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IGP-M

também conhecido como: índice geral de preços do mercado, inflação do aluguel, IGPM

O índice de preços da FGV conhecido como inflação do aluguel: mede preços do atacado, do varejo e da construção e reajusta contratos de aluguel e tarifas.

Redação Blog do Brasil atualizado em 09 de junho de 2026

No dia a dia

O que é, em palavras simples

Quem aluga um imóvel já viveu a cena: chega o aniversário do contrato e o reajuste não segue a inflação que aparece no noticiário, mas um tal de IGP-M. O Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pela Fundação Getulio Vargas, é um termômetro de preços mais amplo que o do consumidor: ele observa desde o atacado, onde as empresas compram, até o varejo e o canteiro de obras. Como muitos contratos de aluguel e de serviços usam o IGP-M como régua de reajuste, ele ganhou o apelido de inflação do aluguel.

No seu bolso

O reajuste anual do contrato de aluguel costuma vir indexado ao IGP-M acumulado em doze meses, e por isso pode ser bem diferente da inflação que você vê no supermercado.
Anatomia do conceito

A composição do IGP-M

  • IPA (atacado) 60%
  • IPC (consumidor) 30%
  • INCC (construção) 10%

Indo mais fundo

Como funciona

O que entra na conta

O IGP-M é uma média ponderada de três índices: o de preços ao produtor amplo, que pesa mais e capta o atacado; o de preços ao consumidor, que capta o varejo; e o índice da construção civil. Por dar mais peso ao atacado, ele é muito sensível ao dólar e às commodities, que afetam primeiro as empresas.

Por que descola da inflação oficial

Essa composição explica os descolamentos famosos: em períodos de câmbio pressionado, o IGP-M pode subir muito mais que o IPCA, a inflação oficial medida no consumidor. O inquilino sente no contrato uma alta que não vê nas prateleiras. Nada impede, porém, que as partes negociem outro índice: o IGP-M é um costume de mercado, não uma obrigação legal.

Visão técnica

Visão técnica

O Índice Geral de Preços do Mercado é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV, com coleta entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, desenho criado para atender contratos do mercado financeiro. Sua composição combina o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com peso de 60%, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%, e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10%.

O peso majoritário do atacado faz do IGP-M um indicador que antecipa pressões de custo, mas o torna volátil e fortemente correlacionado ao câmbio. Conceitualmente, é um índice de inflação de custos da economia, não do custo de vida das famílias: por isso economistas recomendam cautela ao usá-lo como régua de poder de compra. Sua persistência em contratos de aluguel, energia e mensalidades é um exemplo clássico de indexação: a inflação passada sendo transmitida automaticamente para preços futuros, herança da era de inflação alta brasileira.

No mercado

Em anos de dólar pressionado, o IGP-M chegou a acumular altas muito superiores ao IPCA, levando inquilinos e proprietários a renegociar contratos com outro índice.

Atenção

Mitos e erros comuns

Confundir IGP-M com a inflação oficial

A inflação oficial do país é o IPCA, medido pelo IBGE no consumidor. O IGP-M é da FGV e dá peso de 60% ao atacado, por isso os dois podem contar histórias muito diferentes no mesmo ano.

Achar que o aluguel é obrigado a seguir o IGP-M

O índice de reajuste é livre entre as partes. O IGP-M virou costume de mercado, mas inquilino e proprietário podem pactuar IPCA ou outro índice no contrato.

Veja também

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

O que é o IGP-M e quem o calcula? +

O Índice Geral de Preços do Mercado é calculado mensalmente pela FGV. Ele combina preços do atacado (peso 60%), do consumidor (30%) e da construção civil (10%), e é muito usado para reajustar contratos de aluguel, energia e serviços.

Por que o IGP-M sobe mais que o IPCA em alguns anos? +

Porque 60% do IGP-M vem do atacado, que reage rápido a dólar e commodities. Quando o câmbio sobe, os custos das empresas disparam antes de chegar ao varejo, e o IGP-M descola do IPCA, que mede só o consumidor final.

Fontes e referências

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