No dia a dia
O que é, em palavras simples
Direitos de propriedade são as regras que dizem o que é seu e o que você pode fazer com isso: usar, vender, alugar, deixar de herança. Parecem óbvios, mas onde eles são frágeis, ninguém investe direito. Para que vale a pena plantar, construir ou empreender se a qualquer momento o fruto do seu esforço pode ser tomado? Propriedade segura é o que dá horizonte ao esforço.
No seu bolso
Propriedade segura ou frágil
Direitos seguros
- ›Vale a pena investir
- ›Capital flui, horizonte longo
Direitos frágeis
- ›Medo de expropriação
- ›Capital foge, horizonte curto
Indo mais fundo
Como funciona
Mais que ter, é poder confiar
Não basta possuir algo de fato; é preciso que esse direito seja reconhecido e protegido por leis e tribunais. É essa garantia que permite usar a propriedade como ferramenta econômica: dar um imóvel como garantia de empréstimo, vender com segurança, planejar a longo prazo. Sem isso, a propriedade vira um peso morto, sem poder econômico.
O elo com a prosperidade
Onde os direitos de propriedade são claros e respeitados, o investimento floresce; onde são incertos, o capital foge. Por isso a economia institucional os coloca entre as causas profundas de por que algumas nações enriquecem e outras não. Proteger a propriedade é proteger o incentivo a criar riqueza.
Visão técnica
A leitura da escola Institucional
A centralidade dos direitos de propriedade é uma das grandes teses da nova economia institucional, sobretudo em Douglass North. O argumento é que direitos bem definidos e críveis reduzem a incerteza e os custos de transação: as partes negociam sabendo que os acordos serão cumpridos e que o que produzirem não será expropriado. Isso alonga o horizonte das decisões e viabiliza o investimento de longo prazo, motor do crescimento. North mostrou, com história econômica, que sociedades que desenvolveram instituições para proteger a propriedade e fazer cumprir contratos, mesmo contra o poder dos governantes, foram as que prosperaram. A propriedade segura não é, nessa leitura, um detalhe jurídico, mas uma das fundações institucionais do desenvolvimento.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que basta possuir
Tratar a propriedade como questão só jurídica
Veja também
Conceitos conectados
Custos de transação
Os custos de negociar, fiscalizar e fazer cumprir um contrato: o atrito que explica por que existem empresas, e não apenas o mercado.
Instituições
As regras do jogo de uma sociedade, formais (leis) e informais (costumes), que moldam incentivos e ajudam a explicar por que alguns países prosperam.
Crédito
A confiança que permite usar hoje um dinheiro que se pagará depois: a base do empréstimo, do financiamento e do cartão.
Douglass North
O americano (1920-2015) que respondeu por que nações fracassam antes do best-seller: instituições, as regras do jogo, decidem quem prospera. Nobel de 1993.
Perguntas frequentes
Por que direitos de propriedade importam para a economia? +
Porque dão segurança para investir, poupar e empreender. Sem a garantia de que o fruto do esforço será seu, falta incentivo para criar riqueza. São uma das causas profundas da prosperidade das nações.
O que é capital morto? +
É o termo de Hernando de Soto para a propriedade que existe de fato, mas sem título legal, e por isso não pode virar garantia de empréstimo nem ser negociada formalmente, ficando economicamente paralisada.
Fontes e referências
- Acadêmica Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico - Douglass C. North (1990)
- Acadêmica Por que as Nações Fracassam - Daron Acemoglu e James Robinson (2012)
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