetiva (Keynes, Kaldor, Kalecki) cruzada com a análise estrutural da produção. O uso de insumo-produto e redes como método dá rigor empírico à tese de que o crescimento é puxado pela demanda e moldado pela estrutura setorial, o cruzamento exato dos termos de demanda agregada e estruturalismo deste dicionário com a herança kaldoriana das leis do crescimento. O doutorado pela University of Utah, centro reconhecido em economia heterodoxa, e o vínculo com a FCE/UFRGS documentam a inserção dessa agenda no Brasil.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, formação, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra a macroeconomia heterodoxa em produção brasileira, com método quantitativo e endereço de pesquisa.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que crescimento vem só da oferta
Tratar a economia como um bloco único
Veja também
Conceitos conectados
Demanda agregada
A soma de tudo o que a economia quer comprar num período: consumo das famílias, investimento das empresas, gasto do governo e exportações líquidas.
Estruturalismo
A corrente latino-americana de Prebisch e Celso Furtado: o subdesenvolvimento não é atraso a ser vencido pelo tempo, mas uma condição estrutural ligada à posição na economia mundial.
John Maynard Keynes
O economista inglês (1883-1946) que respondeu à Grande Depressão: mercados podem travar em desemprego, e cabe à política econômica sustentar a demanda. Fundou a macroeconomia.
Nicholas Kaldor
O húngaro-britânico (1908-1986) que mostrou por que a indústria, e não qualquer setor, puxa o crescimento: ela tem retornos crescentes, e quem cresce nela cresce mais rápido, num círculo que se retroalimenta.
Octávio Augusto Camargo Conceição
O professor da UFRGS que faz a ponte entre o institucionalismo e a economia evolucionária: as instituições como fundamento da mudança econômica, em produção brasileira.
Ana Lúcia Tatsch
A professora da UFRGS que pesquisa economia industrial e da tecnologia: inovação, sistemas inovativos e arranjos produtivos locais, a herança de Schumpeter aplicada ao território.
Pedro Cezar Dutra Fonseca
O professor titular da UFRGS e referência em desenvolvimentismo brasileiro: a economia do Brasil e as interpretações do país, na tradição estruturalista da CEPAL.
Ronaldo Herrlein Júnior
O professor da UFRGS que pesquisa economia política, Estado e desenvolvimento: o papel do Estado na trajetória econômica, lido pela história e pela tradição estruturalista.
Ricardo Dathein
O professor do PPGE da UFRGS que pesquisa economia do desenvolvimento e desenvolvimentismo: a tradição estruturalista e da inovação aplicada ao desenvolvimento brasileiro, organizada em obra de referência.
Luiza Peruffo
A professora do DERI da UFRGS que pesquisa economia política internacional na chave pós-keynesiana e estruturalista: moeda, poder e a hierarquia monetária que limita as economias emergentes, em produção brasileira.
Maurício Andrade Weiss
O professor da UFRGS que pesquisa fluxos de capitais, câmbio e finanças internacionais na chave pós-keynesiana: a vulnerabilidade externa dos emergentes, em produção documentada.
Adalmir Antonio Marquetti
O professor da PUCRS que pesquisa taxa de lucro, distribuição e mudança técnica na tradição clássico-marxiana: a dinâmica do capitalismo brasileiro medida com dados.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Henrique Morrone? +
Crescimento econômico pós-keynesiano, macroeconomia estruturalista, economia do insumo-produto e redes, com doutorado pela University of Utah. A agenda trata o crescimento como puxado pela demanda e moldado pela estrutura setorial, com método quantitativo.
O que a economia do insumo-produto acrescenta? +
Ela mapeia como cada setor compra e vende dos outros, numa matriz. Isso permite ver como um estímulo se propaga pela cadeia produtiva e onde estão os gargalos, dando base empírica à tese pós-keynesiana de que a demanda puxa a economia.
Fontes e referências
- Acadêmica Henrique Morrone: perfil institucional (FCE/UFRGS) - UFRGS
- Acadêmica Docentes da Faculdade de Ciências Econômicas - UFRGS
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