No dia a dia
O que é, em palavras simples
O trabalho de cuidar (de crianças, idosos, da casa) sustenta toda a economia, mas raramente entra nas contas oficiais. A economia feminista que este dicionário percorre coloca essa questão no centro, e Kênia Barreiro de Souza, professora do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nesse campo. A área pública dela reúne economia do gênero e da família e economia social e do trabalho: o estudo de como gênero, cuidado e trabalho se entrelaçam e produzem desigualdade.
No seu bolso
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01
Waring e Folbre
A tradição feminista
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02
Trabalho de cuidado
O valor que o PIB não conta
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03
Gênero e família
A divisão desigual em casa
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04
Economia do trabalho
A desigualdade no mercado
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O registro institucional aponta dois eixos articulados: a economia do gênero e da família (a análise de como as decisões dentro do lar, divisão de tarefas, trabalho não remunerado, cuidado, têm peso econômico e moldam a posição de homens e mulheres no mercado) e a economia social e do trabalho, o estudo do emprego, da renda e das condições de quem trabalha, com atenção a quem fica nas margens. É o terreno em que a economia feminista e a economia do cuidado, termos deste dicionário, viram pesquisa aplicada.
O cuidado como economia
A tradição que vai de Marilyn Waring a Nancy Folbre mostrou que ignorar o trabalho de cuidado distorce a medida da economia: o PIB conta a creche paga, mas não a mãe que cuida em casa, embora ambas produzam o mesmo valor social. Trazer gênero e família para a análise economica é corrigir essa cegueira, e revelar como a desigualdade de gênero no mercado começa na divisão desigual do trabalho não pago, o objeto da linha de pesquisa documentada.
Visão técnica
A leitura da escola Feminista
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de economia do gênero e da família e economia do trabalho ancora a pesquisa na tradição da economia feminista, aquela que, de Marilyn Waring a Nancy Folbre, tornou visível o trabalho de cuidado e mostrou que a economia padrão, ao ignorá-lo, mede mal a riqueza e naturaliza a desigualdade de gênero. O eixo da economia do trabalho dá a essa crítica fundamento empírico: as diferenças de renda, de jornada e de inserção no mercado entre homens e mulheres têm raiz na divisão desigual do trabalho não remunerado, e qualquer política séria de emprego precisa enfrentar essa engrenagem. É a economia do cuidado, termo deste dicionário, lida como questão distributiva e de política pública, não como tema lateral.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, área de pesquisa declarada, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a economia feminista e a economia do cuidado têm, no Brasil, agenda viva e endereço institucional, com produção e ensino dedicados.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Excluir o trabalho de cuidado da economia
Tratar desigualdade de gênero como tema só social
Veja também
Conceitos conectados
Economia feminista
A corrente que põe o gênero no centro da análise: torna visível o trabalho não remunerado que sustenta a economia e revisa conceitos que se diziam neutros.
Economia do cuidado
O conjunto do trabalho, pago e não pago, que sustenta a vida: criar crianças, cuidar de doentes e idosos, manter a casa. Sem ele, nenhum outro setor funciona.
Nancy Folbre
A americana (1952-) que estudou a economia do cuidado: criar a próxima geração é um trabalho de valor incalculável, mal pago ou não pago, cujo custo recai sobre as mulheres e o benefício recai sobre todos.
Angela Welters
A professora do Departamento de Economia da UFPR que pesquisa economia feminista, do trabalho e políticas sociais: gênero, trabalho não remunerado e reprodução social lidos como economia, com raiz na tradição da CEPAL, em produção brasileira.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Kênia Barreiro de Souza? +
Economia do gênero e da família e economia social e do trabalho, conforme a área pública registrada na UFPR: como gênero, cuidado e trabalho se entrelaçam e produzem desigualdade, na tradição da economia feminista. É professora do Departamento de Economia da UFPR.
Por que o trabalho de cuidado é uma questão economica? +
Porque produz valor social real que a contabilidade do PIB ignora por não ter preço de mercado, e porque a divisão desigual desse trabalho não pago está na raiz das diferenças de renda e jornada entre homens e mulheres. É o tema central da economia feminista e da economia do cuidado.
Fontes e referências
- Acadêmica Corpo docente do Departamento de Economia - UFPR
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