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Armando de Melo Lisboa

também conhecido como: Armando Lisboa, Lisboa

O professor da UFSC que pensa a economia como fato social: economia solidária, economia popular e economia ecológica numa perspectiva substantivista próxima de Karl Polanyi.

Redação Blog do Brasil atualizado em 29 de junho de 2026 escola Ecológica

No dia a dia

O que é, em palavras simples

E se o mercado não fosse a única forma de organizar a economia, mas apenas uma entre várias, ao lado da reciprocidade, da partilha e do cuidado com a natureza? Essa é a intuição substantivista de Karl Polanyi, que este dicionário percorre, e da economia ecológica de Georgescu-Roegen e Daly. Armando de Melo Lisboa, professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, é uma âncora brasileira documentada nesse cruzamento: pesquisa economia solidária, economia popular, economia ecológica, sociologia econômica, desenvolvimento e América Latina, numa perspectiva próxima de Polanyi.

No seu bolso

Uma cooperativa, um mutirão ou uma rede de trocas locais movem recursos sem seguir só a lógica de preço e lucro: são as economias substantivas que esta linha de pesquisa estuda como fato econômico, não como folclore.
Anatomia do conceito
  1. 01

    Economia substantiva

    O sustento, não só o mercado

  2. 02

    Enraizamento social

    A herança de Polanyi

  3. 03

    Economia solidária

    Reciprocidade e partilha

  4. 04

    Limites ecológicos

    A economia dentro da biosfera

Indo mais fundo

Como funciona

A economia como fato social

Polanyi distinguiu duas formas de entender economia: a formal, centrada na escassez e na escolha racional, e a substantiva, que vê a economia como o processo concreto pelo qual as pessoas garantem seu sustento, sempre enraizado na sociedade. A linha de pesquisa documentada adota essa lente substantivista para estudar a economia solidária e a economia popular: cooperativas, trocas, redes de reciprocidade que não cabem no modelo do mercado puro, mas movem a vida de milhões, em especial na América Latina.

O elo com a economia ecológica

Da perspectiva substantivista à economia ecológica há um passo curto: se a economia está enraizada na sociedade, está também enraizada na natureza, sujeita aos seus limites físicos. A agenda documentada faz essa ponte, ligando a crítica de Polanyi ao mercado autorregulado à crítica ecológica do crescimento ilimitado, território dos nossos termos de economia ecológica e bens comuns. Reciprocidade, partilha e cuidado com o comum aparecem como princípios econômicos, não como exceções.

Visão técnica

A leitura da escola Ecológica

O perfil intelectual, em atribuição indireta fiel às fontes públicas: a combinação de economia solidária, economia popular, economia ecológica e sociologia econômica, numa perspectiva substantivista próxima de Karl Polanyi, posiciona a pesquisa numa heterodoxia que recusa o mercado como modelo único da vida econômica. A marca distintiva é o enraizamento duplo: a economia como instituição social (Polanyi) e como sistema dentro da biosfera (a economia ecológica), o que conecta a crítica do mercado autorregulado à crítica do crescimento ilimitado. É o cruzamento exato dos termos de economia ecológica, Karl Polanyi e bens comuns deste dicionário, com a América Latina como horizonte empírico da economia popular e solidária.

Registro de pesquisador em atividade, pelo protocolo da casa: cobre a obra pública documentada (página institucional, publicações localizáveis), sem biografia além das fontes, e será expandido conforme a obra. A presença neste pilar registra uma tradição pouco visível no debate dominante: a que estuda, com método, as economias que funcionam por reciprocidade e partilha, e que situa a atividade econômica dentro dos limites sociais e ecológicos.

No mercado

Quando se trata o meio ambiente como recurso infinito a ser explorado, esquece-se que a economia está dentro da natureza, não acima dela. A perspectiva documentada nesta linha recoloca esse limite no centro.

Atenção

Mitos e erros comuns

Achar que economia é só mercado

A leitura substantiva de Polanyi, adotada nesta linha, mostra que reciprocidade, partilha e redistribuição também são formas de organizar a economia. O mercado é uma entre várias, não o modelo natural de toda atividade.

Separar economia de natureza

A economia ecológica trata a atividade econômica como subsistema da biosfera, sujeito a limites físicos. Ignorar isso é supor crescimento ilimitado em um planeta finito, premissa que esta perspectiva recusa.

Veja também

Conceitos conectados

Perguntas frequentes

O que pesquisa Armando de Melo Lisboa? +

Economia solidária, economia popular, economia ecológica, sociologia econômica, desenvolvimento e América Latina, numa perspectiva substantivista próxima de Karl Polanyi. É professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, segundo o perfil público.

O que é a perspectiva substantivista de Polanyi? +

É entender a economia não como escolha racional sob escassez, mas como o processo concreto pelo qual as sociedades garantem seu sustento, sempre enraizado em instituições sociais. O mercado é uma forma entre várias, ao lado da reciprocidade e da redistribuição.

Fontes e referências

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