No dia a dia
O que é, em palavras simples
Quanto vale o trabalho que ninguém paga, mas sem o qual a economia para: cuidar de crianças, de idosos, da casa? A economia feminista que este dicionário percorre (Nancy Folbre, Marilyn Waring) coloca essa pergunta no centro, e Daniela Dias Kühn, professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, é um nome brasileiro documentado nela: suas áreas registradas são Economia Feminista e Estudos em Desenvolvimento, e ela coordena o Necofem e o Gepies, núcleos dedicados ao tema.
No seu bolso
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01
Folbre e Waring
A crítica feminista
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02
Trabalho de cuidado
O que o PIB não conta
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03
Estudos em desenvolvimento
Gênero atravessa a economia
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04
Pesquisa na UFRGS
Necofem e Gepies
Indo mais fundo
Como funciona
As linhas documentadas
O perfil público registra duas frentes: Economia Feminista e Estudos em Desenvolvimento, com a coordenação do Necofem e do Gepies, núcleos de pesquisa dedicados a gênero, cuidado e desenvolvimento. O eixo é a tese central da economia feminista: a economia convencional ignora ou subestima o trabalho de reprodução e cuidado, majoritariamente realizado por mulheres, que sustenta toda a economia de mercado. Trazer esse trabalho para a conta muda o que entendemos por produção e por desenvolvimento.
O cuidado que sustenta a economia
A economia feminista, na linha de Folbre e Waring, mostra que o PIB ignora o trabalho não remunerado de cuidado, como se ele não existisse, embora seja a base que permite o resto funcionar. Ligar isso aos estudos em desenvolvimento é perguntar como políticas de desenvolvimento afetam (e dependem de) esse trabalho invisível, e como gênero atravessa a economia. É o encontro dos termos de economia feminista e economia do cuidado deste dicionário com a agenda do desenvolvimento, na herança de Nancy Folbre.
Visão técnica
A leitura da escola Feminista
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação declarada de economia feminista e estudos em desenvolvimento, somada à coordenação do Necofem e do Gepies, filia a pesquisa à tradição da economia feminista (Nancy Folbre, Marilyn Waring) com aplicação à agenda de desenvolvimento. A tese de fundo, que o trabalho de cuidado, invisível nas contas nacionais, sustenta a economia de mercado e precisa ser reconhecido, é exatamente o cruzamento dos termos de economia feminista e economia do cuidado deste dicionário. A articulação com os estudos em desenvolvimento amplia a crítica: gênero e cuidado como dimensões estruturantes do desenvolvimento, não como tema setorial. A coordenação de núcleos e o vínculo com a FCE/UFRGS documentam a função formadora dessa agenda no Brasil.
Registro de pesquisadora em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, coordenação de núcleos, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandida conforme a obra. A presença neste pilar registra a economia feminista em produção brasileira, com endereço de pesquisa e coordenação de núcleos dedicados.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que só conta o trabalho pago
Tratar gênero como tema setorial
Veja também
Conceitos conectados
Economia feminista
A corrente que põe o gênero no centro da análise: torna visível o trabalho não remunerado que sustenta a economia e revisa conceitos que se diziam neutros.
Economia do cuidado
O conjunto do trabalho, pago e não pago, que sustenta a vida: criar crianças, cuidar de doentes e idosos, manter a casa. Sem ele, nenhum outro setor funciona.
Nancy Folbre
A americana (1952-) que estudou a economia do cuidado: criar a próxima geração é um trabalho de valor incalculável, mal pago ou não pago, cujo custo recai sobre as mulheres e o benefício recai sobre todos.
Daniel Lemos Jeziorny
O professor da UFRGS que une economia política, ecologia política e história econômica: a natureza como questão de poder e de economia, lida desde o Sul.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Daniela Dias Kühn? +
Economia Feminista e Estudos em Desenvolvimento, coordenando o Necofem e o Gepies na FCE/UFRGS. A agenda torna visível o trabalho de cuidado não remunerado que sustenta a economia e articula gênero com a questão do desenvolvimento.
Por que a economia feminista fala tanto em cuidado? +
Porque o trabalho de cuidar (de crianças, idosos, da casa), majoritariamente feito por mulheres e sem remuneração, sustenta a economia de mercado mas fica fora do PIB. Reconhecê-lo, na linha de Folbre e Waring, muda o que entendemos por produção e desenvolvimento.
Fontes e referências
- Acadêmica Daniela Dias Kühn: perfil institucional (FCE/UFRGS) - UFRGS
- Acadêmica Docentes da Faculdade de Ciências Econômicas - UFRGS
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