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Kênia Barreiro de Souza

também conhecido como: Kênia Barreiro de Souza, Kênia de Souza

A economista da UFPR que pesquisa economia do gênero e da família e economia do trabalho: o trabalho de cuidado e a desigualdade de gênero como questões econômicas centrais.

Redação Blog do Brasil atualizado em 16 de junho de 2026 escola Feminista

No dia a dia

O que é, em palavras simples

O trabalho de cuidar (de crianças, idosos, da casa) sustenta toda a economia, mas raramente entra nas contas oficiais. A economia feminista que este dicionário percorre coloca essa questão no centro, e Kênia Barreiro de Souza, professora do Departamento de Economia da UFPR, é um nome brasileiro documentado nesse campo. A área pública dela reúne economia do gênero e da família e economia social e do trabalho: o estudo de como gênero, cuidado e trabalho se entrelaçam e produzem desigualdade.

No seu bolso

Quem cuida dos filhos e da casa produz valor real que o PIB não registra: a economia do gênero e da família, área da pesquisa documentada, mostra que esse trabalho invisível sustenta toda a economia visível.
Anatomia do conceito
  1. 01

    Waring e Folbre

    A tradição feminista

  2. 02

    Trabalho de cuidado

    O valor que o PIB não conta

  3. 03

    Gênero e família

    A divisão desigual em casa

  4. 04

    Economia do trabalho

    A desigualdade no mercado

Indo mais fundo

Como funciona

As linhas documentadas

O registro institucional aponta dois eixos articulados: a economia do gênero e da família (a análise de como as decisões dentro do lar, divisão de tarefas, trabalho não remunerado, cuidado, têm peso econômico e moldam a posição de homens e mulheres no mercado) e a economia social e do trabalho, o estudo do emprego, da renda e das condições de quem trabalha, com atenção a quem fica nas margens. É o terreno em que a economia feminista e a economia do cuidado, termos deste dicionário, viram pesquisa aplicada.

O cuidado como economia

A tradição que vai de Marilyn Waring a Nancy Folbre mostrou que ignorar o trabalho de cuidado distorce a medida da economia: o PIB conta a creche paga, mas não a mãe que cuida em casa, embora ambas produzam o mesmo valor social. Trazer gênero e família para a análise economica é corrigir essa cegueira, e revelar como a desigualdade de gênero no mercado começa na divisão desigual do trabalho não pago, o objeto da linha de pesquisa documentada.

Visão técnica

A leitura da escola Feminista

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel as fontes públicas: a combinação declarada de economia do gênero e da família e economia do trabalho ancora a pesquisa na tradição da economia feminista, aquela que, de Marilyn Waring a Nancy Folbre, tornou visível o trabalho de cuidado e mostrou que a economia padrão, ao ignorá-lo, mede mal a riqueza e naturaliza a desigualdade de gênero. O eixo da economia do trabalho dá a essa crítica fundamento empírico: as diferenças de renda, de jornada e de inserção no mercado entre homens e mulheres têm raiz na divisão desigual do trabalho não remunerado, e qualquer política séria de emprego precisa enfrentar essa engrenagem. É a economia do cuidado, termo deste dicionário, lida como questão distributiva e de política pública, não como tema lateral.

Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, área de pesquisa declarada, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. O termo registra que a economia feminista e a economia do cuidado têm, no Brasil, agenda viva e endereço institucional, com produção e ensino dedicados.

No mercado

A diferença de salário e de jornada entre homens e mulheres não começa no escritório: começa na divisão desigual do trabalho não pago em casa, o objeto que a economia do trabalho com lente de gênero estuda.

Atenção

Mitos e erros comuns

Excluir o trabalho de cuidado da economia

Contar só o que tem preço de mercado faz a economia ignorar o cuidado não remunerado, que sustenta tudo o mais. A tradição feminista, de Waring a Folbre, mostra que essa cegueira distorce a medida da riqueza.

Tratar desigualdade de gênero como tema só social

A diferença de renda e jornada entre homens e mulheres é questão economica de pleno direito, com raiz na divisão do trabalho não pago. Política de emprego que a ignora trata o sintoma, não a causa.

Veja também

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

O que pesquisa Kênia Barreiro de Souza? +

Economia do gênero e da família e economia social e do trabalho, conforme a área pública registrada na UFPR: como gênero, cuidado e trabalho se entrelaçam e produzem desigualdade, na tradição da economia feminista. É professora do Departamento de Economia da UFPR.

Por que o trabalho de cuidado é uma questão economica? +

Porque produz valor social real que a contabilidade do PIB ignora por não ter preço de mercado, e porque a divisão desigual desse trabalho não pago está na raiz das diferenças de renda e jornada entre homens e mulheres. É o tema central da economia feminista e da economia do cuidado.

Fontes e referências

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