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Teoria econômica Nível 3 Intermediário

Monetarismo

também conhecido como: monetarism, escola monetarista

A escola de Milton Friedman: a quantidade de moeda é a chave da inflação, e a política monetária, mais que a fiscal, é o instrumento central da economia.

Redação Blog do Brasil atualizado em 16 de junho de 2026 escola Monetarista

No dia a dia

O que é, em palavras simples

O monetarismo é a corrente que pôs a moeda no centro da economia. Sua figura maior, Milton Friedman, fez um contraponto ao keynesianismo nos anos 1960 e 1970: para os monetaristas, a inflação não vem de mil causas, mas essencialmente de uma só, dinheiro demais circulando em relação ao que a economia produz. Controlar a moeda, e não estimular gastos, seria a chave da estabilidade.

No seu bolso

Quando o Banco Central sobe os juros para frear a inflação, em vez de o governo cortar gastos, há uma lógica monetarista por trás: a inflação se combate pela moeda.
Anatomia do conceito

Keynesianismo e monetarismo

Keynesianismo

  • Foco na demanda
  • Política fiscal ativa

Monetarismo

  • Foco na moeda
  • Política monetária por regras

Indo mais fundo

Como funciona

O retorno da moeda

O monetarismo ressuscitou a teoria quantitativa da moeda: se a quantidade de dinheiro cresce muito mais rápido que a produção, o resultado é inflação. Daí a desconfiança com a política fiscal keynesiana e a defesa de regras estáveis para o crescimento da moeda, em vez de intervenções discricionárias.

A vitória dos anos 1970

A estagflação daquela década, inflação alta com economia parada, abalou o keynesianismo e deu força ao monetarismo, que havia previsto que estimular além da capacidade só geraria inflação. Friedman e a escola ganharam enorme influência sobre os bancos centrais, que passaram a focar no controle da inflação.

Visão técnica

A leitura da escola Monetarista

A tese central do monetarismo cabe numa das frases mais conhecidas da economia, de Milton Friedman:

"A inflação é sempre e em todo lugar um fenômeno monetário, no sentido de que só pode ser produzida por um aumento da quantidade de moeda mais rápido que o da produção." (Milton Friedman, 1963)

A partir desse princípio, o monetarismo construiu uma agenda: prioridade ao controle da moeda, ceticismo quanto à eficácia da política fiscal, defesa de regras previsíveis em vez de discrição, e a noção de uma taxa natural de desemprego abaixo da qual estimular a economia só acelera a inflação. A influência foi imensa: o regime de metas de inflação adotado por bancos centrais mundo afora, incluindo o brasileiro, é herdeiro direto da revolução monetarista, ainda que temperado por elementos de outras escolas.

No mercado

O regime de metas de inflação, em que o banco central calibra os juros para manter a inflação na meta, é a aplicação prática do legado monetarista.

Atenção

Mitos e erros comuns

Achar que monetarismo nega o Estado

O monetarismo defende regras e foco na moeda, não a ausência de banco central. A discordância com o keynesianismo é de método, sobre qual instrumento usar.

Aplicar a tese ao curtíssimo prazo

Friedman se referia à inflação persistente. No curto prazo, choques de oferta e outros fatores também pesam nos preços.

Veja também

Conceitos conectados

Conceito oposto

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

O que o monetarismo diz sobre a inflação? +

Que ela é, essencialmente, um fenômeno monetário: resulta de a quantidade de moeda crescer mais rápido que a produção. Por isso o foco no controle da moeda, e não em estímulos fiscais.

Qual a herança prática do monetarismo? +

O regime de metas de inflação, em que bancos centrais calibram os juros para manter a inflação sob controle, adotado mundo afora, incluindo o Brasil, é herdeiro direto das ideias monetaristas.

Fontes e referências

  • Acadêmica Uma História Monetária dos Estados Unidos - Milton Friedman e Anna Schwartz (1963)
  • Acadêmica Capitalismo e Liberdade - Milton Friedman (1962)

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