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Política monetária e fiscal Nível 1 Iniciante

Taxa de juros

também conhecido como: juros, taxa básica de juros

O preço do dinheiro no tempo: o quanto se paga para tomar emprestado, ou se ganha para emprestar, ao longo de um período.

Redação Blog do Brasil atualizado em 16 de junho de 2026 escola Keynesiana

No dia a dia

O que é, em palavras simples

Juro é o preço do dinheiro no tempo. Quem toma dinheiro emprestado paga um extra por usá-lo agora; quem empresta ou investe recebe esse extra por esperar. A taxa de juros é esse preço, expresso em porcentagem por período, normalmente ao ano.

É por isso que uma compra parcelada costuma custar mais do que à vista e que o dinheiro aplicado num investimento cresce: nos dois casos, há um juro no meio do caminho.

No seu bolso

Quando uma loja anuncia "parcelado sem juros", o custo do tempo costuma já estar embutido no preço; o juro não desaparece, apenas fica escondido.
Anatomia do conceito

O juro de verdade desconta a inflação

Juro nominal

  • A taxa do contrato
  • O número anunciado

Juro real

  • Desconta a inflação
  • O ganho de poder de compra

Indo mais fundo

Como funciona

A taxa que comanda as outras

No Brasil há uma taxa de juros de referência, a Selic, definida pelo Banco Central. Ela funciona como a base a partir da qual os bancos calculam quanto cobram no crédito e quanto pagam na renda fixa. Quando a Selic sobe, o crédito encarece e os investimentos conservadores rendem mais; quando cai, acontece o contrário.

Juro nominal e juro real

A taxa que aparece no contrato é o juro nominal. Para saber o ganho verdadeiro, é preciso descontar a inflação do período: o que sobra é o juro real, o único que mede aumento de poder de compra. Um juro nominal alto, com inflação ainda mais alta, pode significar juro real negativo.

Como se calcula

A fórmula

juro real ≈ juro nominal - inflação
r
Juro real - Ganho acima da inflação
i
Juro nominal - Taxa registrada no contrato
π
Inflação - Variação de preços no período

Visão técnica

A leitura da escola Keynesiana

Por que o juro existe e o que ele mede separou as escolas. Para a tradição clássica, o juro é o preço que equilibra a poupança e o investimento, a recompensa de quem adia o consumo. John Maynard Keynes deslocou o foco e ligou o juro à preferência pela liquidez, a vontade de manter dinheiro em caixa. Na Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936), ele a definiu assim:

"A taxa de juros é a recompensa por abrir mão da liquidez por um período determinado." (John Maynard Keynes, Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, 1936)

Nessa leitura, o juro não premia a poupança em si, mas a disposição de abrir mão da segurança do dinheiro vivo. É o que dá ao Banco Central o seu poder: ao manejar a liquidez pela taxa básica, ele influencia consumo, investimento e, no fim, a própria inflação.

No mercado

Em ciclos de juros altos, a renda fixa fica mais atraente e parte do dinheiro tende a migrar da bolsa para os títulos; quando os juros recuam, o movimento costuma se inverter.

Atenção

Mitos e erros comuns

Confundir juro nominal com juro real

Um rendimento alto no papel pode valer pouco depois de descontada a inflação do período.

Achar que parcelar sem juros é de graça

O custo costuma estar no preço à vista; comparar as duas formas revela o juro escondido.

Veja também

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Mais específico

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Selic e taxa de juros? +

A Selic é a taxa de juros básica da economia brasileira, definida pelo Banco Central. As outras taxas, do crédito aos investimentos, se formam a partir dela, somando custos e risco.

O que é juro real? +

É o juro nominal descontada a inflação do período. Se um investimento rende abaixo da inflação, o juro real fica negativo e há perda de poder de compra.

Fontes e referências

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