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Tesouro Direto

também conhecido como: títulos públicos, tesouro selic, tesouro ipca

O programa que permite a qualquer pessoa comprar títulos públicos pela internet a partir de valores baixos: emprestar ao governo e receber de volta com juros.

Redação Blog do Brasil atualizado em 09 de junho de 2026

No dia a dia

O que é, em palavras simples

Quando o governo gasta mais do que arrecada, ele toma emprestado. Boa parte vem de bancos e fundos, mas existe um balcão aberto ao cidadão: o Tesouro Direto. Pelo programa, qualquer pessoa com CPF e conta em uma corretora compra, pela internet, um pedaço da dívida pública a partir de valores baixos. Na prática, você empresta ao governo federal e recebe de volta com juros. É considerado o investimento de menor risco de crédito do país, porque quem deve é o próprio emissor da moeda.

No seu bolso

Uma reserva de emergência aplicada em título pós-fixado que acompanha a Selic rende todos os dias úteis e pode ser resgatada sem sustos: é o uso clássico do Tesouro Direto.
Anatomia do conceito

As três famílias de títulos

  • Pós-fixados (Selic) 34%
  • Prefixados 33%
  • Indexados ao IPCA 33%

Indo mais fundo

Como funciona

Os tipos de título

Há três famílias principais. Os títulos pós-fixados acompanham a taxa Selic e são os mais previsíveis no curto prazo. Os prefixados travam um juro combinado na compra: você sabe exatamente quanto recebe se levar até o vencimento. E os indexados à inflação pagam o IPCA mais um juro real, protegendo o poder de compra no longo prazo, o que os torna populares para aposentadoria.

O que observar

Dois pontos surpreendem iniciantes. Primeiro, vender o título antes do vencimento significa receber o preço de mercado do dia, que pode estar abaixo do que você pagou: é a marcação a mercado. Segundo, há tributação pela tabela regressiva do imposto de renda, que diminui com o prazo. Quem leva o título até o fim recebe exatamente o combinado, descontados impostos e taxas.

Visão técnica

Visão técnica

O Tesouro Direto foi lançado em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a bolsa (hoje B3) para democratizar o acesso aos títulos da dívida pública federal, antes restritos ao mercado institucional. Do ponto de vista da gestão da dívida, o programa diversifica a base de credores; do ponto de vista do investidor, oferece o ativo livre de risco de referência da economia brasileira em denominação local: o risco de crédito é o soberano, historicamente o menor do mercado doméstico, já que o emissor controla a própria moeda.

Os riscos relevantes são outros. O risco de mercado aparece na venda antecipada: os preços dos títulos, sobretudo prefixados e indexados ao IPCA de prazo longo, oscilam com as expectativas de juros, e a marcação a mercado pode gerar perdas nominais a quem não espera o vencimento. Há ainda o risco de reinvestimento e, nos pós-fixados, a variação do rendimento com o ciclo da Selic. Conceitualmente, a curva de rendimentos dos títulos públicos é a espinha dorsal da precificação de todos os demais ativos de renda fixa do país: o juro que o governo paga serve de piso e referência para o que bancos e empresas pagam.

No mercado

Os juros dos títulos públicos servem de referência para toda a renda fixa: quando a curva do Tesouro sobe, os CDBs e debêntures precisam pagar mais para competir.

Atenção

Mitos e erros comuns

Achar que nunca se perde dinheiro

Quem vende antes do vencimento recebe o preço de mercado do dia, que pode estar abaixo do valor pago, especialmente em prefixados e títulos longos de IPCA. A garantia do valor combinado vale para quem carrega até o fim.

Ignorar custos e impostos

Há imposto de renda regressivo sobre o rendimento e taxa de custódia da B3 acima de certo valor aplicado em alguns títulos. O rendimento líquido é o que importa comparar.

Veja também

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Mais específico

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Perguntas frequentes

O Tesouro Direto é seguro? +

O risco de calote é o menor do mercado brasileiro, porque o devedor é o governo federal, emissor da própria moeda. O risco real para o investidor é vender antes do vencimento por preço de mercado menor que o pago, a chamada marcação a mercado.

Qual título escolher no Tesouro Direto? +

Depende do objetivo. Para reserva de emergência, o pós-fixado atrelado à Selic é o mais estável. Para metas com data certa, o prefixado trava o ganho até o vencimento. Para longo prazo e aposentadoria, os indexados ao IPCA protegem o poder de compra.

Fontes e referências

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