No dia a dia
O que é, em palavras simples
E se o mercado não fosse a única forma de organizar a economia, mas apenas uma entre várias, ao lado da reciprocidade, da partilha e do cuidado com a natureza? Essa é a intuição substantivista de Karl Polanyi, que este dicionário percorre, e da economia ecológica de Georgescu-Roegen e Daly. Armando de Melo Lisboa, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada nesse cruzamento: pesquisa economia solidária, economia popular, economia ecológica, sociologia econômica, desenvolvimento e América Latina, numa perspectiva próxima de Polanyi.
No seu bolso
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01
Economia substantiva
O sustento, não só o mercado
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02
Enraizamento social
A herança de Polanyi
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03
Economia solidária
Reciprocidade e partilha
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04
Limites ecológicos
A economia dentro da biosfera
Indo mais fundo
Como funciona
A economia como fato social
Polanyi distinguiu duas formas de entender economia: a formal, centrada na escassez e na escolha racional, e a substantiva, que vê a economia como o processo concreto pelo qual as pessoas garantem seu sustento, sempre enraizado na sociedade. A linha de pesquisa documentada adota essa lente substantivista para estudar a economia solidária e a economia popular: cooperativas, trocas, redes de reciprocidade que não cabem no modelo do mercado puro, mas movem a vida de milhões, em especial na América Latina.
O elo com a economia ecológica
Da perspectiva substantivista à economia ecológica há um passo curto: se a economia está enraizada na sociedade, está também enraizada na natureza, sujeita aos seus limites físicos. A agenda documentada faz essa ponte, ligando a crítica de Polanyi ao mercado autorregulado à crítica ecológica do crescimento ilimitado, território dos nossos termos de economia ecológica e bens comuns. Reciprocidade, partilha e cuidado com o comum aparecem como princípios econômicos, não como exceções.
Visão técnica
A leitura da escola Ecológica
O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de economia solidária, economia popular, economia ecológica e sociologia econômica, numa perspectiva substantivista próxima de Karl Polanyi, posiciona a pesquisa numa heterodoxia que recusa o mercado como modelo único da vida econômica. A marca distintiva é o enraizamento duplo: a economia como instituição social (Polanyi) e como sistema dentro da biosfera (a economia ecológica), o que conecta a crítica do mercado autorregulado à crítica do crescimento ilimitado. É o cruzamento exato dos termos de economia ecológica, Karl Polanyi e bens comuns deste dicionário, com a América Latina como horizonte empírico da economia popular e solidária.
Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra uma tradição pouco visível no debate dominante: a que estuda, com método, as economias que funcionam por reciprocidade e partilha, e que situa a atividade econômica dentro dos limites sociais e ecológicos.
No mercado
Atenção
Mitos e erros comuns
Achar que economia é só mercado
Separar economia de natureza
Veja também
Conceitos conectados
Bens comuns
Recursos compartilhados de uso comum, como pastos, pesqueiros e florestas, que podem ser geridos de forma sustentável por regras coletivas.
Economia ecológica
A corrente que trata a economia como subsistema da biosfera: matéria e energia são finitas, e crescer para sempre num planeta limitado é a questão, não a resposta.
Karl Polanyi
O húngaro (1886-1964) que historicizou o mercado: a economia sempre esteve enraizada na sociedade, e o laissez-faire do século 19 foi construção estatal deliberada.
Perguntas frequentes
O que pesquisa Armando de Melo Lisboa? +
Economia solidária, economia popular, economia ecológica, sociologia econômica, desenvolvimento e América Latina, numa perspectiva substantivista próxima de Karl Polanyi. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, segundo o perfil público.
O que é a perspectiva substantivista de Polanyi? +
É entender a economia não como escolha racional sob escassez, mas como o processo concreto pelo qual as sociedades garantem seu sustento, sempre enraizado em instituições sociais. O mercado é uma forma entre várias, ao lado da reciprocidade e da redistribuição.
Fontes e referências
- Acadêmica Armando de Melo Lisboa: corpo docente - UFSC
- Acadêmica Corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Economia - PPGECO/UFSC
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