No dia a dia
O que é, em palavras simples
A maior parte do que você compra não vem nem de um monopólio nem da concorrência perfeita, mas de um meio-termo: a concorrência monopolística. Há muitos vendedores, como em restaurantes, salões de beleza ou marcas de roupa, mas cada um oferece algo um pouco diferente. Essa diferenciação dá a cada empresa um pequeno poder de mercado, um pedacinho de monopólio sobre a sua própria versão do produto.
No seu bolso
Um meio-termo de mercado
Da concorrência
- ›Muitos vendedores
- ›Livre entrada
Do monopólio
- ›Produto diferenciado
- ›Algum poder sobre o preço
Indo mais fundo
Como funciona
O poder da diferenciação
Se todos os produtos fossem idênticos, ninguém poderia cobrar mais que o concorrente. Mas, ao diferenciar, por marca, qualidade, localização, atendimento, a empresa cria clientes fiéis dispostos a pagar um pouco mais. É por isso que duas cafeterias na mesma rua podem cobrar preços diferentes: cada uma tem o seu público.
Concorrência pela diferença
Nesse modelo, a disputa não é só por preço, mas por se destacar. Daí vêm a publicidade, as marcas e a busca incessante por um diferencial. A contrapartida é que parte do esforço vai para parecer diferente, nem sempre para ser melhor, o que gera debate sobre o custo social da diferenciação excessiva.
Visão técnica
A leitura da escola Neoclássica
O conceito foi desenvolvido de forma independente nos anos 1930 por Edward Chamberlin e Joan Robinson, que perceberam que os dois modelos extremos da teoria, concorrência perfeita e monopólio, não descreviam bem a maior parte dos mercados reais. A concorrência monopolística combina elementos dos dois: a livre entrada e a multiplicidade de vendedores, típicas da concorrência, com a diferenciação de produto, que confere a cada empresa uma curva de demanda própria e algum poder sobre o preço, típicos do monopólio. No longo prazo, a livre entrada tende a corroer os lucros extraordinários, mas o equilíbrio resultante costuma envolver certa capacidade ociosa e preço acima do custo marginal, o preço que se paga, segundo a teoria, pela variedade que esse tipo de mercado oferece.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Confundir com monopólio
Achar que diferenciar é sempre melhorar
Veja também
Conceitos conectados
Monopólio
A situação em que um único vendedor controla a oferta de um bem sem substitutos próximos, ganhando poder para impor preços acima do que a concorrência permitiria.
Concorrência
A disputa entre vendedores pelo cliente: a força que pressiona preços para baixo, melhora a qualidade e empurra a inovação, sem ninguém comandar.
Oligopólio
O mercado dominado por poucos vendedores grandes, cujas decisões se influenciam mutuamente: o meio do caminho entre a concorrência e o monopólio.
Joan Robinson
A inglesa (1903-1983) que reescreveu a teoria dos mercados reais: concorrência imperfeita, monopsônio e a ala pós-keynesiana. A maior ausência da história do Nobel.
Perguntas frequentes
Qual a diferença para a concorrência perfeita? +
Na concorrência perfeita, os produtos são idênticos e ninguém tem poder sobre o preço. Na monopolística, os produtos são diferenciados, o que dá a cada empresa um pequeno poder de mercado e clientes fiéis.
Por que duas lojas parecidas cobram preços diferentes? +
Porque diferenciam o que vendem, por marca, qualidade, atendimento ou localização. Essa diferenciação cria públicos distintos dispostos a pagar preços diferentes. É a essência da concorrência monopolística.
Fontes e referências
- Acadêmica The Theory of Monopolistic Competition - Edward Chamberlin (1933)
- Acadêmica The Economics of Imperfect Competition - Joan Robinson (1933)
Sua conta gratuita
Salve termos, marque trechos e acompanhe seu progresso.
Crie uma conta grátis para favoritar conceitos, guardar trechos e ganhar pontos enquanto aprende economia.
Receba o dicionário no e-mail
Um conceito de economia explicado por semana.
Confirmação por e-mail (double opt-in). Sem spam, cancele quando quiser.