No dia a dia
O que é, em palavras simples
Imagine que você toparia pagar até 10 reais por uma garrafa de água num dia de calor, mas a encontra por 4. Aqueles 6 reais de diferença são o seu excedente do consumidor: um ganho real, ainda que invisível, que você levou na compra. Toda vez que algo vale para você mais do que custa, há excedente. É a medida da vantagem que o consumidor tira de uma troca.
No seu bolso
O ganho escondido da compra
Disposto a pagar
- ›O máximo que você daria
- ›O valor que o bem tem para você
Preço pago
- ›O que custou de fato
- ›A diferença é o seu excedente
Indo mais fundo
Como funciona
Por que existe
Num mercado, todos pagam o mesmo preço, mas as pessoas valorizam o bem de formas diferentes. Quem dava muito valor e pagou o preço de mercado saiu ganhando bastante; quem dava pouco, ganhou pouco ou nada. A soma de todos esses ganhos individuais é o excedente do consumidor do mercado inteiro, uma forma de medir o bem-estar gerado pelas trocas.
Para que serve
O conceito permite avaliar o efeito de políticas e preços. Um imposto que encarece um produto reduz o excedente do consumidor; a concorrência que baixa preços o aumenta. É uma das ferramentas que economistas usam para julgar se uma mudança deixa as pessoas melhores ou piores.
Visão técnica
A leitura da escola Neoclássica
O excedente do consumidor foi introduzido por Alfred Marshall, que buscava uma forma de medir, em dinheiro, o ganho que as pessoas obtêm das trocas. Graficamente, ele corresponde à área entre a curva de demanda, que reflete a disposição a pagar de cada consumidor, e a linha do preço de mercado. Quanto mais inclinada a demanda, ou seja, quanto mais as pessoas valorizam o bem, maior o excedente. O conceito é um dos pilares da economia do bem-estar, embora tenha limitações conhecidas: ele supõe que é possível comparar e somar a satisfação de pessoas diferentes, algo que economistas mais cautelosos tratam com reservas. Ainda assim, segue sendo a forma mais usada de estimar o ganho do consumidor numa troca.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que preço baixo é sempre o que importa
Somar satisfações como se fossem iguais
Veja também
Conceitos conectados
Oferta e demanda
A força que forma os preços: a oferta cresce quando o preço sobe, a procura cai, e o encontro das duas define o preço de mercado.
Utilidade marginal
A satisfação extra de consumir mais uma unidade de algo: ela tende a diminuir a cada unidade, o que ajuda a explicar como se formam os preços.
Elasticidade
A medida de quanto a quantidade procurada de um bem reage a uma mudança no seu preço: alguns são sensíveis, outros quase indiferentes.
Alfred Marshall
O inglês (1842-1924) que deu à economia sua caixa de ferramentas: oferta e demanda em tesoura, elasticidade, curto e longo prazo. O professor de quem todos descendem.
Perguntas frequentes
Como se mede o excedente do consumidor? +
É a diferença entre o quanto as pessoas estariam dispostas a pagar e o quanto pagaram. No gráfico, corresponde à área entre a curva de demanda e a linha do preço de mercado.
Para que serve esse conceito? +
Para avaliar o efeito de preços e políticas sobre o bem-estar. Um imposto reduz o excedente do consumidor; mais concorrência, que baixa preços, costuma aumentá-lo.
Fontes e referências
- Acadêmica Princípios de Economia - Alfred Marshall (1890)
- Acadêmica Microeconomia - Hal Varian (2015)
Sua conta gratuita
Salve termos, marque trechos e acompanhe seu progresso.
Crie uma conta grátis para favoritar conceitos, guardar trechos e ganhar pontos enquanto aprende economia.
Receba o dicionário no e-mail
Um conceito de economia explicado por semana.
Confirmação por e-mail (double opt-in). Sem spam, cancele quando quiser.