No dia a dia
O que é, em palavras simples
Ser dono de um pedaço de shopping, de um galpão logístico ou de uma torre de escritórios parecia coisa de milionário. O fundo imobiliário mudou isso: ele junta o dinheiro de milhares de investidores para comprar grandes imóveis e distribui os aluguéis entre os cotistas, na proporção das cotas de cada um. As cotas são negociadas na bolsa como ações, a partir de valores acessíveis. Você vira sócio de um portfólio de imóveis sem escritura, sem inquilino para administrar e sem precisar de fortuna.
No seu bolso
Imóvel próprio x fundo imobiliário
Imóvel direto
- ›Entrada alta, escritura, inquilino
- ›Vender leva meses
Cota de FII
- ›Valores acessíveis, sem burocracia
- ›Negociada em bolsa todo dia
Indo mais fundo
Como funciona
Os tipos de fundo
Há duas grandes famílias. Os fundos de tijolo compram imóveis físicos: shoppings, lajes corporativas, galpões, agências. Sua renda vem dos aluguéis. Os fundos de papel compram títulos do setor imobiliário, como CRIs, e sua renda vem dos juros desses papéis. Existem ainda fundos híbridos e fundos de fundos, que compram cotas de outros FIIs.
De onde vem o ganho e o risco
O cotista ganha de duas formas: pelos rendimentos distribuídos, em geral mensais, e pela eventual valorização da cota na bolsa. Os riscos espelham o negócio: vacância (imóvel vazio não paga aluguel), inadimplência de inquilinos, e a sensibilidade aos juros, já que quando a renda fixa paga muito, as cotas dos FIIs tendem a cair para que seu rendimento compense. A cota oscila diariamente: é renda variável, ainda que pague aluguel.
Visão técnica
Visão técnica
Os fundos de investimento imobiliário foram criados no Brasil pela Lei 8.668, de 1993, e são regulados pela CVM, com cotas negociadas no ambiente da B3. Sua arquitetura jurídica importa: o fundo é um condomínio fechado, sem resgate; a saída do investidor se dá pela venda da cota em mercado secundário, o que cria a distinção permanente entre o valor patrimonial da cota (a fatia dos ativos avaliados) e seu preço em bolsa, que pode negociar com ágio ou deságio conforme o humor do mercado e o ciclo de juros.
A regra de distribuição obrigatória de ao menos 95% do resultado semestral em regime de caixa explica o apelo de renda mensal, e a legislação vigente isenta de imposto de renda os rendimentos distribuídos a pessoas físicas, atendidas condições como a negociação em bolsa e a pulverização do fundo, benefício que pode ser alterado por lei. Economicamente, o FII cumpre a função clássica da securitização: transforma um ativo indivisível e ilíquido, o imóvel, em frações líquidas e negociáveis, reduzindo a barreira de entrada e permitindo diversificação. O custo dessa liquidez é a volatilidade: o mesmo mercado que permite sair a qualquer momento reprecifica as cotas todos os dias, com forte sensibilidade à curva de juros, que concorre diretamente com a renda dos aluguéis.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Tratar FII como renda fixa
Olhar só o rendimento mensal
Veja também
Conceitos conectados
Renda variável
O grupo de investimentos cujo retorno não é conhecido de antemão e depende do desempenho do ativo: o oposto da renda fixa.
Dividendos
A parte do lucro que uma empresa distribui aos seus acionistas: uma renda que pinga de tempos em tempos para quem é sócio.
Mais específico
Conceitos conectados
Perguntas frequentes
Como um fundo imobiliário paga o investidor? +
O fundo distribui aos cotistas, em geral mensalmente, a renda dos aluguéis ou dos títulos imobiliários que possui: a regra exige repassar ao menos 95% do resultado semestral. Além disso, a cota pode se valorizar (ou cair) na bolsa.
Quais os principais riscos de um FII? +
Vacância e inadimplência nos imóveis, queda do valor das cotas na bolsa e sensibilidade aos juros: quando a renda fixa paga muito, as cotas tendem a cair. A renda mensal não é garantida e a cota oscila como renda variável.
Fontes e referências
- Corporativa Fundos de Investimento Imobiliário (FII) - B3
- Primária Comissão de Valores Mobiliários - CVM
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