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Daniela Dias Kühn

também conhecido como: Kühn

A professora da UFRGS que pesquisa economia feminista e estudos em desenvolvimento: tornar visível o trabalho de cuidado que sustenta a economia.

Redação Blog do Brasil atualizado em 16 de junho de 2026 escola Feminista

No dia a dia

O que é, em palavras simples

Quanto vale o trabalho que ninguém paga, mas sem o qual a economia para: cuidar de crianças, de idosos, da casa? A economia feminista que este dicionário percorre (Nancy Folbre, Marilyn Waring) coloca essa pergunta no centro, e Daniela Dias Kühn, professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, é um nome brasileiro documentado nela: suas áreas registradas são Economia Feminista e Estudos em Desenvolvimento, e ela coordena o Necofem e o Gepies, núcleos dedicados ao tema.

No seu bolso

O tempo gasto cuidando de filhos, de idosos e da casa não entra no PIB, mas sustenta quem trabalha no mercado: tornar visível esse trabalho é o objeto de pesquisa documentado nessa linha.
Anatomia do conceito
  1. 01

    Folbre e Waring

    A crítica feminista

  2. 02

    Trabalho de cuidado

    O que o PIB não conta

  3. 03

    Estudos em desenvolvimento

    Gênero atravessa a economia

  4. 04

    Pesquisa na UFRGS

    Necofem e Gepies

Indo mais fundo

Como funciona

As linhas documentadas

O perfil público registra duas frentes: Economia Feminista e Estudos em Desenvolvimento, com a coordenação do Necofem e do Gepies, núcleos de pesquisa dedicados a gênero, cuidado e desenvolvimento. O eixo é a tese central da economia feminista: a economia convencional ignora ou subestima o trabalho de reprodução e cuidado, majoritariamente realizado por mulheres, que sustenta toda a economia de mercado. Trazer esse trabalho para a conta muda o que entendemos por produção e por desenvolvimento.

O cuidado que sustenta a economia

A economia feminista, na linha de Folbre e Waring, mostra que o PIB ignora o trabalho não remunerado de cuidado, como se ele não existisse, embora seja a base que permite o resto funcionar. Ligar isso aos estudos em desenvolvimento é perguntar como políticas de desenvolvimento afetam (e dependem de) esse trabalho invisível, e como gênero atravessa a economia. É o encontro dos termos de economia feminista e economia do cuidado deste dicionário com a agenda do desenvolvimento, na herança de Nancy Folbre.

Visão técnica

A leitura da escola Feminista

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação declarada de economia feminista e estudos em desenvolvimento, somada à coordenação do Necofem e do Gepies, filia a pesquisa à tradição da economia feminista (Nancy Folbre, Marilyn Waring) com aplicação à agenda de desenvolvimento. A tese de fundo, que o trabalho de cuidado, invisível nas contas nacionais, sustenta a economia de mercado e precisa ser reconhecido, é exatamente o cruzamento dos termos de economia feminista e economia do cuidado deste dicionário. A articulação com os estudos em desenvolvimento amplia a crítica: gênero e cuidado como dimensões estruturantes do desenvolvimento, não como tema setorial. A coordenação de núcleos e o vínculo com a FCE/UFRGS documentam a função formadora dessa agenda no Brasil.

Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, coordenação de núcleos, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandida conforme a obra. A presença neste pilar registra a economia feminista em produção brasileira, com endereço de pesquisa e coordenação de núcleos dedicados.

No mercado

Quem sustenta a força de trabalho que vai à fábrica e ao escritório todo dia? A resposta feminista (o trabalho de cuidado não remunerado) é a chave da pesquisa documentada nessa agenda.

Atenção

Mitos e erros comuns

Achar que só conta o trabalho pago

A economia feminista mostra que o trabalho de cuidado não remunerado sustenta toda a economia de mercado. Ignorá-lo, como faz o PIB, é apagar a base que permite o resto funcionar e quem majoritariamente a realiza.

Tratar gênero como tema setorial

Nos estudos em desenvolvimento de matriz feminista, gênero e cuidado são dimensões estruturantes, não um nicho. Pensar desenvolvimento sem essa lente esconde quem arca com os custos invisíveis do crescimento.

Veja também

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

O que pesquisa Daniela Dias Kühn? +

Economia Feminista e Estudos em Desenvolvimento, coordenando o Necofem e o Gepies na FCE/UFRGS. A agenda torna visível o trabalho de cuidado não remunerado que sustenta a economia e articula gênero com a questão do desenvolvimento.

Por que a economia feminista fala tanto em cuidado? +

Porque o trabalho de cuidar (de crianças, idosos, da casa), majoritariamente feito por mulheres e sem remuneração, sustenta a economia de mercado mas fica fora do PIB. Reconhecê-lo, na linha de Folbre e Waring, muda o que entendemos por produção e desenvolvimento.

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