BlogdoBrasil
Microeconomia Nível 2 Básico

Bens substitutos e complementares

também conhecido como: substitutos e complementares, substitute and complementary goods

Bens que se substituem (um no lugar do outro) ou se completam (usados juntos): relações que explicam por que o preço de um mexe na procura do outro.

Redação Blog do Brasil atualizado em 13 de junho de 2026

No dia a dia

O que é, em palavras simples

Alguns produtos vivem em pares. Os substitutos competem entre si: se o preço da manteiga sobe, muita gente troca pela margarina. Os complementares andam juntos: se o preço da gasolina dispara, vende-se menos carro. Entender essas relações é entender que o preço de um produto raramente afeta só a procura dele mesmo, e quase sempre respinga nos vizinhos de prateleira.

No seu bolso

Quando o preço do pão sobe, parte das pessoas migra para a tapioca (substituto); quando o da impressora cai, vende-se mais cartucho (complementar).
Anatomia do conceito

Como um preço mexe no outro

Substitutos

  • Um no lugar do outro
  • Preço de um sobe, procura do outro aumenta

Complementares

  • Usados juntos
  • Preço de um sobe, procura do outro cai

Indo mais fundo

Como funciona

Substitutos: rivais de prateleira

Substitutos são bens que satisfazem a mesma necessidade. Quando o preço de um sobe, a procura pelo outro aumenta, porque os consumidores migram. Café e chá, Uber e táxi, cinema e streaming. Quanto mais parecidos, mais forte a substituição.

Complementares: parceiros de consumo

Complementares são usados em conjunto. Quando o preço de um sobe, a procura pelo outro cai, porque consumir um sem o outro perde a graça. Carro e gasolina, impressora e cartucho, videogame e jogos. O destino dos dois está amarrado.

Visão técnica

Visão técnica

A ferramenta técnica que mede essas relações é a elasticidade cruzada da demanda, que capta quanto a procura por um bem reage à variação de preço de outro. Quando esse valor é positivo, os bens são substitutos: o preço de um sobe e a procura do outro aumenta. Quando é negativo, são complementares: o preço de um sobe e a procura do outro cai. Quando é próximo de zero, os bens são independentes. Esse conceito, parte do arcabouço marginalista consolidado por Alfred Marshall, tem aplicações práticas que vão da estratégia de preços de empresas, que precificam impressoras baratas para lucrar com cartuchos caros, à análise antitruste, que usa a substituição para definir os limites de um mercado e avaliar fusões.

No mercado

Empresas vendem o console de videogame quase a preço de custo porque lucram com os jogos, um clássico uso da relação entre complementares.

Atenção

Mitos e erros comuns

Olhar só o preço do próprio produto

A procura por um bem também reage ao preço dos substitutos e complementares. Ignorar isso leva a previsões erradas de vendas.

Confundir substituto com complementar

Substitutos competem (um no lugar do outro); complementares se somam (usados juntos). A elasticidade cruzada, positiva ou negativa, distingue os dois.

Veja também

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

O que é elasticidade cruzada da demanda? +

É a medida de quanto a procura por um bem reage à mudança de preço de outro. Positiva indica substitutos; negativa, complementares; próxima de zero, bens independentes.

Por que isso importa para as empresas? +

Porque define estratégias de preço (vender barato o produto principal e lucrar com o complementar) e ajuda a entender a concorrência, já que substitutos próximos são rivais diretos.

Fontes e referências

  • Acadêmica Princípios de Economia - Alfred Marshall (1890)
  • Acadêmica Microeconomia - Hal Varian (2015)

Sua conta gratuita

Salve termos, marque trechos e acompanhe seu progresso.

Crie uma conta grátis para favoritar conceitos, guardar trechos e ganhar pontos enquanto aprende economia.

Receba o dicionário no e-mail

Um conceito de economia explicado por semana.

Confirmação por e-mail (double opt-in). Sem spam, cancele quando quiser.

Continue lendo

Artigos sobre o tema