No dia a dia
O que é, em palavras simples
O monetarismo é a corrente que pôs a moeda no centro da economia. Sua figura maior, Milton Friedman, fez um contraponto ao keynesianismo nos anos 1960 e 1970: para os monetaristas, a inflação não vem de mil causas, mas essencialmente de uma só, dinheiro demais circulando em relação ao que a economia produz. Controlar a moeda, e não estimular gastos, seria a chave da estabilidade.
No seu bolso
Keynesianismo e monetarismo
Keynesianismo
- ›Foco na demanda
- ›Política fiscal ativa
Monetarismo
- ›Foco na moeda
- ›Política monetária por regras
Indo mais fundo
Como funciona
O retorno da moeda
O monetarismo ressuscitou a teoria quantitativa da moeda: se a quantidade de dinheiro cresce muito mais rápido que a produção, o resultado é inflação. Daí a desconfiança com a política fiscal keynesiana e a defesa de regras estáveis para o crescimento da moeda, em vez de intervenções discricionárias.
A vitória dos anos 1970
A estagflação daquela década, inflação alta com economia parada, abalou o keynesianismo e deu força ao monetarismo, que havia previsto que estimular além da capacidade só geraria inflação. Friedman e a escola ganharam enorme influência sobre os bancos centrais, que passaram a focar no controle da inflação.
Visão técnica
A leitura da escola Monetarista
A tese central do monetarismo cabe numa das frases mais conhecidas da economia, de Milton Friedman:
"A inflação é sempre e em todo lugar um fenômeno monetário, no sentido de que só pode ser produzida por um aumento da quantidade de moeda mais rápido que o da produção." (Milton Friedman, 1963)
A partir desse princípio, o monetarismo construiu uma agenda: prioridade ao controle da moeda, ceticismo quanto à eficácia da política fiscal, defesa de regras previsíveis em vez de discrição, e a noção de uma taxa natural de desemprego abaixo da qual estimular a economia só acelera a inflação. A influência foi imensa: o regime de metas de inflação adotado por bancos centrais mundo afora, incluindo o brasileiro, é herdeiro direto da revolução monetarista, ainda que temperado por elementos de outras escolas.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que monetarismo nega o Estado
Aplicar a tese ao curtíssimo prazo
Veja também
Conceitos conectados
Inflação
A perda contínua do poder de compra do dinheiro: com o tempo, a mesma quantia compra menos.
Massa monetária
A quantidade total de dinheiro em circulação numa economia: do papel-moeda aos depósitos, é a matéria-prima do debate sobre a inflação.
Milton Friedman
O economista americano (1912-2006) que liderou a contrarrevolução ao keynesianismo: a inflação como fenômeno monetário, a taxa natural de desemprego e a defesa do mercado.
Conceito oposto
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Perguntas frequentes
O que o monetarismo diz sobre a inflação? +
Que ela é, essencialmente, um fenômeno monetário: resulta de a quantidade de moeda crescer mais rápido que a produção. Por isso o foco no controle da moeda, e não em estímulos fiscais.
Qual a herança prática do monetarismo? +
O regime de metas de inflação, em que bancos centrais calibram os juros para manter a inflação sob controle, adotado mundo afora, incluindo o Brasil, é herdeiro direto das ideias monetaristas.
Fontes e referências
- Acadêmica Uma História Monetária dos Estados Unidos - Milton Friedman e Anna Schwartz (1963)
- Acadêmica Capitalismo e Liberdade - Milton Friedman (1962)
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